Um Bate-Papo com Jony Stassun

No último sábado (18/04), o presidente do JEC, Jony William Stassun, conversou com a equipe do Sou JEC no programa Debate Tricolor, apresentado todos os sábados à tarde na rádio comunitária União Sul FM.

IMG-20160416-WA0015Ciente do trabalho que terá pela frente, o presidente falou durante uma hora sobre os desafios administrativos e no futebol, as perspectivas para o mandato, novos e ex-jogadores, entre outros temas. O bate-papo, com as participações de Rodrigo Rochadel, Yan Pedro, Guilherme Luiz e Raphael Flores pode ser conferido em áudio no final da postagem.

Observação: Postamos abaixo todas as respostas do presidente na entrevista, mas, para uma maior organização dos destaques, as declarações de Jony na entrevista não estão elencadas necessariamente na ordem em que foram respondidas (o que pode ser conferido no áudio). Confira!

PRIMEIROS DIAS NO CLUBE

Nós já tínhamos feito um raio-X do que era necessário fazer no clube, falando mais da parte administrativa. E no início da semana fizemos uma reunião com todos os diretores, gerentes, inclusive envolvendo o departamento de futebol, até pra eles conhecerem um pouco mais do Jony. O Jony explicou o que ele quer dentro do clube, como as coisas devem andar.

Essa primeira semana a gente ainda está levantando muita coisa, vendo diagnósticos futuros. Mas estamos fazendo as coisas com calma, passo-a-passo, que é da maneira que tem que ser. Não adianta você atropelar, porque você vai ser atropelado lá na frente.

O INÍCIO DO ENVOLVIMENTO DE JONY STASSUN COM O JEC

Pela empresa (Romaço Rolamentos), nós começamos a patrocinar o Joinville quando o Joinville estava na Série C, em 2011. Começamos a ver que o resultado foi positivo, e comecei a ter um contato maior com o Nereu, até que surgiu o convite para ser diretor financeiro. O Nereu comentou: “Jony, acho que a gente está precisando fazer algumas mudanças”. Na época, quando ele me indicou para ser o diretor, me perguntou se eu tinha alguém para indicar para a gerência financeira. Eu indiquei o Edcarlos Natali, que está lá até o momento, continua no clube, e as coisas foram caminhando.

CONVITE PARA A PRESIDÊNCIA

O Nereu me disse que eu tinha um perfil para ser presidente. Então eu disse: “olha Nereu, isso não me passou pela cabeça ainda”. Mas aí a gente foi conversando, amadurecendo a ideia, até que eu concordei com ele, aceitei, e aí a gente foi trabalhando em conjunto, passo a passo, sabendo da responsabilidade que eu teria pela frente porque o presidente Nereu deixou um legado muito grande para o clube, campeão da série C, campeão de série B, digamos assim, entre aspas, dois vice-campeonatos catarinenses, a gente tem uma responsabilidade muito grande para carregar nas costas.

PERSPECTIVAS

Quando foi inscrita a minha chapa, não apareceu concorrência. O nome que colocamos na chapa foi “Continuidade”, pois é um trabalho que já vinha sendo feito, e que nós gostaríamos de continuar pensando no futuro, para que quando o próximo presidente venha tenha toda uma estrutura montada para facilitar o trabalho dele. O presidente geralmente é um profissional liberal, que tem sua empresa. Não é uma atividade remunerada. E se conseguirmos ter essa continuidade, vai facilitar muito para o próximo presidente e para a estrutura que ele quiser trazer para dentro do clube.

DECLARAÇÃO SOBRE EX-ATLETAS

Quando eu falei de ex-jogadores, que realmente o JEC não teria essa característica de trazer ex-atletas, fiz esse comentário por questões de experiências passadas. Para que um ex-atleta voltasse ao clube ele teria que ser diferenciado. Ele teria que ser um atleta que viesse para agregar e somar muito.

