Descobriu a asa e voou

Fernando Viana e Augusto César comemoram o gol de Tiago Luís (Foto: Assessoria de Imprensa / Joinville Esporte Clube)
Fernando Viana e Augusto César comemoram o gol de Tiago Luís (Foto: Assessoria de Imprensa / Joinville Esporte Clube)

A atuação mais convincente do JEC até aqui deu no que tinha que dar: uma vitória para começar a embalar no resto do campeonato. Foi de Tiago Luís o gol que nos deu ontem (26), na Arena Joinville diante de mais de 6 mil tricolores apaixonados às dez da noite, três pontos na tabela. Aos 34 do primeiro tempo, uma pintura digna do Louvre deixou o JEC a meio passo do hexagonal.

Mas e tirando o gol, como foi o resto?

Foi um bom jogo, sim senhor. Digno do horário nobre que transmitiu para todo o estado um clássico da elite brasileira em terras de barriga-verde. Lembra o que falei sobre o Hemerson ser um leão velho? Pois o mané provou que sabe ser fênix, sim. Descobriu as asas – não as de pardal – e aprendeu a voar. E reinventou o bom futebol do JEC. Méritos a Maria que, por mim, fica no JEC até, no mínimo, o Catarinense acabar – de preferência, ajudando o capitão a carregar a taça.

O Figueirense jogou sem titulares importantes, é bem verdade, mas convenhamos que fomos superiores ao time do estreito e que também estamos sem peças fundamentais. Se lá não tem França e Mazola, aqui falta o mito Saci e o cruelíssimo Jael.

Foi uma vingança, sabe, torcedor? O gosto da vitória foi maior porque tivemos uma final de campeonato uns meses atrás onde roubaram a gente de tudo que é jeito – tiraram o troféu para colocar nas mesmas mãos que fizeram o gol alvinegro na final do Catarinão 2014 no Scarpelli.

Achamos um esquema. Recuperamos a confiança. Temos um time. Simples assim.

O time até o final do Catarinense muito provavelmente vai ser uma variável de: Oliveira (Agenor); Suéliton, Dráusio (B. Aguiar), Alef, W. Saci (Rogério); Naldo (Geandro), Anselmo, Augusto César (W. Saci), M. Costa; F. Viana (Jael), T. Luís (R. Costa).

A zica ainda tá assustando o torcedor. Anselmo, Fabinho e Marcelo Costa saíram lesionados da partida e não são certos contra o Metropolitano. A volta de Wellington Saci pode, no entanto, ser uma boa nova para o torcedor que só deve ter a volta de Jael, por sua vez, na segunda quinzena de março.

E contra o Metrô não joga o melhor meia da sexta rodada, Gustavo Sauer, prata do JEC emprestado lá pros confins de Blumenau que foi expulso ontem e cumprirá suspensão automática.

O favoritismo é nosso, mesmo no SESI – que nunca foi uma fortaleza do time de Blumenau. Agora é só ir lá, acreditar e jogar bola. O resto é papo furado.

FOOOM!

Agora, vocês que defendem os corneteiros ou que são, vocês apoiam uma corja que vaia o time mesmo quando ele tá dentro de campo, ganhando, só porque um jogador não correu uma maratona inteira? Tem muita gente reclamando do Fernando Viana e até vaiaram – perto de mim, pra quê? – o garoto. Agora, me digam se teria saído gol sem a participação dele na jogada que o originou. E pergunto mais: quem nos deu o gol do acesso? Quem esteve e está sempre às ordens para dançar a dança – que, sabemos, é de acordo com as ordens inflexíveis num Injust Dance – de Hemerson Maria? O garoto, se jogasse mais à vontade – não tão dependente de esquemas que o técnico cria em prol do time – jogaria bem mais que muito titular de série A, tanto como centroavante como segundo atacante. Anotem: esse cara é uma joia tricolor que merece, no mínimo, respeito.

E que fique entre nós, mas eu só queria ver qualquer um dos que vaiaram o garoto correrem em dois minutos o que se movimentou Fernando.

“Ah, mas ele ganha pra isso!”

Ah tá, meu amigo, e tu que ganhar pra trabalhar e fica mexendo nesse teu Whatsapp? Tu se ganhasse o que ele ganha no JEC faria mesmo mais que ele?

É cada um…

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