2015 Não Acabou…

Havia uma neblina sobre a Arena Joinville na noite deste 28 de junho.  Neblina, como sabemos, é uma nuvem baixa. Não havia cenário mais propício: uma nuvem negra paira sobre o Joinville Esporte Clube, que vive um de seus piores momentos nos últimos cinco anos.

Início ruim de estadual, recuperação durante o torneio, final, vice-campeonato. Início ruim de Brasileirão, planejamento jogado às traças, contratações equivocadas, zona de rebaixamento e técnico demitido. O filme é repetido. Mudam apenas (alguns) personagens e a divisão. Chegamos na metade de 2016 e a impressão é a de que 2015 ainda não acabou. Perdemos metade do ano, um terço do Campeonato Brasileiro da Série B, e a expectativa de um campeonato digno e de, quem sabe, um acesso, se transformou em preocupação e em luta contra o rebaixamento. E não há, torcedor, outro objetivo esse ano senão a luta para ficar na segunda divisão em 2017.

O que vimos no jogo contra o CRB assusta: um elenco sem vontade, um capitão que até então era incontestável cometendo (e repetindo) erros grosseiros, displicência, apatia, irresponsabilidade e um desrespeito aos 3.008 torcedores presentes ao estádio – e a outros milhares que só esperam um sinal de vontade para voltar a ter confiança no seu time. A derrota por 3 x 1 foi dolorida, não tanto pelo placar, mas por como foi construída.

A saída de Hemerson Maria era inevitável. Mas é preciso um choque de realidade no elenco e na diretoria. Falta vontade. Falta respeito à torcida. Falta transparência. Falta humildade.

Desde o acesso os erros se repetem: formação do elenco equivocada, contratações que não dão certo, economias burras na hora incerta. Na área administrativa, a falta de transparência nas operações, na divulgação de dados e até de resultados de sorteios, no relacionamento com torcida (sócios e não sócios). O JEC se tornou um clube arrogante com seu torcedor. E, com um elenco limitado, essa é uma péssima forma de motivar a torcida a abraçar o time e reerguê-lo, com a presença no estádio. Precisamos, todos, jogar limpo. Não há mais espaço para que as ações fiquem pra depois.

Só assim teremos ventos melhores para que as nuvens negras que rodeiam a Arena Joinville deem lugar ao sol de novos tempos.

 

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