O melhor campeonato do mundo… é o nosso!

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Gosto de falar de boca cheia a todos que acompanham futebol: o Campeonato Catarinense é na atualidade, senão o mais, um dos mais disputados deste imenso país. Aos que me questionam ou até riem, explico: quando antes este estado teve mais representantes na elite do futebol nacional? Quando antes se falou tanto na sensação catarinense dos gramados?

É fato, meus amigos: o Campeonato Catarinense é, de longe, um dos mais acirrados do Brasil. Quatro equipes de série A, uma equipe de série B e cinco equipes tradicionalíssimas – misture tudo isso e me diga se a qualidade do torneio não tende a ser, no mínimo, interessante. Digo a vocês, ainda, que pessoalmente – e sem clubismo ou estadismo – prefiro o Catarinense aos demais campeonatos de qualidade do país, como o gigante Paulista, o tradicionalíssimo porém caído Carioca e os também equilibrados Gaúcho, Paranaense e Mineiro. E não se espantem por estarmos nesta lista de campeonatos onde estão as maiores equipes do Brasil e que são, obviamente, os maiores campeonatos. Porque – pelo menos no momento – devemos nos permitir este privilégio.

Bom, deixando de lado toda esta enrolação, vamos à parte que realmente interessa os mais passionais torcedores: quem leva, então, este tal de campeonato mais disputado do Brasil? E lhes digo: o Catarinense não passa de uma grande incógnita, ano após ano.

Neste ano, a fórmula será semelhante à do ano passado, mas com uma mudança. A primeira fase será um turno onde todos enfrentarão todos e, ao contrário do ano passado, seis passam à briga pelo título e quatro brigam para não cair.

Deixando totalmente de lado o clubismo – apesar de ser torcedor não roxo, mas sim vermelho do nosso Joinville e de este blog tratar exclusivamente do nosso Maior de SC – o Catarinense de 2015 vai ser, no mínimo, pegado. Sem moleza a clube algum.

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Depois de um ano arrasador, tendo sido vice-campeão catarinense e campeão brasileiro pela série B, o Joinville aparece como amedrontador no estadual. Disposto a se vingar das mãos desgraçadas que roubaram do Coelho o caneco de campeão de SC, o JEC vai com tudo em busca da décima terceira estrela barriga-verde. Entretanto, o ato de poupar orçamento para o Catarinense deixa o Tricolor mais comedido na briga pela taça, principalmente em relação aos orçamentos de outras equipes. No entanto, o ano passado provou – principalmente pra desconfiada massa Tricolor – que a principal competição esportiva de SC não se decide em time de bom nome, mas em time bom de bola.

Quentíssima e uma das mais novas queridinhas do Brasil, e de olho em aumentar o pequeno arsenal de apenas quatro títulos estaduais, a Chapecoense surge como uma das principais favoritas. A campanha do estadual do ano passado, quando depois de uma primeira fase complicada não viu outra pretensão que não fosse lutar para não cair na segunda fase, não deixará o Índio desacreditado. Com a campanha regular que fez na última temporada – a partir de meados do segundo semestre o bicho começou a pegar no Brasileirão, com as goleadas que aplicou em times tradicionais como Internacional-RS e Fluminense-RJ, além é claro das excelentes contratações que já fez e continua fazendo, é difícil não dizer que, ao menos na teoria, é favoritíssimo ao título. Mas futebol é jogado e – contratações por contratações – exemplo disso é o desnível entre o Criciúma, timaço no papel e timeco em campo, e o nosso amado JEC – um time simplérrimo no papel, arrasador em campo (e, sobretudo, campeão).

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Figueirense, atual detentor do caneco mais disputado de SC (com aquele golzinho de mão na final), é outro que não deve ser descartado da corrida pelo título. Contratando bem, com peças para posições carentes – como a volta do lateral Juninho – o Figueira vai desenhando seu time junto com o remanescente técnico Argel Fucks, apontado pelos alvinegros como um dos principais nomes da permanência do time da capital na elite, mesmo depois de encontrá-lo na lanterna.

Com 16 taças, mas com fome de títulos, o leão Avaí não vai se deixar apagar e pretende apagar a campanha ruim do Catarinense passado, onde ficou no Hexagonal da Morte – os seis que disputariam para ver quem não iria cair para a segundona estadual. A grande estratégia do Avaí para a temporada vai ser mantida do fim ano passado: Geninho comandando um time que mescla a experiência – representada por Marquinhos e Eduardo Costa – com apostas como Edinho e contratações simples, mas pontuais. E sem loucuras, porque a azurra já sofreu demais por salários atrasados…

Querendo esquecer o ano de 2014, o Criciúma deve estar pensando num recomeço brilhante para 2015. Depois de rebaixado no Brasileirão, o time de Angeloni deve se conter, e não exagerar nos gastos como no ano passado – e espera-se, assim, um time modesto (principalmente em relação ao do ano passado). Apesar disso, não se deve esperar um time fraco.

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Novidade após anos sem figurar na elite, o Inter de Lages surge como uma possível zebra. Com o tamanho não tão expressivo, mas com nomes de peso como Marcelinho Paraíba e Reinaldo e boas contratações, parece que a diretoria colorada não vai medir esforços para retornar com grande estilo e tentar abocanhar uma vaga na série D.

A zebra do ano passado, o Metropolitano também pode surpreender este ano. A volta de Trípodi e a chegada de Carlos Alberto, junto com jovens com talento, sustentam a ideia de que o Metrô pode ir com tudo por outra chance de ir à série D.

O Marcílio Dias, o Guarani de Palhoça e o Atlético de Ibirama são nomes praticamente certos no Quadrangular da Morte pelo baixo nível das contratações, embora a mentalidade das três diretorias e comissões técnicas digam claramente que querem abocanhar uma vaga na quarta divisão brasileira – porém sem investir muito para isso, num campeonato que exige contratações, como o Catarinense.

Finalmente, minha aposta:

PRIMEIRA FASE

Joinville
Figueirense
Chapecoense
Avaí
Criciúma
Inter de Lages
Metropolitano
Atlético-IB
Marcílio Dias
Guarani de Palhoça

QUADRANGULAR DA MORTE

Metropolitano
Marcílio Dias
Atlético-IB (rebaixado)
Guarani de Palhoça (rebaixado)

HEXAGONAL FINAL

Joinville (final)
Chapecoense (final)
Figueirense
Avaí
Criciúma
Inter de Lages

FINAL

Joinville (campeão)
Chapecoense

Baseado no papel e na experiência que a gente tem do Catarinense, é o que dá pra pensar. O JEC levanta o caneco pela 13ª vez depois de 14 anos. Mas, é claro, é só minha previsão.

É o que disse e repito: quero ver campeonato mais equilibrado que o nosso. E ainda digo mais: para comprovar o nível deste, é só ver o orçamento dos nossos times grandes e comparar com os grandes paulistas, gaúchos, mineiros e cariocas. Mas isso é assunto pra outro dia…

Avante, SC! E, sobretudo, avante, Joinville!

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