Tricolor: faça as malas, mas não leve o salto!

O monstro CLÉO SILVA em ação jogando fora de casa pelo Joinville. A bola não entra por acaso.

O Joinville vai jogar sábado (1º), em Maringá, a partida que irá determinar se ainda há chances de passar de fase e sair do inferno da Série D ou se a nossa participação na última divisão do campeonato nacional se encerra com apenas 6 jogos.

É emblemático – e muito amedrontador, convenhamos – que dependamos de um jogo fora de casa – sobretudo, fora de Santa Catarina – para que haja alguma esperança quando voltarmos pra Arena na última rodada, domingo (9) às 18h, quando enfrentaremos o time da Ferroviária (SP).

Explico: desde 2015 vivemos, dentro de todo esse inferno que se arrasta e nos persegue, um carma de dificilmente ganhar fora. E piora sobretudo quando o negócio é ganhar fora das terras barriga-verdes. Quando entrar no Willie Davis nesse sábado, o Tricolor da cidade dos príncipes terá tristes 486 dias sem vitórias fora de território catarinense. Esdrúxulo para um time que tem uma estrutura e uma torcida como a nossa, não? Pois é.

O time do Joinville parece que, ao passar por essa construção histórica, desaprende a jogar. Mas, égua, é só seguir toda vida reta e caixão pro Billy!

Só que isso reflete uma realidade. Um momento que temos que superar, mas que não superar-se-á sozinho. É necessário que tenhamos um cuidado especial para que esse negócio de mentalidade não nos faça ficar mais um ano só nas decepções.

Por que digo isso? Desde 2015 estávamos – e estamos – nos vestindo como Barcelona e jogando como Íbis. Reconhecemos a má fase, e já falamos isso em tantas oportunidades, mas não ‘baixamos a bola’. Não nos deixávamos perceber que sem resultado, não é a camisa que faz gol. É a chuteira.

“Guilherme, mas vocês estão usando a má fase pra fazer um paralelo com um jogo fora de casa. O que tem a ver?”

Tudo! É simples: se vamos ao Paraná jogar com o modesto Maringá, não podemos fazer isso entrando, como dizem, de “salto alto”. Não iremos sair do inferno sem olhar na cara do capeta, oras bolas. O jogo é jogado e será necessário muito mais que ‘uma camisa octacampeã catarinense’, ou ‘um escudo que já ganhou dois brasileiros’ para vencer em Maringá. É necessário que quando o juiz apite, o Joinville deixe de lado o nariz em pé que já tanto prejudicou esse time e essa torcida e jogue não como o time tradicional que de fato é, mas sim como a equipe com garra, força e paixão que, aí sim, já conquistou tanta coisa nessa história.

Nenhum clube chegou no topo sem tomar conhecimento da fase e do tamanho que tinha no momento.

Ao deixar Joinville, e ao cruzar o limite entre os barriga-verdes e os pé-vermelhos, o Joinville terá de ser menos soberbo e mais guerreiro. O bom rei não vive de frases, mas de guerras vencidas.

JEC, por favor, faça as malas mas leve apenas a chuteira. Deixe o salto apenas para quando a ocasião, de fato, pedir.

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