Maria não era o problema

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A noite do dia 3 de junho de 2015, virando pro dia 4, marcou uma página triste na vida de um manezinho chamado Hemerson José Maria. O treinador seria demitido com alegações de desgaste com o Joinville Esporte Clube – o mesmo time com que foi, no dia 29 de novembro de 2014, campeão da segunda divisão brasileira (o terceiro título mais importante em competições nacionais, diga-se).

Hemerson Maria sofreu de um mal chamado brasileiridade futebolística, já ouviu falar? A pressão por resultados não seguraria por aqui nem o Sir. Alex Ferguson se o Manchester United fosse tupiniquim.

Nesta coluna de hoje, senhoras e senhores, venho falar com todas as letras que Hemerson Maria não foi e nunca será o culpado da situação do JEC hoje ser tão incômoda. Sim, parece inoportuno (Adilson Batista foi demitido na noite de ontem e não é mais o técnico do JEC) mas este é um tema fundamental para entendermos melhor a situação do JEC no Campeonato.

Hemerson Maria deixou o JEC após conquistar dois títulos seguidos (Série B e Catarinense). Pode parecer meio ridículo, certo? E foi. Mas é preciso, obviamente, levantar outro ponto: Hemerson não conseguiu vencer nenhum dos cinco jogos que fez com o Tricolor na Série A.

Só que fica a questão: quantos chegaram e quantos saíram de Maria até Batista? O elenco mudou – senão radicalmente, mudou muito – e as peças e os titulares sequer são mais os mesmos. Jogou mal com Maria? Sim, na maioria das vezes. E com Adilson?

Se Maria tivesse continuidade, duvido que estaríamos na lanterna. Ganhamos mais pontos com Adilson mas os confrontos foram – por sorte do curitibano, ou sei lá o que – mais fáceis.

O problema do Joinville não é o treinador, que fique extremamente claro. E talvez seja muito pior que só os atletas. Passa por tudo quanto é cargo, meus amigos. Adilson chegou com náipe de treinador de ponta – e, claro, sequer foi um dia isso tudo – e saiu do Joinville depois da derrota para a equipe do Santos como o terceiro pior da história do JEC.

Enquanto isso, jogadores ficam afastados, treinando separados, fantasiando o dia em que jogarão novamente e – por que não? – sonham com a saída do treinador. Parece que Adilson foi só mais um caso de gênio explosivo que não resistiu à pressão que ele mesmo causou. Isso e a deficiência tática escrita na testa do senhor Joinville Esporte Clube.

E é isso: Maria não merecia sair, Adilson não precisava chegar e hoje, às 15 horas, deve ser anunciado PC Gusmão, terceiro treinador do Joinville na temporada num intervalo de menos de dois meses, junto com Maringá, superintendente de futebol, que substituirá os demitidos Léo Franco e César Sampaio.

A banda ainda toca. O pulso ainda pulsa. O coração ainda bate. Mas a lágrima que cai, amigo, é quase iminente.

Acreditamos? É claro que sim! Mas e o JEC, como entidade e clube, será que ainda acredita? Ou será que os caras fortes do Tricolor do Norte já estão pensando em jogar a toalha e planejar um 2016, acabando um 2015 que sequer deveria ter começado?

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