Não há democracia no futebol… No país do futebol

Não, minha gente. Não vim pedir o impeachment de ninguém. Muito menos intervenção militar.

Eu vim alertar algo que todo mundo já sabe. Vim mostrar o que todo mundo enxerga. Há algo de podre no futebol do país do futebol. E isso não é de hoje, muito menos pouca coisa. Tem muita coisa errada no futebol brasileiro. O bom: tem muita gente que sabe disso. O péssimo: ninguém faz nada.

“Ah, Guilherme, essa tua coluna não é sobre ética, filosofia ou política. É sobre o JEC!”, pode avisar o mais atento. Sim, leitor, eu escrevo sobre o nosso Tricolor no maior portal da massa jequeana. E isso que vos relato neste post não foge em nada ao JEC. E você – se for paciente e ler as palavras deste humilde colunista – vai entender tudo já, já.

Esqueça o Petralão e o Mensalão por hora. Está rolando nos corredores do futebol brasileiro o mais sujo esquema futebolístico que se tem notícia. Já até estão dando o nome de Brasileirão.

Quem sou eu para dizer que tem dinheiro pra caramba nesse esquema? Não se fala do que não se sabe, certo? Então, vamos aos fatos. Começando pelo mais óbvio.

A CBF é uma repartição de uma rede de televisão.

Órgão público? No papel, e olhe lá. A Comissão Brasileira de Futebol, órgão fictício que acabei de inventar para exemplificar a situação e doravante denominada pelas iniciais C.B.F., é a detentora do futebol no país, e é completamente submissa a uma corporação que, para lúdico e mísero exemplo, tomaremos como nome Rede Gigante Televisiva, com as iniciais R.G.T.

Que fique claro: se a RGT pedir, a CBF é capaz de mudar qualquer regra do campeonato – quiçá do esporte…

Subordinação não faz bem.

Por não ter independência – só imagine o senhor leitor por quê -, acontece de a CBF não poder ouvir o torcedor brasileiro e acabar tendo que obedecer regras ditadas pela maléfica e hipotética corporação RGT.

(Ufa, ainda bem que isso é só imaginação fértil de um colunista qualquer!)

OK. Mas como o torcedor e o clube saem perdendo?

1. Jogos de horário quase ou completamente inacessível.

Se a emissora já tiver programação na hora em que o torcedor prefere ir ao estádio, o que fazer? Mudar a programação para agradá-lo? Não! Usar os poderes mágicos e convencer a CBF a fazer os jogos no horário que convir!

Imagine um jogo que começa às dez e vai até lá pela meia noite de um dia de semana? Seria ruim, né?

Pro torcedor, claro, e pro clube que deixa de ganhar muito dinheiro.

Muito, mesmo.

2. Qualidade técnica

Com a CBF sendo domada por uma corporação imaginária tão malvada quanto a RGT, é claro que não vai dar pra ser justo e legal (no sentido da lei), né?

Então, o que vai ter de clube rentável indo bem sem motivo aparente – nem pensemos em manipulação de arbitragem ou escapes por tribunal, OK? Isso nunca iria acontecer! – e injustiça monetária entre clubes, não vai ser mole…

3. O calendário

OK, esse item é até bom pro torcedor. Muitos jogos. Calendário extenso. Um clube de ponta não fica uma semana durante a temporada sem jogar em casa.

Imagina você, no entanto, com um grupo desgastado ter mais milhares de jogos pela frente (principalmente se seu time não for de um time de seletos queridinhos e você não tendo dinheiro para manter um plantel de qualidade e de número bons). O atleta é humano como você, leitor.

E é isso.

Só que pior.

Não escrevi “da missa, um terço” aqui sobre este cenário apocalíptico, surreal e completamente inventado.

Óbvio que ninguém sabe de nada disso, isso sequer existe neste país e – aliás – o JEC nem é influenciado mesmo

Abraços e até a próxima coluna, leitor amigo! Não pense nisso e não leia a repeito!

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