Carta aberta à diretoria do Joinville Esporte Clube

Como bem disse o técnico Lisca, que de Doido não tem nada, o Joinville está há mais de um ano na zona do rebaixamento. Se antes era “normal’ ou “aceitável” porque estava na série A. Hoje, na série B – com nível baixíssimo, por sinal – , isso é insustentável. O JEC, com a história e a tradição que tem, não pode perder em casa para um fraquíssimo Oeste, ser derrotado por Bragantino do jeito que foi, enfim, não merece estar nessa situação. Muita coisa precisa mudar e isso precisa ser para ontem, porque o primeiro turno se foi e a série C já está abrindo a porta para entrarmos, mas sem previsão para sairmos.

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A administração jequeana deixa muitas dúvidas para o torcedor. Por que falta transparência no Joinville Esporte Clube? Por que o clube é administrado por alguns e não temos uma oposição tão importante na fiscalização das ações da diretoria? Onde estão os números das negociações de jogadores? Quanto o Joinville faturou de fato na venda de Anselmo e Agenor? Onde está o tal portal da transparência que o presidente prometeu quando assumiu? Essas dúvidas deixam margem para especulações e o famoso diz que me disse.

O Joinville hoje não é da sua torcida, mas de empresários que ficam escondidos atrás de suas mesas. Uma boa gestão passa pela transparência. O momento é esse, não outro. Não é mês que vem ou na próxima rodada, é agora. Questionar é a base para qualquer evolução e é chegado o momento de colocarmos em xeque todo o Joinville Esporte Clube. Cada processo interno, cada funcionário, tudo deve ser avaliado. Chegamos em um ponto em que se projetarmos o Joinville daqui a 10 anos vemos um futuro de muito sofrimento. Então é hora de pensar onde e como podemos ajudar de maneira mais incisiva porque apenas torcer e pagar a mensalidade de sócio não está sendo suficiente.

Para ser transparente e engajar a torcida é necessário muito mais que marketing. Não é preciso medidas extravagantes e onerosas. Com um posicionamento aberto e claro sobre o que acontece dentro do clube, abrindo aos sócios os problemas de toda ordem já seria quase que suficiente para sanar a crise de confiança que vive o Joinville em todos os setores. Ao invés disso vemos mais do mesmo, decisões duvidosas e processos nebulosos, nada é claro e palpável e nada, a não ser boatos e especulações, que servem para alimentar a imprensa esportiva da nossa cidade, chegam ao conhecimento da engrenagem mais importante desse sistema, o sócio.

Por tudo isso, o Sou JEC  elencou alguns pontos que precisam ser revistos urgentemente. Nossa intenção é contribuir para o clube, pois somos apaixonados e queremos o tricolor sendo respeitado novamente.

– Transparência: colocar uma planilha no site não é transparência. É obrigação do clube prestar contas ao torcedor, principalmente para o sócio, que ajuda a sustentar o clube.

– Participação: quem hoje realmente participa das decisões no clube? Os sócios, que contribuem mensalmente, nunca são ouvidos, são chamados apenas para aclamar uma chapa qualquer na eleição. Esse é o JEC de todos? A gestão do Joinville precisa ser mais participativa. Qual o número de conselheiros que realmente participa do dia a dia do clube?

– Contratações: o Joinville já fez 30 contratações este ano. Qual delas chegou para resolver o problema? NENHUMA. Tirando o Jael (que não fará milagres) não veio um jogador que encheu os olhos da torcida. A maior prova que não há uma polícia de contratações é a chegada de Fabiano Eller. Com tantos erros, o que ele ainda como titular e com a braçadeira de CAPITÃO? Como em 2015, quando ao demitirem Hemerson Maria na quinta rodada da série a, o JEC de 2016 entregou a chave do cofre do clube para o técnico Lisca. Estamos no meio do campeonato e tem jogador para estrear ainda. É muita gente e pouco futebol. O correto é enxugar o elenco e ficar com quem realmente quer tirar o JEC do rebaixamento.

– Aproximação: qual a relação do JEC com a comunidade? Não há. O clube não dialoga com as pessoas, não vai aos bairros, não visita fábricas, não está na praça, no shopping, em lugar algum. O Tricolor representa a cidade e leva o nome dela. Portanto, deve, sim, chamá-la. Nem mesmo nas redes sociais não há conversa. São posts secos que não interagem. Precisamos de mais, muito mais.

– Homem forte do futebol: Rondinelli deve ser avaliado. Seus trabalhos em Criciúma e no Avaí nos mostravam que ele tem problemas em contratar. Foi expulso dos dois clubes e não deixou nenhuma saudade por lá. Aqui, contratou, contratou, contratou e poucos deram resultados. Precisamos de alguém com a competência para fazer o JEC grande dentro de campo.

– Conselho: as reuniões do conselho precisam ter mais transparência. Onde estão as atas? O que é decidido nesses encontros? Precisamos de respostas.

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