jaelJAEL

O Jael ele se encaixa nesse perfil. A questão do Jael está da seguinte forma: conversei com ele na China – lógico que não fui pra China, ele na China e eu aqui (risos). Ele já tinha manifestado anteriormente que gostaria de voltar. Mas na primeira tentativa, na primeira janela, o clube não o liberou. Agora ele está conversando novamente com os dirigentes. Nós enviamos uma proposta, que é a mesma da primeira vez que ele tentou a liberação. Ele aceitou a nossa proposta e agora está conversando com os dirigentes para ver se consegue a liberação, para que possa voltar ao Joinville Esporte Clube. Então, o Joinville fez a sua parte. Infelizmente, ou felizmente, o Jael saiu numa situação que, para ele, era uma questão de independência financeira, era uma diferença salarial enorme que nós não tínhamos como acompanhar. E agora ele está com esse desejo de retornar ao clube. O clube que ele falou que sempre lhe tratou bem, ele só tem elogios em relação ao Joinville Esporte Clube, então por isso que ele quer voltar. Do nosso lado, ele estaria 100% no JEC, mas o problema justamente é a questão da liberação dele lá no clube que, às vezes é um trâmite um pouco mais complicado, porque o Jael tem um contrato vigente. Então isso muitas vezes é um pouco demorado para se chegar a um acordo. Mas estamos na expectativa. Ele falou que durante essa semana ele tem o agente dele que levou ele para lá, já está em conversação com os diretores do clube (chinês), pra ele tentar e realmente conseguir essa liberação.

IVAN

Eu diria que a volta do Ivan é muito difícil. Existe um consenso por parte da comissão técnica na questão dos goleiros que nós temos hoje: o Agenor e o Jhonatan. Estamos trabalhando em mais um ou dois nomes, porque o Joinville vai precisar de mais um goleiro para a Série B. Mas eu diria pra vocês que é muito difícil (a volta do Ivan), porque hoje as contratações têm que ter a aprovação do presidente, a aprovação do técnico e a aprovação do João Carlos Maringá para que a gente não… digamos…. para se cometer um erro fique mais difícil. Até porque já que a equipe perdeu muito na questão de arrecadação, nós temos que ser mais cirúrgicos nas contratações. Senão nós vamos ter um elenco inchado e isso não é bom para o clube.

FOLHA SALARIAL PARA A SÉRIE B

Se nós queremos almejar uma volta para a Série A nós já estamos trabalhando em cima de valores e eu acredito que a folha deva ficar entre 800 e 850 mil reais. Se todas essas contratações que nós estamos mapeando, nós conseguirmos fazê-las, vai ficar nesse patamar.

CONTRATAÇÕES DE PESO

Se nós trouxermos o Jael, a questão financeira já vai ficar um pouco acima. Se isso realmente acontecer, se ele confirmar a vinda para o Joinville Esporte Clube, nós vamos procurar empresários que possam nos ajudar de alguma forma para que a gente possa estar conseguindo fazer com que a gente faça a folha do Jael, porque é um valor teoricamente um pouco acima… já que ele aceitou a nossa proposta. Mas é assim… quando você perde renda, é complicado até pra você ir em busca de atletas.

ELENCO PARA A SÉRIE B

Veio o Pereira e o Murilo, e nós temos mais seis a sete atletas que nós estamos conversando, acompanhando a situação deles, e dependendo do que acontecer no campeonato Paulista, talvez nós já tenhamos novidades na próxima semana.

PROBLEMAS EXTRACAMPO

Quanto aos atletas que gostam do “sereno”, se vocês observarem o técnico Hemerson Maria é muito rígido nessa parte. Então, ele acaba conversando com o atleta, o próprio Maringá também conversa, faz um acompanhamento, mas é uma situação delicada até pra gente estar comentando. Mas o Hemerson, que é o comandante da equipe, não aprova esse tipo de situação de maneira alguma. Temos que esperar terminar o Estadual para o Hemerson e o Maringá fazerem uma avaliação do elenco, pois tanto como tem atleta que vai chegar, têm atletas que vão sair, isso é normal. Porque não adianta a gente ficar fazendo tentativas com o atleta, você conversa, você explica a situação, mas aí as coisas acabam não acontecendo. Então isso para o clube não é interessante. E o próprio torcedor, ele começa a marcar esses atletas. Então não fica interessante até pra questão de credibilidade, tanto da gerência de futebol quanto do próprio presidente. Não adianta o presidente falar uma coisa aqui e na prática não fazer.

RESPONSABILIDADE NO MAPEAMENTO DE ATLETAS

Tanto o Hemerson quanto o Maringá, os dois passam o posicionamento. O Hemerson e o Maringá indicam atletas, e muitas vezes até para a mesma posição. Então é feita uma análise dos atletas indicados, e é feito um Raio-X do atleta em cima da questão tática que o Hemerson Maria quer dentro de campo. Então, a partir daí nós vemos qual será a tomada de decisão, vai ser por A ou B.

