Raio-X: Joinville x Marcílio Dias

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Hoje, às 19h30, na Arena Joinville teremos um show de bola.

“O atual campeão da Série B do Brasileiro contra uma equipe fora de série? Oras, desde quando isso é show de bola?”, pergunta o leitor desatento. Respondo: desde 1976.

Desde 1976 porque o Marinheiro foi nosso primeiro adversário oficial. E nossa primeira vitória oficial. Foi uma parte da nossa história que nasceu campeã. E se o passado não importa ao leitor extremamente anacrônico, a fase dos dois clubes se misturam.

O Marinheiro também veio da segunda divisão ano passado pra primeira esse ano, como o JEC. A diferença é que enquanto o clube de Itajaí veio da série B catarinense, o clube joinvilense vem da brasileira. E a bola que cada equipe vem jogando não é como se espera. Nos dois primeiros jogos do Catarinense, o time do Marcílio jogou mais bola que o JEC e já é forte candidato à vaga da Série D.

Com Schwenck jogando muito mais do que pensou em jogar aqui no ano passado – embora temos que reconhecer que sua força no elenco foi essencial – e outros jogadores de qualidade e experiência inquestionáveis como Thoni, Athos, Rogélio e Soares, o Marinheiro vem surpreendendo ao fazer um campeonato mais regular que o esperado alcançando a vitória contra o Figueirense – um 4 a 3 emocionante na última rodada – após um empate normal para o começo de temporada ante o Metropolitano. E o principal responsável desta grata – mas não tão grata aos adversários – surpresa é o treinador Guilherme Macuglia, que deu uma cara para esse time que vem incomodando os grandes de SC.

O JEC entrará em campo ao som de milhares de cornetas. Após dois amargos empates, o Coelho tenta a primeira vitória da competição e, para isso, conta com o fator casa que teve até agora o melhor público da competição, na abertura do estadual contra o time do Avaí. Hemerson Maria tem tido o jeito de escalar e substituir questionado por uma ala da torcida, que se divide em “já deu pra ti” e “deixa o homem trabalhar”. O que é estranho visto as inegáveis conquistas que o treinador nos deu – voltamos a disputar uma final catarinense e ganhamos uma série B, simplesmente.

É inegável que a torcida queira cada vez mais conquistas, mas é essencial que respeitemos o manezinho como ele merece pelo que trouxe a Joinville: um título que junto com nosso Octa é nosso maior feito e – mais que isso – nossa confiança que o Joinville promete nos dar ainda mais alegrias no futuro. O sentimento que o JEC não se contenta com pouco e quer sempre estar um passo à frente.

Mas voltando ao jogo, as equipes devem ser escaladas desta maneira:

Joinville: Ivan, Guti, Bruno Aguiar, Dráusio, Rogério; Naldo, Danrley, Augusto (Eduardo), Marcelo Costa; Rafael Costa e Bruno Furlan.

Marcílio Dias: Pablo; Thoni, Rogélio, Allysson, Neguette; Mineiro (Túlio Souza), Leanderson, Athos; Soares, Valério e Schwenck.

Não será um jogo fácil, com certeza, mas hoje é dia de ganhar. Ganhar para dar moral a um time que ainda não venceu e parar um forte candidato a beliscar uma vaga nossa como o Marinheiro. A torcida vai ter que ser paciente e apoiar acima de tudo e de qualquer situação, pois essa é a vantagem de jogar em casa: ter a torcida em favor da equipe mandante.

E me desculpem os marinheiros, mas em mar de JEC só coelho sai vivo!

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