Conheçam Pedrinho: torcedor do JEC, dono de bar e contador de historias

No Bar do Pedrinho o freguês nem sempre tem razão. Principalmente se ele for torcedor do Criciúma. Foi assim em 2012, quando um carvoeiro, vestido com as cores do time do Sul do estado, foi ao Bar do Pedrinho assistir a um JEC x Criciúma. Até conseguiu acompanhar a derrota do Tigre por 3 a 1 para o Joinville pela série B, mas foi na mesa do lado de fora. E com um detalhe, a cerveja era mais cara.

— Fiz isso mesmo, mas ele ainda assim virou freguês, se é que você me entende — brinca Pedrinho.

A rotina no bar do Pedrinho muda quando o Tricolor joga na Arena. Se o jogo é às 16h, fica aberto até o meio-dia. Quando a partida é às 22h, ele fecha perto das 18h. Seguem seu Pedro, a sua esposa, dona Maria, e a filha, Edicléia, até a Arena. Não perdem um jogo em casa.

Apesar de o sorridente senhor de 56 anos acompanhar o Tricolor desde 1979, quando passou a morar em Joinville, o ano mais marcante para ele foi o de 2014. Ele conta cheio de orgulho que acompanhou o JEC na fase ruim e que agora é um torcedor feliz, porque o Joinville reencontrou o caminho no futebol.

— A gente passou por momentos muito ruins, como aquela goleada por 5 a 0 para o Camboriuense em 2007. Por isso foi muito emocionante o ano passado. O Tricolor reencontrou o caminho do futebol — relata Pedrinho.

Embora tenha nascido em Imaruí, no sul de Santa Catarina, e ter vindo aos 16 anos para cá, seu Pedrinho se considera um típico joinvilense. Gosta de uma gelada, diz que casamento é um “sofrimento” (só longe da dona Maria, lógico), e afirma diversas vezes que é um homem feliz demais.

Como um genuíno dono de bar, ele tem um arsenal de histórias para contar. Mostrando as fotos que tem fixadas na parede de seu estabelecimento, ele lembra da época em que era metido a jogador de futebol e dos muitos amigos que fez durante esses mais de 28 anos de portas abertas. Em meio a risadas, conta também da árdua tarefa de transformar seu filho, Gilberto, em jogador de futebol e torcedor do JEC.

— Tentei por muitas vezes transformá-lo em jogador, mas quando vi que não iria vingar, mandei estudar! Com o JEC foi parecido. Sempre o levei aos jogos, mas hoje em dia ele não é apaixonado como eu; até vai, mas eu preciso arrastá-lo — conta Pedrinho, que tem uma filosofia interessante sobre o tema. —  Torcer para o tricolor não é algo que se ensina, tem que acontecer naturalmente.

Este é Pedro de Oliveira Bitencourt, um ferrenho e apaixonado torcedor do Joinville Esporte Clube.

Ficou afim de conhecer o Bar do Pedrinho? Anota aí então: Rua Sabino da Costa, 453 no bairro Itaum.

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