JEC e suas eternas contratações. Parte 4/5

Pode não ser o timing perfeito para continuar essa série, mas aqui estamos nós. São tempos de acreditar na camisa e ir para a Arena empurrar o clube. Mas passando a passionalidade, temos que nos lembrar dos erros cometidos para que eles nunca mais aconteçam.
Erros que foram ao limite no ano de 2015.
O ano era de esperança, acabou em frustração. Era o ano de por as contas em dia e acabou sendo o ano das dívidas acumuladas. Muito pelas contratações.

-Jogadores que foram muito bem, ou seja foram titulares muitas vezes, um “deu muito certo” – Verde Escuro.
-Vamos considerar que jogadores que tiveram algum momento de titularidade no time, ou que, adentraram bem em jogos como reserva considere um “deu certo”- Verde Claro. Sem nem entrar em questão se eles realmente eram bons jogadores.
-E aqueles que foram mal, um “não deu” – Vermelho.

Contratações do JEC em 2015
Contratações do JEC em 2015

Pois bem, vamos as considerações.
-Agenor, apesar de um começo estranho, foi muito bem no ano sendo um dos destaques da equipe. O único considerado como ótima contratação.

Marcelinho Paraíba e Kempes foram titulares e em algum momento desempenharam um bom papel, sendo importantes em alguns jogos.

– Alguns jogadores como Mário Sérgio, Edson Ratinho, Diego, Lucas Crispim, Silvinho e Edigar Junio, também foram titulares, mas com muita inconsistência e sem convencer.

2015-1

Os números de 2015 não são tão assustadores quanto se imagina se tratando de nº de contratações. São 36 contra 32 de 2014.
O Problema é o nº de erros. Altíssimo.

Foram 33 erros em 36 contratações. Incríveis 91,7% de Erros. Foram 33 para 20 erros de 2014. Acertos foram 8,3% – 3 acertos para 12 de 2014. Uma caída gritante em um percentual já ruim.

Dentro desses erros, foram 19 que jogaram menos de 10 jogos: Domingues, Luis Felipe, Héracles, Dráusio, Douglas Silva, Arnaldo, Dankler, Fabrício, Eduardo, Eusébio, Renato, Yuri, Niltinho, Geandro, William Henrique, Bruno Furlan, Trípodi, Jael e Ricardo Bueno. São 57,6% dos erros, e se pegarmos os total, são 52,8% dos contratados que não jogaram ao menos 10 partidas.

Em contra-partida, o Pós-JEC dos contratados melhorou: 14 chegaram na Série A/Exterior (foram 7 em 2014), 11 chegaram ao máximo a Série B e 9 não conseguiram chegar ao menos na Série B. Dois jogadores permanecem no JEC. O que pode explicar isso: Os empresários dos atletas tem bom networking e também, se formos pensar que o JEC estava jogando a Série A, as contratações deveriam ter se mantido nela, então são 14 contra 20 que não se mantiveram.
A impressão que fica olhando os números é que o JEC contratou descontroladamente, inchando um elenco de remanescentes de 2014 que mesmo assim foram os destaques do time (Anselmo, Bruno Aguiar, Naldo…). É difícil encontrar um acerto no ano de 2015, seja nas contratações ou seja em qualquer outro assunto.

Muito desses erros vieram por falhas em procedimentos e análise. Como deixar o técnico indicar, contratar e demitir jogadores ao seu gosto sem uma equipe do clube por trás para analisar. Uma pena que nem isso foi deixado de aprendizado para o nosso ano, 2016, onde tudo isso se repetirá no próximo e último texto deste especial.

Vai ter analise geral também. Abraços.

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