A tarde em que Bruno Rangel nos acordou de um sonho

A chuva atrapalhou ainda mais o Joiinville no começo do jogo (Foto: Assessoria JEC)
A chuva atrapalhou ainda mais o Joiinville no começo do jogo (Foto: Assessoria JEC)

Não adianta. Torcedor é aquele sujeito 99% emoção e 1% razão. Nesse momento, nada melhor para comprovar isso que a campanha do Joinville no Estadual e as reações da torcida. Sempre soubemos que não daria. Desde o começo do campeonato, tínhamos consciência da limitação do elenco, mas como somos muitos mais coração, ignoramos tudo isso e acreditamos na possibilidade de erguer o caneco.

O responsável por injetar essa dose de confiança e dar uma sobrevida ao nosso ânimo de torcedor é o mesmo que nos levou a outras duas finais. Aquela campanha melancólica no primeiro turno, misturada a um rebaixamento recente nos dava a sensação de que seria um ano difícil. Mas aí chegou Hemerson Maria e fez o impossível, o milagre que só o futebol proporciona.

Maria pegou aquele mesmo elenco limitado que brigava nas últimas posições com Camboriú e Guarani e deu uma vida extra, igual  aos games. Foi como se tivéssemos comido um cogumelo. Nos tornarmos imbatíveis e durante nove jogos sonhamos com o impossível. Time limitado? Pode até ser, mas estávamos ganhando todas, então, quem liga? Aí prevaleceu a emoção novamente.

Veio a final do returno. Um 3 a 1 na Chapecoense, em Chapecó, o título invicto do returno e a vaga na final. Quem pararia o Joinville? Fomos para as finais confiantes. Alguns até imaginavam um placar elástico na Arena. Logo nos primeiros minutos do jogo percebemos que não seria nada disso e o 1% de razão começou a atormentar. Tudo piorou com o gol do pequeno, porém gigante Ananias quase no fim da partida. Aquela foi a pá de cimento no sonho, foi a voz no fundo dizendo que o título não viria.

No jogo em Chapecó fomos mais uma vez do céu ao inferno. Quando Diego Felipe cabeceou e abriu o placar, esquecemos todas as limitações e passamos a aguardar o segundo gol. Estávamos realmente certos que viria. Mas não veio e Bruno Rangel, aquele mesmo que chutamos para fora da Arena em 2011, deu o tiro de misericórdia. Depois dali foi só aguardar o apito derradeiro e despertar de vez do sonho.

Agora, que venha a segunda-feira, a segunda divisão do Brasileiro e uma segunda chance de fazer desta temporada mais uma vez um sonho, mas desta vez concretizado, com acesso e o bicampeonato da série B. Afinal, somos 99% emoção e acreditamos até o fim.

Imagem de destaque: Assessoria Chapecoense.

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