29-07-2015-17-05-06-img-6937SITUAÇÃO DE JOÃO CARLOS MARINGÁ

Tenho conversado muito com o Maringá sobre o problema que ele tem enfrentado, e a princípio ele está conseguindo conciliar as atividades. Nós não temos pretensão de trazer mais alguém para auxiliar o Maringá. Eu falei pra ele: “Olha Maringá, você é o gerente de futebol, é o meu homem de confiança. Eu não tenho a intenção de, de repente, trazer alguém pra trabalhar com você porque, acho que da maneira como está hoje, está bem objetivo”. Ele está focado nessa questão das contratações, do Campeonato Catarinense, de acompanhar a equipe. Ele me falou que se ele tiver algum problema maior, de falar: “olha Jony, não vai dar, eu realmente vou ter que sair”, se chegar a esse ponto ele vai nos avisar porque ele também não quer prejudicar o Joinville Esporte Clube. Nessa questão ele é muito franco, e eu sempre também fui muito aberto, franco e objetivo com ele.

HEMERSON MARIA

Toda passagem gera uma experiência para o treinador. O Hemerson ficou um tempo parado porque ele teve que fazer uma cirurgia de bacia, ele teve que colocar uma prótese. Ele falou que trabalhou muito nesse período e ganhou muito na questão de conhecimento.

EPISÓDIO COM HEMERSON MARIA EM 2014

Eu brinco que aquele foi um episódio mais de paixão de torcedor do que de diretor. A gente, quando ocupa um cargo desses, tem que saber dividir as coisas. A gente tem que ser razão. A emoção tem que deixar com o torcedor, não tem jeito.

DESAFIOS ADMINISTRATIVOS E COMUNICAÇÃO INTERNA

O meu ponto principal, e isso já vinha acompanhando na diretoria anterior, seria melhorar a comunicação interna entre os setores. Eu via que estava muito falha, as coisas eram feitas e ninguém sabia o porquê, ou outras situações do porquê que não foi feito e ninguém tinha uma satisfação para dar. Esse tipo de situação é importante que ela melhore para que você ganhe tempo. O tempo é muito importante. Existe aquele provérbio que diz que tempo é dinheiro. O clube hoje, com queda de renda, perdeu patrocinadores, a gente está trabalhando de uma forma mais equilibrada, e temos que ter um cuidado muito grande em relação aos custos. Por isso que eu digo que temos que nos comunicar, porque se você não se comunica, pode gerar problemas nessa questão.

PATRIMÔNIO DO CLUBE

Hoje nós estamos trabalhando nos pontos… o CT é um patrimônio do clube que foi muito difícil para ser conquistado. Está lá, um patrimônio que precisa ser muito bem preservado. Só que quando entrei no clube, observamos que não havia uma manutenção constante no CT, e quando você não preza pela conservação, pela manutenção, os problemas vão acontecendo. Hoje temos 50 pontos de manutenção a serem feitos dentro do clube, tanto no setor profissional, amador, no campo, pinturas, são diversas situações.

COMUNICAÇÃO DO CLUBE COM A TORCIDA

O que eu já havia combinado nessa parte das reformas é que isso tem que ser comunicado pro sócio, torcedor, o próprio conselheiro, porque isso ele tem que saber. Senão você fica muito focado na questão do futebol e o sócio quer saber algo a mais, o que está sendo feito de diferente dentro do clube. E isso é muito importante. Não só essa questão de comunicação do que está sendo feito, mas já estamos trabalhando a melhora da comunicação com o sócio e, inclusive com os conselheiros. Fazer com que o conselheiro, quando venha na reunião, se sinta mais atraído, tenha o prazer de ir na reunião, e não ir apenas por obrigação. Hoje a gente percebe que o conselheiro não está ativo dentro do clube. Então temos que trabalhar mais nisso também. Porque se em todas as áreas do clube, conselheiro, torcedor, sócio torcedor, a gente conseguir criar uma união positiva entre eles, vai ser muito melhor pro clube.

DIRETORES

Eu sei da dificuldade que foi no mandato anterior, a questão dos diretores terem tempo para ir no clube. A gente sabe da dificuldade do tempo que eles precisariam estar dividindo com o seu trabalho do dia-a-dia. Hoje temos apenas eu e ou vice-presidente (Jurandir João da Silva). Estamos trabalhando de uma forma bem afinada. Acredito que daqui a 3 ou 4 meses, quando a gente já conseguir colocar em prática aquilo que a gente gostaria que o clube tivesse, então a gente pode ter uma ideia melhor para o futuro. Será que vou ter que trazer mais um diretor? Ou será que as pessoas vendo o trabalho, que eu espero que seja positivo, as pessoas virão se oferecer para trabalhar pelo dentro do clube? Eu acho que isso é importante, porque muitas vezes o empresário não tem a ideia do que é o Joinville Esporte Clube. Tem muita gente que tem a ideia que futebol não é coisa séria. Tenho esse desafio de modelo de gestão, de organizar mais as coisas, deixar as coisas mais corretas e fáceis para se trabalhar, até para as pessoas mudarem a percepção do clube.

