E aí, qual vai ser?

Ainda falta alguma coisa pro JEC começar a respirar na Série A.

A coluna de hoje vai ser breve. Porque que estamos a um abismo de distância de jogar como a torcida quer, todos sabemos. Que somos lanternas da competição, as tabelas não nos deixariam sequer mentir. Que tem torcedor procurando a mãe do Hemerson Maria e perguntando se ela aceita devolução, isso todo mundo já notou.

Mas, afinal, o que o JEC precisa para engatar na competição? Trocar de técnico? Contratações que venham não para somar, mas para resolver?

Tempo.

torcida.jpg-620x400

Pode parecer até infantil eu vir até aqui, na tela do seu celular, tablet, notebook ou seja lá qual for o meio que você esteja usando para ler, e pedir tempo. Mas é a mais pura verdade.

Se nosso time fosse de todo ruim, não teríamos sido campeões catarinenses – por mais que eu diga e repita que o Estadual não parametriza mais nada, e que nos confirme isso o Atlético-PR e o Avaí (que saíram do Quadrangular da Morte para lutar por cima do Brasileiro nessas rodadas iniciais).

Se nosso técnico fosse horrível, não teríamos vencido a Série B do Brasileiro – que tinha times com elencos melhores e mais caros, atletas experientes e treinadores excelentes. Porque, digam o que quiserem: não seríamos campeões sem o Hemerson.

Falta tempo. Tem atleta ali – e o próprio treinador – que chegou no Morumbi e tremeu. Chegou no Maracanã e chorou – por dentro, por fora, sei lá eu. É algo novo.

A torcida estranha, é claro, ainda mais porque estávamos acostumados a brigar sempre entre os maiores – campeões da série C, duas colocações entre os seis melhores da B e em seguida o título (isso fora o Estadual). Mas vai ser assim na Série A. Vamos perder. Bastante. Vamos empatar pra caramba. E vamos ganhar.

Vamos sim, vamos ganhar. Ganhar muito. De time grande, pequeno, médio, time tradicional, time sem história, time papa-tudo, time sem título. Time gigante e time sem time. Vamos ganhar de tudo isso.

É necessário, no entanto, que haja sincronia: a torcida precisa apoiar – como, é claro, já vem fazendo há tempos e não pode parar, não agora -, os jogadores precisam se adaptar ao frenético ritmo da Elite, a comissão técnica precisa URGENTEMENTE mudar velhos defeitos e velhas mentalidades… E a presidência precisa abrir a mão.

É simples. Não parece, eu sei. Mas é.

Vamos ao resumo, então:

Ô Nereu! Não queremos refugo de lugar nenhum! Queremos gente que – seja lá de onde tenha vindo, seja lá qual for a idade – venha pra resolver! Elenco temos. Mas e time?

Ô Maria! Larga a mão da teimosia! (Não, isso não é um poema. Mas podia ser…) Para de tirar quem tá bem e colocar gente que sequer jogou na temporada pra correr 90 minutos! Para de escalar atleta por sentimentalidades e não por merecimento!

Ô atleta! Teu salário tá no bolso… E teu futebol, tá onde? Deixou nas calças e botou pra lavar?

Ô torcedor! Não desiste de apoiar! Quando o nosso JEC ouvir o hino de novo e se lembrar que nasceu campeão, ninguém mais segura!

Acredita, gente! Ou alguém duvida do que nosso Jecão pode fazer?

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *