Erros e acertos do JEC determinantes (ou não) para os resultados de 2015 (até agora)

A temporada ainda não chegou ao fim, mas temos algumas certezas: fomos oficialmente vice-campeões do Campeonato Catarinense (mas com aquela sensação de ‘arrá, urrú, a taça é nossa’) e estamos num enorme limbo entre a Série A e a Série B, batalhando com sangue, suor e com lágrimas para permanecermos na primeira divisão brasileira, que todos sabemos que é nosso lugar.

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Pensando nesta situação, que os laços futuros vão se estreitando e a temporada vai se encaminhando para ser ou horrível ou histórica, resolvi elaborar uma pequena lista onde humildemente corneto e elogio os responsáveis por nosso vice-quase-campeonato Catarinense e nosso rebaixa-não-rebaixa.

(E também algumas coisas que são só para rir, porque né…)

Ninguém aqui está jogando a toalha. Eu particularmente, como todo fanático, completamente passional, ainda tenho esperanças. E é também por isso que temos um Top com elogios também – porque não só de erros vai se fazendo esta temporada. Veja a seguir a íntegra da análise deste que vos fala.

TOP 9 MANCADAS

  1. Amistoso internacional? O JEC informou em meados de janeiro que estava negociando com Boca Juniors e River Plate para um amistoso internacional de entrega de faixas pelo Campeonato Brasileiro da Série B conquistado ano passado. A torcida se empolgou com a possibilidade. Mas, no fim das contas, deu zebra (para variar…).
  2. Registro do André Krobel. Este caso é sabido por todos, e sequer requer explicações. O JEC registrou o atleta André Krobel como junior, e como o atleta depois da idade permitida como junior foi relacionado para uma partida onde sequer jogou, o JEC foi penalizado e perdeu o título ganho em campo no Catarinense.
  3. E aí, Ronaldo? Na Copa do Brasil, vexame pelo segundo ano consecutivo. Não passamos de fase: paramos no modesto Ituano, time do atacante ex-JEC Ronaldo.
  4. Começo pífio no Brasileirão. Outro ponto que não precisa de explicação. Em sete rodadas, conquistamos um ponto apenas. Será que é por isso que hoje somos os lanternas da competição?
  5. Adilson Batista. Treinador cheio de marra, chegou com moral ao JEC, mesmo tendo treinado antes de chegar o Vasco e ter deixado os cruz-maltinos após uma goleada de 5×0 sofrida pelo Avaí. A diretoria deu carta branca, Nereu disse “que era mais fácil ele renunciar que o Adilson sair”, e aí Adilson trouxe atletas, afastou alguns outros do grupo principal, ajudou a demitir ainda outros e, por fim, dividiu o elenco (e uns chamam isso de ‘fato novo’). Saiu sem deixar saudade com dez jogos, duas vitórias, dois empates e seis derrotas, o que totalizou 26% de aproveitamento.
  6. Ignoramos a América. Desprezamos a competição mais importante da história do Joinville Esporte Clube, e com time misto e sem muita vontade, deixamos a Copa Sulamericana após sairmos na primeira fase, eliminados pelo Atlético-PR. Ou seja: esse ano, de gringo, só nos resta o Trípodi. (Cada um tem o sul-americano que merece.)
  7. A numeração fixa. Mostrando mais uma vez que o JEC promete muito e, do que promete, pouco faz: após o alarde criado de que finalmente teríamos numeração fixa e nome na camiseta dos jogadores, influência da Sulamericana, o Joinville informou a numeração e definiu – apesar de não ter o consentimento do diretor de marketing – que seria usado somente na competição internacional.
  8. Feijoada. Depois de ser anunciada, a Feijoada do JEC foi cancelada por falta de interessados. Não se sabe se foi pelo preço alto ou pelo modelo de negócio, é outra ação do JEC que não vinga.
  9. As contratações que não vingaram. Foram tantas que me nego a citar nomes. Mas ah, vai lá, você sabe de quem eu tô falando, não sabe?

TOP 9 TRIUNFOS

  1. Quase campeões. Se tivemos nosso título tirado por bobiça, foi porque chegamos a ter o título. Desmérito dos outros times ou méritos ao nosso, o que importa é que quase conquistamos o Caneco esse ano.
  2. Apresentação do uniforme. Quem acompanha o JEC  a fundo deve lembrar do evento de lançamento da nova camisa – onde se apresentou o pequeno logotipo da Salfer – na Arena Joinville, em uma ação de marketing digna de aplausos.
  3. PC Gusmão. Sem dúvida o mais lúcido e técnico do ano, PC foi nosso treinador que mais pontos alcançou no Campeonato Brasileiro, além de ter nos devolvido um futebol apresentável.
  4. Quarentão. O meia Marcelinho Paraíba, talvez mais contestada contratação do ano, foi também uma das que mais deu certo. Marcelinho, mesmo com 40 anos, é um dos nossos jogadores com mais raça e disposição – sem tirar sua incontestável técnica.
  5. Black power. Kempes não é e nem nunca foi incontestavelmente amado em nossa torcida. Mas há de se enfatizar de que Kempes fez 25% de nossos gols da Série A e foi determinante em vários jogos. E, além de marcar gols, é aquele atacante voluntarioso que quando não está mosqueando em campo ou fazendo falta faz o passe pros colegas.
  6. A muralha. Quem lembra que o Ivan saiu no começo do ano e que quem entrou foi o Oliveira? De contestado a titular absoluto, Agenor é sem dúvida nosso melhor goleiro da temporada – e possivelmente de outras mais também. Depois de boatos que vai para o São Paulo, só nos resta torcer para que tenha se apegado o suficiente ao clube para ficar e nos salvar dos ataques que virão.
  7. Saudades Série B? Além do recente retorno de Rogério – só que por lesão – tivemos mais voltas de titulares da Série B – e estes voltando de outros clubes. Edigar Júnio e Edson Ratinho voltaram e são extremamente úteis para o esquema atual do técnico PC Gusmão. Ah, que saudade que me deu do ano passado…
  8. Base. Willian Popp, Kadu, Luis Menezes, Joãozinho e outros garotos da base já foram utilizados – ou pelo menos relacionados – nesta temporada (e nenhum fez mais feio do que certas contratações que já disse que vou me segurar e não falar o nome). Isso só prova que temos sim opções caseiras muito boas que talvez não solucionem, mas ajudam muito na formação deste e de próximos elencos que o JEC precise montar. Se o JEC resolver cumprir a promessa e jogar o próximo Estadual com o time sub-23, ainda assim não duvido que possamos ir longe, amigo!
  9. Um ídolo realocado. João Carlos Maringá é o nome dele. De exímio jogador que foi em terras joinvilenses a Superintendente de Futebol o caminho foi longo, com certeza. Até pela Chapecoense ele passou – e aposto que deixa saudades no time do Oeste. O nosso ídolo dos tempos áureos (quando o Joinville não decepcionava) voltou para ser responsável por toda essa rapazeada das pelejas e tá dando conta do recado. Para as próximas temporadas com esse cara no comando, eu boto minha mão no fogo pelo JEC, rapaz!E aí, torcedor, se lembra de mais algum erro ou acerto dessa temporada? Ou quer falar sobre os erros e acertos de outroras (glórias do passado ou aquela nossa fossa fora de série)? Então comenta aí ou me manda um e-mail (guilherme@soujec.com)!#EuBotoFéNaGarraDesseCoelho

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