Na veia

Já foi possível enxergar que nossa equipe é uma das piores da Série A – e não à toa estamos na lanterna da competição – e sinceramente não há mais o que ser feito. Não porque jogamos a toalha, mas porque realmente não temos mais como registrar atletas e nossa esperança fica unicamente entre os que estão aí, entre titulares atuais, reservas, lesionados e nossa base.

Então, meu amigo, se o JEC quiser permanecer na elite do futebol brasileiro – o que ainda é possível – vai ter que ser na base do suor, do sangue nos olhos (não exatamente como no lance onde o Rogério saiu e tomamos gol, que fique claro) e do latir mais alto. Porque – honestamente – como já falei em outro post, estamos jogando contra tudo e contra todos. Não tivemos um pênalti sequer marcado a nosso favor na Série A – a nível de comparação, já foram marcados 47 gols de pênalti na Série A, sendo 5 do Goiás, 5 do Sport, 4 do Atlético-PR e 4 do Corinthians.

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Contra tudo.

Héber será o árbitro do jogo Sport x JEC. Foto: lancenet

Contra todos.

Esse lema já é antigo para o Joinville, aliás. Não se sabe o que acontece, mas não lembro a última vez que o JEC foi ajudado e se possa dizer que tenha sido verdadeiramente beneficiado por isso. Não, não estou cobrando que roubem a nosso favor. Só que não nos rebaixem.

Outro ponto é o que bem disse Paulo Calçade, da ESPN: “Joinville não sai das 11 da manhã. É escolher um time para rebaixar”. Essa frase é auto-explicativa. Num país tropical, perto do calor do meio dia, o Joinville vai fazendo seu campeonato com 5 jogos a condições horríveis – e o último merece destaque, porque além de ser numa das cidades mais quentes do Brasil, o campo também era um dos maiores.

Nada dá certo.

Contratações incertas que não deram certo.

Arbitragem pífia que só ajuda os outros.

Desgaste dos jogadores e lesões.

E aí, pode ser desmérito do jogador, dos médicos, da CBF, de qualquer um. Mas não é aceitável uma quantidade de jogadores como a que temos atualmente no departamento médico. “Ah, no Real Madrid a bruxa também tá solta. Por que seria diferente aqui?”, podem questionar. É simples: o Real Madrid tem elenco para fazer uns 5 times campeões. O JEC nem time titular tem direito.

É, meu amigo. Não está sendo fácil.

Mas não é impossível.

Com a missão latejando na cabeça, premiação e incentivos especiais, motivação e elementos do tipo, podemos sim reverter essa situação.

É só acreditar.

Você, torcedor, acredita e canta. Mas canta mesmo. Canta alto, grita, esperneia, mas acredita. Dá essa força pro grupo. Não temos tempo hábil para vaias em campo. Não temos mais o que fazer. Protesto a essa altura do campeonato? Não! No fim do ano, você vai querer estar com a consciência limpa de que fez o que pode, não vai?

Você, jogador, acredita e joga. Mas joga para arrebentar. Joga cada jogo como se fosse uma final. Pega cada lance e transforma num daqueles vídeos que o pessoal põe no Facebook com a legenda “inacreditável!” e comentam “chama pra Seleção, Dunga!”. Joga o que você pode, o que você não pode e o que nem existe. Faz melhor que o teu melhor que reconhecimento não vai faltar.

Declaro aberta a temporada de caça a tudo. E a todos.

Declaro aberta a temporada do impossível.

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