APOIO DO EMPRESARIADO LOCAL

A questão de hoje estarmos buscando mais patrocinadores… Hoje temos uma dificuldade grande que está ligada principalmente à crise econômica e política do país. Hoje a gente observa que o empresário está retraído justamente por esse fato. Mas eu acredito que a partir do momento que a nossa economia trazer mais estabilidade na formação de opinião do empresário, ele vai acabar mudando essa percepção e vai voltar a investir. O JEC não representa só Joinville, representa toda a região Norte. Mas para isso acontecer (a mudança da percepção do empresariado) o empresário tem que se sentir seguro, porque o Joinville mostra a visibilidade que daria o patrocínio, mas o empresário tem que se sentir confiante em estar fazendo isso. Mas muitas vezes ele não está confiante pela situação política e econômica do país.

PATROCÍNIO MASTER

A Caixa não vem mais. Temos um futuro patrocinador que tem intenção de entrar no clube, e as conversas estão bem alinhadas. É uma rede de supermercados, estamos conversando já em torno de uns 60 dias e a gente espera que até o final do (campeonato) Catarinense nós tenhamos uma resposta positiva por parte deles. Temos um outro que nós iniciamos uma conversação mas, é aquilo que eu digo, hoje essa crise econômica e política acaba inibindo muito a questão de investimento. Mas o Joinville está trabalhando forte, tem buscado patrocinadores. Não é de uma forma desesperada, mas nós estamos conversando com empresas que eu acho que tem a cara de Joinville. Empresas que até podem crescer muito estampando o nome na camisa do Joinville Esporte Clube.

DÉFICIT FINANCEIRO

Se formos ver pela folha que temos no catarinense, nós pregamos montar uma equipe aproveitando os meninos que subiram, os atletas que ficaram da Série A do ano passado para que a gente realmente tivesse um elenco mais enxuto. Se nós conseguirmos desenhar com um ou dois patrocinadores isso já vai nos ajudar muito. Hoje as contas do Joinville estão equilibradas. Nas contratações, e tanto a questão de renda da Série B, vai fazer com que a gente continue equilibrado mesmo tendo esse aumento de folha. Se surgir a oportunidade de trazer uma atleta que vai fazer a diferença, nós vamos fazer um estudo e trabalho para trazer esse atleta. Mas estamos fazendo isso com muita calma, porque não adianta trazer atletas caros e depois ter problemas com a folha, porque o Joinville sempre honrou a folha de pagamento, nunca teve problema. Por isso que os atletas gostam muito de vir ao Joinville Esporte Clube, por essa questão, do clube sempre cumprir com aquilo que prometeu.

COPA DO BRASIL

A Copa do Brasil é uma prioridade para nós. Além do que nós temos essa de estar sempre no “quase” de passar de fase, ela é muito importante no ranking de pontos. Então o nosso objetivo é conseguir um resultado positivo em Chapecó e tentar eliminar o jogo de volta aqui em Joinville, pela Copa do Brasil. Até porque financeiramente, a Copa do Brasil ela é muito positiva.

escola-de-futebol-jec-745x558LOJAS TOCAS DO COELHO E ESCOLINHAS FORA DE JOINVILLE

Não (há esse projeto). É algo que já pensamos mas, como falei, a gente está fazendo as coisas passo-a-passo. Nós somos muito cobrados também na questão das escolinhas do Joinville em outras cidades aqui da região Norte. Então é algo que até nós temos um projeto pra isso, mas tudo isso também está ligado a questão financeira e de investimento. Nós primeiros estamos arrumando a casa de dentro, e depois pra fora. A gente tem que fazer as coisas com calma, para não atropelar.

PROGRAMA DE SÓCIOS

O novo programa de sócios vai ser bem bacana. Vai ser um plano que vai dar mais viabilidade para o torcedor do Joinville Esporte Clube. Eu não posso falar muito senão vai estragar a surpresa, mas eu acho que vai ser algo bem interessante, bem bacana. Algo que nós já tínhamos trabalhado anteriormente, e eu acredito que isso vai ser bem positivo pro clube.

