Desabafo de um eu-torcedor-lírico

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Há uma semana (1º), começava o Campeonato Catarinense de 2015. Um amargo empate, 2 a 2, com o Avaí na Arena Joinville desapontou o torcedor que ficou mal acostumado depois do título nacional da Série B. Dias depois, na quarta (4), pegávamos em Ibirama um Atlético Hermann Archinger duro de lidar e empatamos com gol algum. E só ontem (7) saiu nossa primeira vitória, um singelo e magro 1 a 0 contra um bom Marcílio Dias que, felizmente, não esteve em sua melhor atuação.

Mas não quero falar – não exatamente – da sofrível atuação que o Joinville apresentou diante do Marinheiro na Arena. O que me traz para este post da coluna de hoje são coisas que venho notando faz tempo.

Sei que faz parte da cultura do futebol brasileiro cornetar.

Cornetar (verbo): ato ou efeito de criticar ou agorar uma escolha ou um ato; reclamar; ser jequeano; buzinar.

Sim, isso tem em todo lugar. Por que diabos falo isso num post no Sou JEC? Não, não quero mudar uma mentalidade de uma nação inteira. Quero falar da nossa cornetagem que ultimamente vem passando dos limites.

Olhem a tabela do estadual. Onde estamos? Em terceiro lugar, meus amigos. É o ideal? Não. Não estamos jogando um bom futebol ainda. Não estamos em primeiro, que é onde todo time sonha estar. Mas a pergunta que fica é: estamos mortos por isso?

Temos, ainda, mais seis jogos para nos mantermos entre os seis melhores do campeonato, o que na prática significa ser, no mínimo, melhor que quatro clubes menores. Coloca na lista os clubes menores que os nossos e ficamos no topo. Mas isso não vem ao caso, não agora.

Eu quero fazer um apelo pessoal à torcida: se acham que sabem fazer melhor, vão lá e façam. Vocês não sabem nunca tudo o que se passa no mundo do futebol. Muita gente anda falando o que não sabe. Tem muita gente sendo linchada por idiotice de uns e outros que põe Deus e o mundo na fogueira por um furo, uma polêmica. Tem formador de opinião formando cornetas alienados. Sugiro, nesses casos, umas doses diárias de sinformol. É encontrado somente no site do JEC e em veículos oficiais do clube. Não confie em genéricos.

Enfim, venho circulando um monte de assuntos e não entrando muito em nenhum por um motivo: não cabe a mim ordenar nada.

Não posso te dizer que vamos ganhar o estadual se nossa torcida parar de reclamar – e quero aliás deixar claro que tem situações e situações. Tem sócio pagando desde sei-lá-quando e tem – não mais que ninguém, porque o JEC não é uma corporação onde vence o sócio majoritário, mas sim uma entidade social onde qualquer alma tricolor possui os mesmos direitos – que anda com razão discordando de atitudes imaturas da comissão técnica, diretoria, jogadores, enfim. Mas são casos e casos e existem horas e horas. Vaias não ajudam no campo. Muito pelo contrário.

E, além disso, ainda existe uma imprensa branca aqui em Joinville. Profissionais que não querem aparecer, mas sim informar em nome da mesma paixão semeada por qualquer um de nós, tricolores. Profissionais que pensam mais no bem do clube que na carreira. E é isso que deve ser o “ser imprensa JEC”. Porque como bem disse o nosso presidente Nereu Martinelli: de pouco adianta nosso clube na primeira divisão com a imprensa fora de série que vemos em alguns arredores da região…

Enfim. Termino este pequeno desabafo dizendo à torcida tricolor que este ano vai ser difícil. Toda batalha vai ser uma nova guerra. Toda partida vai ser um novo campeonato. E todo torcedor vai ser uma Arena lotada. Cada um com sua parte, podemos fazer o JEC decolar num caminho de glórias ou voltar a um passado-recente que arrepia só de pensar. E aí, qual vai ser?

5 comentários sobre “Desabafo de um eu-torcedor-lírico

  1. Excelente desabafo Guilherme, concordo com tudo. Cornetar faz parte, porém com a intensidade que o torcedor tricolor está fazendo é demais, podem ver na tabela que tem gente pior que nós, e dos “grandes”.

    1. Concordo. Olhemos o Avaí. Tudo bem, tá sem o Marquinhos. Mas estamos sem Jael, Saci… A grama do vizinho é mais verde e a nossa tá podre, segundo uns torcedores aí.

      Obrigado pela participação, Alison. Saudações tricolores! 😉

  2. Serei corneteiro quantas vezes forem necessárias. Não sou puxa-saco de ninguém, nem nunca fui e nem pretendo ser. Agora apoiar o “dono” do meu time que coloca em campo contra o M.Dias (quem?) 6 (SEIS) zagueiros de origem e espera que eu apoie somente pq ganhou a serie B (na bacia das almas e nos pés do Adrianinho) está realmente enganado…
    Fora com o Mané, pq senão vai ser um retorno mais rápido do que a ida.

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