Joinville e a negação da realidade como modelo de gestão

Nesta publicação de 2015, o Sou JEC traz um case nada positivo na história do Tricolor: a terceirização do futebol em parceria com a WL Sports, empresa de Wanderley Luxemburgo, no ano de 2008.

Se liga nesse pojeto!

A matéria é bem clara: esse foi um projeto completamente desastroso. O contrato com a empresa administradora sequer foi completado: ruiu em dois meses.

Depois da eliminação matemática do Joinville na Série D, a gente – torcedores, sócios, conselheiros, diretores e a sociedade interessada em geral – precisa discutir o que quer para o Joinville enquanto clube. E a discussão precisa ser muita calma – inclusive porque agora temos alguns meses sem calendário, então tempo é o que não vai faltar para discutirmos isso.

O que temos que ter em mente é que, se não deu certo em 2008, há grandes chances da terceirização da atividade-fim do clube não dar certo novamente – e pior, é possível que isso piore ainda mais uma situação que já não anda bem.

O JEC nasceu, em 76, como um clube de futebol para unir o povo joinvilense, até então divididos no alvinegro caxiense e alvirrubro americano, e oferecer um futebol de elite, ou ao menos alto desempenho, para a maior cidade do estado. Mas não se pode negar a história, é claro: o Joinville já nasce para solucionar uma crise – duas, para ser exato; a crise caxiense e a americana. Joinville poderia ter até hoje dois clubes tradicionais, se ambos não tivessem ruído. E precisamos, mais do que nunca, cuidar para que o clube que ‘nos restou’ não acabe às traças também.

Fomos octacampeões do estado e nenhuma empresa precisou cuidar do nosso futebol, rapá.

Tanto nos anos áureos do começo do clube que ‘nasceu campeão’ – de 76 a 87 – quanto no ano em que o Joinville alcançou provavelmente seu maior vôo – o título nacional da Série B 2014 – o Joinville deu certo porque tinha sempre alguém pensando o futebol do clube, e aí seja Waldomiro Schützler no início ou Nereu, Sampaio e Franco em 2014.

Marcelo Costa carregando a taça da Série B. Saudades de um tempo que a gente até viveu, mas às vezes nem parece.

Aí, fica a pergunta: se você tem na sua história dois cases de sucesso e um de fracasso, por que escolhe o que deu errado? Por que não tentar mudar para melhor?

E, se quiser ver exemplos de fora, pode ser também. E nem precisa sair de solo barriga-verde.

A Chapecoense que teve – e ainda está tendo, não dá para negar – essa fase fantástica, só chegou onde está (e isso é consenso nas terras do oeste catarinense) devido ao finado Sandro Pallaoro. Quem era Pallaoro? Um empresário que foi deslocado de sua função na empresa e apoiado por outros empresários locais para ficar responsável apenas para pensar, viver e respirar o futebol do Índio Condá.

Já por outro lado, o Figueirense passou por um processo de terceirização do futebol, com direito a investidores que ninguém sabe e ninguém viu e polêmicas inclusive com suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro, e os resultados não têm aparecido.

Acredito que o Joinville precisa ser posto em discussão, como já disse, por toda a sociedade e todos os atores que vivem do clube e pelo clube. Assim, cabe, é claro, uma discussão que vai ainda muito além de história e exemplos de fora.

O que não dá é pra gente ignorar a história, ignorar a realidade e fazer tudo ao contrário do que dá certo.

A bola não entra na trave se a gente chuta três vezes pra fora e, na quarta vez, de cara com o goleiro, aos 47 do segundo tempo, chuta do mesmo jeito que as outras três.

Força ao único octacampeão catarinense! Em frente, Tricolor!

2 comentários sobre “Joinville e a negação da realidade como modelo de gestão

  1. Fico me perguntando porque Joinville sendo a maior cidade do estado não tem um clube ao menos de série B ? Quem são os culpados? Porque estão deixando isso acontecer com nosso JEC? Mudem comecem pelo presidente, comissão técnica e jogadores não tem culpa pois são trabalhadores querendo receber seus salário e se não está em dia como vão fazer um bom trabalho dentro de campo? Joinville tá falido e a culpa é de quem está à frente do clube. Peçam ajuda ao prefeito governador sei-lá a quem seus tranbiqueiros mas devolvem nosso JEC devolta onde ele merece estar.

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