O céu é o limite

Coisas da bola. Certa vez, em uma realidade não muito distante, havia um time predestinado ao sucesso. Esse clube, como diz o seu próprio hino, nasceu campeão, faturando um título estadual logo no primeiro ano de existência. Logicamente que o domínio estadual nos anos subsequentes, incluindo um inacreditável octacampeonato, fizeram a diferença na formação de uma nova potência naquela região.

Como na vida, esse time passou por momentos temerosos. Cercado de pessoas inexperientes misturou futebol e política, chegou ao fundo do poço. Lá, se viu no ostracismo. Dívidas sobre dívidas, crédito nulo na praça e, o pior, sem um time, um campeonato a disputar.

Passadas algumas primaveras, esse time se levantou. Batalhou, sofreu e lutou. Com uma tradicional emoção alcançou os seus objetivos. Carregado nos braços da torcida, viu que podia muito mais. Acreditou, conquistou. Transformou os sonhos em realidade.

Foram cinco anos. Em meia década, o Joinville, novamente, foi gigante. Deixou de ser um clube sem divisão, para se tornar a sensação do futebol brasileiro, presente da próxima edição da série A. Passou por todas as divisões do país conquistando, com méritos, dois títulos nacionais.

Para muitos, 2015 será o ano da consagração: O Joinville jogará, em casa, contra os principais do clube do país. Para outros, a nostalgia dos mágicos times na década de 80 estará presente. A verdade, para novos ou antigos, é que o JEC está na elite do futebol nacional.

Agora, qual será o próximo passo? Qual é o novo objetivo de um clube acostumado com vitórias e títulos? O que almejar em 2015? A realidade é diferente, o terreno é arenoso. Cautela? Não, obrigado. Teimosia, de fato, é duvidar de quem nasceu campeão.

O céu é o limite.

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