Mais Ramires, menos Edigares?

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Conhece esse cara da foto? Ele é um cara com características raras. E não digo sobre o seu futebol – um cara bom de bola, de passe, de corrida, de marcação e até de gol – mas sim sobre sua história. Pra quem não conhece, resumo: saiu da base do JEC pra brilhar no mundo. Raro, não? Quando veremos outro Ramires por aí?

É todo ano o mesmo blá blá blá: vamos investir na base, vamos acreditar, vamos subir mais jovens, vamos botar para jogar. E todo ano isso não é feito.

Temos um dos melhores CTs do país – superamos muito time que se acha gigante por aí. Temos, dentro do setor da base, profissionais qualificados o suficiente para dar embasamento e formação técnica e tática para os jovens. Temos dinheiro – sim, senhor. O que não temos, então?

O meia Gustavo Sauer, o goleiro Jhonatan, o volante Franco e o atacante Aldair são casos semelhantes: garotos da base promovidos ao profissional que, por falta de oportunidade e sequência, acabam sendo emprestados ou tendo seus contratos rescindidos em busca de uma chance de mostrar “ei, eu jogo futebol sim, viu?”.

O que deixa, entretanto, a torcida mais indignada é a lógica nem tão lógica assim da diretoria: preparar os jogadores provindos da base atlético-paranista – refugos de Petraglia, como o (à época despreparado) saudoso Edigar Júnio – e devolvê-los quando, aqui, começarem a se destacar e ganhar por isso sequer um agradecimento.

Nereu, eu não te entendo: a grama do vizinho é mais verde?

A diretoria precisa se posicionar mais rigidamente sobre isso para equilibrar os cofres e voltar a ter uma boa vitrine no mercado. Vender, não só comprar. Criar novos Ramires e deixar de preparar Edigares para uns e outros…

PS: acho importantíssimo ressaltar a essa altura que quando falo em “menos Edigares” não falo para não deixar de apostar em jogadores jovens que aparecem em negócios da China, onde o clube compra os direitos do jogador e embasa ele ainda mais, como inclusive foi mais ou menos com o Ramires. Falo para parar com essa história de jogador que vem aqui, joga, evolui, se destaca e vai embora não deixando nem um “até mais”, quem dirá um cachê. Se quiser fazer isso, segue o exemplo de clubes como Real Madrid e Corinthians e cria o Atlético Paranaense B.

Toda casa boa tem uma base sólida. Por que com um clube precisa ser diferente?

Saudações tricolores!

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