#Tricorneta – 99% teimoso, mas aquele 1% do Maria…

Hoje tem JEC. Daqui a pouco, na verdade. Por isso, vou escrever uma coluna rápida para abordar alguns pontos que acho, na minha singela opinião de torcedor, que o resto da torcida deveria pensar junto.

logo-shareCondor

Vi mais torcedores cornetando a vinda da rede varejista do que propriamente celebrando que finalmente mais verba esteja entrando para o clube. Se a empresa criou uma situação incômoda ao demorar para assinar o contrato? Sim. Mas aí a pressão maior foi dada por quem anunciou a rede tão cedo e gerou expectativa. Como empresa, a rede Condor tem políticas internas. E é só quando tudo esteve certo que se pode finalizar o acordo. Menos mal. Preferiam que fosse como na novela da Caixa?

Aliás…

No JEC é tudo mais difícil. Vi alguns companheiros falando que a falta de patrocinador é fruto da incompetência do JEC, dentro e fora de campo. Isso é mentira. O gerente de marketing do clube trabalha muito para poder contar ainda este ano com mais patrocinadores – e pelo que averiguei, para ter o Condor por aqui também já não foi tarefa fácil – é mesmo quando o JEC esteve em boa fase (de 2014 ao início de 2015) nenhuma grande empresa joinvilense resolveu pegar junto com o clube. Exceção a Salfer, que ainda assim não pagava o que a vitrine de uma Série A merecia.

A culpa é do clube mesmo? Ou é o empresariado que não pega junto?

12378023_1125493334169696_88904016978062169_oMaria 

Hemerson Maria não merece o que está passando pela segunda vez em pouco mais de um ano. Toda essa pressão não condiz com o discurso que o trouxe de volta com o Nereu falando que “estava se desculpando de uma burrada”, que foi demiti-lo em 2015. Maria é um grande técnico, apesar dos vícios e insistências. Que com um elenco pior quase foi campeão catarinense esse ano. Se tivesse estado na composição do elenco, desde o começo do ano, talvez a situação não estivesse assim. Veja bem: o seu maior problema é a insistência de querer jogar como está acostumado, no seu estilo, e não se adaptar ao que tem.

E aí…

Se está errando e se não está cedendo à pressão de mudar, e se não está reconhecendo o que não dá certo e testando outros esquemas, não dá pra defender. O Joinville não tem todas as rodadas do mundo para testar elenco – e aí também grande puxada de orelha a essa diretoria que só vem com reforços agora. Entrosamento se conquista mantendo um padrão convincente. Não temos. Então, precisamos de no mínimo coerência. Que também está em falta.

Se perder hoje…

Não é o fim do mundo, porque o CRB tem um elenco superior ao nosso. Entretanto, estamos em casa e pela fase que passamos é obrigação vencer. Se não vencermos, ou Maria ganha a diretoria e a torcida jogando bem e ficando no “quase”, ou nem precisa atender o celular hoje. Só ir.

Porém…

Se o JEC de Maria vencer, ainda assim terá que demonstrar algo a mais. Senão, o manezinho pode sim ter uma longa série B pela frente no JEC. Só que não terá tranquilidade, que é o fator que mais fortalece um time.

Reforços 

Apesar da demora da diretoria, quem vem chegando mostra que Julio Rondinelli sabe mais do negócio do que o Maringá. O elenco começa a se encorpar muito mais e, desta forma, sinto que podemos sim – caso superemos essa turbulência – ainda sonhar remotamente com aquilo que mais queremos: outro acesso.

Foco

Esse discurso de acesso deve ficar só no fundinho da alma por enquanto. Agora, é fazer mandinga e abusar do secador para sairmos o quanto antes do Z4 e finalmente respirar melhor a noite.

CRB

Aliás, o CRB vai vir aqui e de cara vai lembrar quem é que manda. Na série C, claro, eram outros tempos. Mas na minha casa quem manda sou eu. E o respeito é sempre bom. Essa vitória, além de moral, vai fazer o torcedor começar a reatar com o clube. Ou alguém espera mais que 5 mil torcedores lá na Arena hoje?

Vamos, JEC!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *