O destino na marca da cal

Um jogo, vários sentimentos.

Confiança. Motivação. Torcida. Atmosfera. 8 mil pessoas. Esperança. Começa o jogo. Nervosismo. Tensão. Fio da navalha. Jogo truncado. Criação. Desperdício. Estudo de jogo. Fim do primeiro tempo. Segundo tempo. Nervosismo. Ímpetos das duas equipes. Desespero. Gol deles.

Frustração. Desespero. Tensão. Nervosismo. Alívio. Gol nosso. Esperança. Confiança. Motivação. Hora da virada? PÊNALTI!

Eram 34 rodadas e uma temporada na marca da cal. O craque na bola. A contratação mais badalada. O artilheiro. O homem do gol de empate. 37 minutos do segundo tempo. O primeiro pênalti do JEC em toda a competição. E a cobrança foi de uma displicência inacreditável. Jael erra.

A euforia se transformou em silêncio. No campo, o time tentava se concentrar. Vi um jogador tentando motivar o time, quando o Bragantino pressionava em um escanteio.

Lance seguinte, quatro minutos depois. PÊNALTI! Até o juiz ajudou nessa. Era a segunda chance. Apesar da displicência, Jael novamente na bola. Quis assumir a responsabilidade.

Desta vez, a perna pesou.

Era o momento para Jael cobrar novamente? Outro jogador teria acertado, ou a perna também teria pesado? Faltou comando técnico para determinar outro cobrador? Perguntas que ficarão no campo das opiniões de cada torcedor.

No campo de jogo, o empate mais dolorido que poderia ocorrer.

Porém, a razão diz que…

Jael ainda é nosso melhor centroavante – não sei nem se temos outro (ou dá para confiar em Heliardo?). Por mais que tenha ocorrido um desastre contra o Bragantino, ainda dependemos de sua contribuição para a eventual permanência. Não esqueçamos que foi dele o gol de empate.

O Joinville ainda depende apenas das próprias forças – vencendo Goiás e Oeste, por mais que o Oeste vença também na próxima rodada, o JEC teria uma vitória a mais.

Resta juntar os cacos. Aos jogadores, acalmar os ânimos e jogar com inteligência, raça e humildade, mesmo que, inevitavelmente, parte da esperança da torcida tenha sido perdida nessa noite. Há tempo de recuperá-la.

Que seja com humildade. Assumir a responsabilidade também é entregar a bola para alguém mais confiante, em um melhor momento.

Na saída da Arena, alguém sugeriu entrar na noite seguinte com uma pá no gramado. Na marca da cal do lado direito das cabines de rádio da Arena, reside o sapo, famoso, enterrado no gramado de tanto sofrimento em 2016.

 

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