DÍVIDA

A dívida do JEC é com bancos, mas ainda muito ligada aos ex-diretores. Mas sob controle. São R$ 5 milhões, e a questão dos impostos, eles estão todos no ProFut. Até a gente está correndo atrás da questão da Timemania, que o clube não recebeu mais, e só três clubes no Brasil estão recebendo. Inclusive, um deles é o Figueirense. Nós já entramos em contato com o Figueirense, justamente pra ver todo o processo, que nós já encaminhamos o nosso processo daqui pra Caixa Econômica. O Figueirense gentilmente nos mostrou o caminho, porque eles já sabiam como fazer, e como chegar. A questão da Timemania, de que maneira ela vai funcionar: quando o Joinville começar a receber esses valores, eles vão abater diretamente da parcela que o JEC tem a receber do ProFut. E o valor que sobrar serão utilizados para abater a próxima parcela. É um dinheiro que de alguma forma vai estar ajudando o clube, pois o clube não vai estar desembolsando um valor para pagar os impostos do ProFut.

UTILIZAÇÃO DAS DEPENDÊNCIAS DA ARENA PELO JEC

Estamos vendo projetos para fazer algo relacionado a um museu ligado diretamente com a loja da Toca do Coelho, nós já tivemos alguma coisa relacionada a uma choperia e um restaurante naquele local. Isso nós estamos analisando e a partir do momento em que tivermos um parceiro que possa nos ajudar nesse investimento, nós vamos avaliar e ver o que é melhor para o Joinville Esporte Clube.

A CAMPANHA DO JEC SURPREENDEU?

Nós sabíamos que pela equipe que ficou e foi montada para o Catarinense, no primeiro momento nós não tínhamos uma prioridade de chegar ao título. O nosso objetivo era fazer uma campanha, ficar entre os três primeiros colocados, até pela questão da Copa do Brasil, e quando nós renovamos com o PC Gusmão, nós imaginávamos que iríamos conseguir fazer uma campanha. É uma equipe que não é favorita. Principalmente a imprensa falou muito sobre isso, na questão de qualidade técnica. Só que quando o Hemerson Maria veio e assumiu a equipe foi um divisor de águas, entre o Joinville do primeiro turno para o do segundo turno. O Hemerson conseguiu, com as peças que ele tinha na mão, implantar aquilo que ele queria taticamente na equipe e os atletas compraram essa ideia dele. Ainda nós conseguimos trazer o Murilo e o Pereira, que eram atletas que nós sabíamos que, nessa reta final, iriam nos ajudar muito pela qualidade deles. Isso foi positivo. Agora que temos a chance de fazer mais uma final de catarinense, eu diria que o Joinville cresceu muito no segundo turno e criou um corpo muito forte. Os adversários estão observando, percebendo: o Joinville está chegando, o Joinville cresceu. E o Joinville quando chega numa final, as coisas mudam muito. Esses atletas que são mais jovens, pra eles, é algo que o atleta cresce muito. E a camisa é algo que ele sabe: estou vestindo a camisa do Joinville Esporte Clube, sou jovem mas estou numa final de estadual. Isso, pra quem está começando uma carreira, e ter a chance e a felicidade de conquistar um título, conta muito.

OUTRAS MODALIDADES NO JEC

Estamos aguardando porque falta uma definição ainda por parte do ProFut, para saber qual é o prazo final para o Joinville ter por obrigação mais uma modalidade. A partir do momento que nos for comunicado e passado um prazo, nós vamos verificar o que o Joinville poderia trazer a mais. Numa segunda modalidade, o ideal seria como hoje é o futsal da Krona. Ele está com o Joinville Esporte Clube, mas o futsal tem seus próprios patrocinadores, então é uma estrutura à parte. Isso que seria o ideal para o Joinville Esporte Clube.

RECADO PARA O TORCEDOR

Achei importante (a entrevista) até para o torcedor conhecer um pouco mais de quem é o Jony. Um cara que gostava de basquete e agora está se metendo no futebol. Então é importante para o torcedor ele pensar: vamos apoiar. É importante ele apoiar o presidente até ter uma afinidade. Eu sempre digo: eu quero o melhor para o Joinville. Eu não sou de partido A, B ou C, o meu partido é o Joinville Esporte Clube e eu quero, durante a minha gestão que ele seja cada vez mais forte.

 

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