JEC e suas eternas contratações. Parte FINAL

Estamos sentido na pele anos e anos de erros em contratações. Nunca durante os últimos 5 anos o time esteve tão perto de voltar a uma escuridão que a pouco havia saído. A Série C está próxima, o JEC está quase falido. Está devendo para todos, até para ex-presidentes e diretores que em um ato falho, cobraram muito em pouco tempo. Abandonaram um JEC quebrado para um inexperiente e perdido presidente, que se fez reflexo em todos os setores do clube.

Esse ano ainda não acabou, então essa última parte será desenhada até o último jogo do Joinville, o vergonhoso Goiás 3×2 JEC em Goiânia. Assim como nas outras partes (Você pode ler isso mês que vem e já ter a resposta definitiva).

-Jogadores que foram muito bem, ou seja foram titulares muitas vezes, um “deu muito certo” – Verde Escuro.
-Vamos considerar que jogadores que tiveram algum momento de titularidade no time, ou que, adentraram bem em jogos como reserva considere um “deu certo”- Verde Claro. Sem nem entrar em questão se eles realmente eram bons jogadores.
-E aqueles que foram mal, um “não deu” – Vermelho.

Contratações do JEC em 2016
Contratações do JEC em 2016
  • Jogadores como Reginaldo e Rafael Donato, apesar de jogarem um número razoável de jogos, não se apresentam bem. Sendo mais lembrados por lambanças do que bons jogos.
  • A Contratação do Goleiro Aranha foi ruim, o jogador pouco favoreceu a equipe. Não levamos em conta a compensação financeira.
  • Existem jogadores que não deram certo, mas poderia ter sido diferente. Pouco tiveram de oportunidades em comparação com outros jogadores, casos exemplos de Murilo, Victor Oliveira e Jaime. Claro que, o post não sabe o que é feito no dia-a-dia do clube, somos torcedores e não repórteres. Mas não faz muito sentido pensar que Murilo foi dispensado e o JEC continuou com Thomás.
  • Jael, Carlos Alberto e Ligger fazem apenas bons jogos. Alguns lapsos de grandes momentos, mas só. Credencia a ser apenas boa contratação.

2016-1

Se 2015 foi ruim, 2016 foi também. Os níveis de erros se repetiram igualmente: 91,7% de Erros e 8,3% de Acertos. Mesmo número de 2015. Existe o agravante de nenhuma contratação ter dado muito certo, como a contratação de Agenor em 2015. Tivemos candidatos (Jael, Carlos Alberto, Ligger) mas não desempenharam um papel decisivo.

William Barbio, Dodô, Aranha, Samuel, Jaime, Robertinho, Júnior e Bruno Farias pouco jogaram. Total de 22% do total de contratações. Número até baixo comparado com 2015: 57,6%

Sobre ápices pós-JEC não faz muito sentido contabilizar esse ano, pois nem outra temporada começou. O que podemos ver é a quantidade de dispensados e que saíram do clube ainda esse ano: 38,9% das contratações.


BALANÇO

sem-titulo

Depois de incríveis 163 CONTRATAÇÕES em 5 anos, o Joinville teve um percentual de erro de 75%: A cada 4 o JEC errou 3.

Acertou em cheio em 13 e quase em 25 – total de 38 contratações. Mas uma análise mais profunda mostra que desses 38, apenas 12 ficaram mais de um ano no clube de forma ininterrupta.

(Diego Jussani 2012-2013; Carlos Alberto 2012-2013; Rafael 2013-2014; Naldo 2013-Atual; Marcelo Costa 2013-2015; Edigar Júnio 2014-2015; Guti 2014-2015; Bruno Aguiar 2014-2016; Saci 2014-2015; Rogério 2014-2015; Anselmo 2014-2016, Agenor 2015-2016)

Desses apenas 4 ficaram mais de 2 temporadas (Naldo, Marcelo Costa, Bruno Aguiar e Anselmo). Claro que como estamos em um posição desagradável, se um jogador tem uma proposta melhor para outro clube é difícil segura-lo. Mas é um número muito ruim de ser pensado. 4 em 163.
Isso mostra também a falta de sequência e planejamento futuro para cada jogador por conta do clube. Tiveram mais jogadores que permaneceram mais de uma temporada, mas desempenham mal suas atividades no Joinville, exemplo do amado lateral esquerdo DIEGO. 

Se você observar, CENTO E VINTE E CINCO (125) foram contratados erradamente. QUASE 6 ELENCOS COMPLETOS DE ERROS (23 jogadores cada). Um absurdo se pensarmos em clube profissional que deveria ter uma equipe técnica INTERNA profissional para avaliar possíveis reforços.

Engana-se você que isso é apenas de 2015/2016. Até 2014 a percentagem foi de 64,5% de Erro. Não era muito diferente. Em nenhum ano o JEC contratou menos de 24 jogadores, um elenco inteiro.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Após 5 anos de Série’s B e Série A, o Joinville não aprendeu a ser um clube de futebol moderno.  Aliás, “Clube de futebol”, pois o JEC não é um clube pro sócio e nem internamente pode se designar como um, não há estrutura de gerência.

Os graves problemas que hoje atingem o clube são reflexos desses anos. Contratações ruins, dirigentes gastando dinheiro a torto e direito, rescisões, empréstimos bancários, obscuridade nas negociações mas clareza para pedir mais dinheiro ao sócio. O mesmo sócio que ficou anos pagando por um clube sem série, aquele sócio que entrou na subida da B, vendo seu dinheiro escorrer pelas mãos inaptas do clube, foi extorquido a dar parte de seu 13º salário para bancar erros de finanças de Gestores. Isso a torcida não esquece: Dinheiro não é brinquedo. CONTRATEM CERTO, favor, quem gere o Joinville, não é melhor gastar por mês em um bom departamento de futebol do que ter que pagar milhões de rescisão todo fim de ano?
Essa é a pergunta que deixo ao fim desse especial.

Obrigado a todos, espero ver isso daqui a algum tempo como imagens passadas de um clube que deu a volta por cima. O JEC é grande demais para estar nessa situação.

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