Entrevista com Igor Candiota: “Vou entrar sempre como se fosse uma final de campeonato”

Todo ano, desde que o projeto de reestruturação da base tricolor começou a render frutos após alguns anos com pouco ou nenhum investimento, a história se repete. O atleta faz uma boa temporada na categoria de base e é levado para a equipe profissional, na tentativa de agregar ao atleta experiência para que as pratas da casa rendam qualidade barata ao elenco e – futuramente – sejam vendidos e deem dinheiro ao caixa do clube.

Recentemente, no entanto, o Joinville começou a fazer experiências diferentes. O atleta se destaca por aqui, tem uma integração com o elenco profissional e é emprestado a um clube de maior expressão para disputar competições de base e ser avaliado. Em caso de impressionar os olheiros, pode acabar com parte do passe sendo comprado por este outro clube e com outra passe sendo mantida pelo clube. Em caso de transferências futuras, o clube formador ganha duas vezes: pela parte do passe e pelo mecanismo de solidariedade da FIFA. Este caso começou a ser visto em 2016 no Joinville. O volante Roberto foi emprestado ao Fluminense e os zagueiros André Baumer e Igor Candiota foram emprestados ao Flamengo.

Candiota começou a ser integrado ao elenco profissional por Hemerson Maria, nos idos de 2014. Não chegou a se firmar, então fazia uma gangorra entre as equipes profissional e de base. Emprestado em fevereiro do ano passado ao rubro-negro carioca, chegou a ser titular no time que foi campeão da Taça Rio sub-20, chegando a marcar um gol na primeira partida da final.

Igor foi campeão da Taça Rio 2016 pelo Flamengo sub-20 (Reprodução/Facebook)

De volta ao clube do norte catarinense para esta temporada, fala conosco sobre este processo e de que forma é rentável ao clube além do dinheiro envolvido. Confira a entrevista que fizemos com o gaúcho de Pelotas, hoje com 20 anos.

Sou JEC: Você passou ano passado pela base do Flamengo, com uma estrutura com um outro nível de investimento. O que você levou de experiência da base rubro-negra e quais as principais diferenças?

Igor Candiota: São clubes distintos, é tudo bem diferente. Jogar pelo Flamengo foi uma sensação maravilhosa, pude viver momentos e experiências únicas e indescritíveis. No momento de entrar em campo passou um filme na minha cabeça, minha trajetória até ali, o quanto foi difícil e como todo meu esforço valeu a pena.

Sou JEC: A queda pra Série C deixou a torcida jequeana frustrada, não só pela queda, mas pela importância que se tem uma queda pra terceira divisão e porque já são dois anos seguidos de queda livre. O que a torcida pode esperar pra essa temporada? As alegrias vão voltar?

Igor Candiota: A torcida pode com certeza esperar muitas alegrias, muita dedicação e muita entrega. O grupo está bem fechado e com um único objetivo, alcançar as vitórias e colocar o Joinville no lugar que ele sempre deve estar, que é entre os grandes do Brasil.

Sou JEC: A direção e a comissão técnica já estabeleceram as metas pras competições que vocês vão disputar? Quais são as metas pro ano?

Igor Candiota: Já foram estabelecidas sim, e são as melhores possíveis. O foco do grupo é colocar o time em campo bem competitivo e sempre brigar por todos os títulos que vamos disputar, e consecutivamente conseguir o acesso que é o nosso principal objetivo.

Igor no jogo-treino contra o Paraná: preparação para a temporada 2017 pelo Joinville (Reprodução/Facebook)

Sou JEC: Ano passado ficou evidente pra torcida a raça que os jogadores que vieram da base colocaram na reta final, quando quase evitaram a queda. Faz diferença jogar o profissional no time que te deu a base? O que a torcida pode esperar do Igor e o que o Igor tem a falar do clube e da torcida?

Igor Candiota: Não faz muita diferença, mas é claro que é sim uma honra jogar no profissional do time que me deu oportunidade e me revelou na base. O clube e a torcida podem esperar do Igor muita determinação, dedicação e comprometimento. Vou entrar sempre como se fosse uma final de campeonato e dar o meu melhor sempre. Sou muito grato por essa oportunidade.

Um comentário sobre “Entrevista com Igor Candiota: “Vou entrar sempre como se fosse uma final de campeonato”

  1. Muito legal a história do Igor.
    Sou o Maicon tenho 24 anos e ainda sonho em ser jogador de futebol, porém quero jogar em um clube de SC. Pois quero que minha familia esteja perto de mim.
    Sou de São Bento do Sul, tenho conhecidos e familiares em Joenville e gosto muito da cidade.
    Caso for possível eu fazer um teste no clube, ficaria muito feliz.

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