Isso não é um adeus

Pois é, caímos.

Nossa queda certamente não foi decretada contra o Vasco. Nossa queda foi, sim, sacramentada muito antes do início da Série A, quando levamos sufoco no Estadual que sequer serve de parâmetro para o Brasileirão.

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É, é verdade. Falhamos dentro e fora de campo. Contratamos mal, jogamos mal, escalamos mal. Tudo em primeira pessoa e no plural porque o Joinville é nosso e somos responsáveis por ele. Votamos nas eleições, pagamos mensalidade, compramos produtos, pagamos ingressos e somos responsáveis por desde nosso presidente até, por tabela, nosso treinador, goleiro, jogador de linha. Um clube é complexo. Somos responsáveis e vítimas do rebaixamento ao mesmo tempo.

Mas a nossa história não acaba agora. Tem muita coisa pra rolar ainda. Nosso amor pela instituição Joinville Esporte Clube fica. Nossos berros e cantos podem mudar. Nossos adversários e suas cidades podem mudar. Mas o Joinville permanece, para sempre, sendo o mais legítimo representante da cultura joinvilense: lutador e guerreiro – apesar de tudo e de todos.

Faltou muita coisa e isso vai além de nosso alcance. Faltou apoio das empresas e governo. É nítido. A Arena está inacabada desde que foi inaugurada e a sua capacidade só diminui. A nossa torcida já foi responsabilizada por ações que sequer tomou conhecimento. O extra-campo do alto escalão do futebol catarinense e nacional fez coisa por debaixo dos campos e jamais nos favoreceram – sempre o oposto.

Mas isso é Joinville. Contra tudo. Contra todos. E é isso que deveria ser motivo de orgulho: não dependemos de ninguém para ser quem somos e estar onde estamos.

Voltaremos, sim. Mas com nossas pernas e com o apoio do nosso torcedor.

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É por isso que nosso recomeço começa em casa: dia 29 de novembro, às 17h, tem jogo na nossa casa contra o Grêmio. Se nossas chances acabaram, não iremos só para torcer, rezar, berrar. Isso já não adianta mais. Nós vamos para mostrar. Mostrar nosso amor. Mostrar quem somos. E mostrar que estamos junto com o JEC independentemente de tudo.

Presidentes, gestores, funcionários, técnicos, atletas. Isso tudo passa, isso tudo muda. Nosso sentimento pelo Joinville Esporte Clube? Esse é o que nos resta – não importa quando, onde e nem o porquê.

#soujecatéofim.

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