De Schutzler à Martinelli – A história de um gigante

Amigos,

Um clube com a grandeza histórica do Joinville Esporte Clube, de seus doze títulos estaduais, um sul-americano de júnior, campeão brasileiro infantil e, dois títulos brasileiros nas divisões de acesso – jamais – poderá ter contestado, a sua rica biografia, como um dos mais importantes clubes do futebol brasileiro.

Apesar de seu capitão, Marcelo Costa, ainda sentir “dores nos braços”, tendo em vista o recente esforço repetitivo, em levantar a taça de campeão brasileiro da série B, ainda há pessoas questionando o jejum de 14 anos sem um título estadual. É bom que se frise dois aspectos fundamentais nesta inversão de papéis entre, o não cumprimento das metas domésticas e, a excelência no domínio de novos mercados – dos erros de estratégia em momentos decisivos à uma mudança na mentalidade de gestão.

Observem um outro aspecto, que classifico como sine qua non neste processo; a absorção da dupla Avaí e Figueirense por grupos de investidores, o derrame desmedido de dinheiro de Antenor Angeloni no Criciúma e, o “abraço” de todos em torno da Chapecoense. Ao passo que Nereu e sua administração, pelo que se sabe, receberam um clube acéfalo, com credores batendo à porta diuturnamente pra reaverem, ao menos, o líquido.

Foram dias bicudos. Lembro que havia na cidade, o temor de o clube encerrar suas atividades de maneira melancólica e vergonhosa. – A falta de recursos e, principalmente, a insensibilidade das médias e grandes empresas da cidade iam de encontro às expectativas de futuro. Mas, a coragem e o empreendedorismo de um grupo de abnegados jequeanos com lastro, conseguiu içar um gigante que estava prestes a ser engolido pela areia movediça do abandono.

Acho que em 2015, a FCF deveria instituir a taça “Waldomiro Schutzler” ao campeão. E, com essa certeza, com o peso desta responsabilidade, tenho absoluta certeza que, ninguém, além do Joinville, vá colocar as duas mãos nesta taça. Nereu, que mesmo tendo levado o clube a conquista de um feito inédito, está com com este jejum de 12 anos, engasgado na garganta.

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