‘Mapa das curtidas’: uma análise da rede social do tricolor

GloboEsporte.com e o Facebook lançaram hoje em parceria o Mapa das curtidas 2017, levantamento divulgado pelo segundo ano, onde apuram o clube de futebol mais curtido em cada uma das 5.570 cidades brasileiras. Fomos analisar o desempenho do nosso Joinville com os dados desse levantamento e os números disponíveis na rede social, bem como compará-lo com os outros clubes catarinenses e mostrar, também, o desempenho da nossa cidade.

O nosso desempenho

Vamos começar a análise destrinchando o nosso tricolor no Facebook. Até o momento desta publicação, o JEC tinha 231.697 curtidas na sua fanpage. Deste número, são 89.026 diretamente do município que abriga o clube, Joinville, que obviamente é o maior fornecedor de torcedores do clube. A microrregião de Joinville lidera no percentual de curtidas com 24,96% do total.

GloboEsporte.com / Divulgação

O top-5 de municípios por curtidas totais, liderado pela nossa cidade, ainda tem São Paulo em segundo lugar (9.301), Curitiba (4.569), Rio (4.383) e Floripa (2.528). Além de Joinville (1º) e da capital (5º), outras cidades catarinenses que aparecem bem entre os seguidores são São Francisco do Sul (6º), Jaraguá do Sul (7º), Araquari (9º), Blumenau (10º), São Bento do Sul (12º), Itajaí (16º), Barra Velha (17º), Balneário Camboriú (18º), Schroeder (19º) e São José (20º).

Falando de microrregiões, além da microrregião de Joinville, o top-5 é formado também por São Bento do Sul (6,53%) em segundo lugar, Canoinhas (3,46%), Itajaí (2,47%) e Rio do Sul (2,32%). A primeira microrregião de fora do estado que aparece é a de Francisco Beltrão, do Paraná, em 16º lugar, com 0,91% das curtidas. Espanta também o 20º lugar: Colíder, de Mato Grosso, com 0,84%.

Nossos adversários no páreo

O ranking dos clubes catarinenses com mais curtidas no Facebook é o seguinte:

  1. Chapecoense (4.080.862)
  2. Figueirense (297.274)
  3. Avaí (259.320)
  4. Joinville (231.697)
  5. Criciúma (197.307)

Sobre estes dados, vale destacar alguns pontos.

O primeiro é que o desempenho da Chapecoense cresceu, só em dezembro do ano passado (mês da tragédia aérea do voo para Medellín), 620%, de acordo com dados do IBOPE Repucom. Entretanto, o time que talvez seja o que tem menos torcida dentre os cinco maiores, já vinha desde novembro com índices altos de aprovação das redes sociais: em 16 de novembro do ano passado, o clube já contava com mais de 513.000 curtidas. O desempenho não é por menos: os condás são pioneiros no país no uso das redes, utilizando-as sempre com humor e boas informações para o público em geral, todas as torcidas e os jornalistas. Desde sua ascensão meteórica, desde os idos de 2010 até o ano de 2013, vale ressaltar que o clube alviverde também ganhou alguns pontos pelo seu surpreendente desempenho nos gramados desde então.

Além disso, vale lembrar que Figueirense e Avaí, além de serem clubes de capital e terem todo o aparato midiático dos grandes grupos de comunicação do estado e nacional, estiveram mais anos na elite que nós recentemente. Então, o número de interessados nas informações destes clubes é grande, principalmente se comparado aos que se interessam por uma série B ou, ainda, C.

Além disso, como é possível filtrar as curtidas por estado, se mantivermos estes números apenas em terras barriga-verdes, o ranking fica assim:

  1. Chapecoense (313.609)
  2. Figueirense (148.536)
  3. Joinville (127.703)
  4. Avaí (109.139)
  5. Criciúma (94.706)

A nossa cidade

O ranking de times mais curtidos de Joinville fica da seguinte forma:

  1. Joinville (89.026)
  2. Flamengo (43.255)
  3. Corinthians (31.755)
  4. São Paulo (20.476)
  5. Chapecoense (18.832)
  6. Palmeiras (14.213)
  7. Vasco (13.363)
  8. Grêmio (13.106)
  9. Internacional (9.304)
  10. Santos (8.386)

É extremamente positivo que, em uma cidade com tanta diversidade de gente – afinal, muita gente vem de fora trabalhar aqui – consigamos nos manter, com essa folga, na liderança deste ranking. É muito proveitoso, também, ao marketing do clube para dizer: Joinville tem o seu clube do coração – e todos sabemos qual é.

Ponderações finais

É claro que os números ainda não são suficientes para um time cuja torcida se apresenta como a maior do estado. Entretanto, há ainda muito trabalho a ser feito pelo departamento de marketing do Tricolor para conseguir alavancar os números das redes sociais do clube – e isso sem se restringir só ao Facebook. Além disso, há obviamente uma infinidade de meios de explorar estas mesmas redes – e o clube usa muito menos este recurso que deveria.

Também não é possível e nem plausível se embasar em redes sociais para argumentar sobre torcida – visto que sabemos que não corresponde exatamente à realidade. Nas arquibancadas tudo pode se mostrar diferente. Mas para isso tem que se ajudar, viu, Joinville?

Um agradecimento ao GloboEsporte.com.

4 comentários sobre “‘Mapa das curtidas’: uma análise da rede social do tricolor

  1. A disponibilização dos jogos de cada clube , nos eventos licitados (jogos) , das ligas independentes e campeonatos, em seus próprios portais digitais , poderiam formatar de maneira mais eficiente os ganhos por pay-per-view, indexando diretamente o torcedor por dispositivo móvel (tablets, smartphones, TVs digitais) , gerando preços mais populares ao torcedor , maior cobertura de jogos, e maior lucro pela própria rede operadora de mídia. Estas operações de mídia , poderiam ser alavancadas por títulos do desporto , homologados e fiscalizados por uma entidade pública independente a ser criada , a Agência Nacional do Esporte. A natureza específica destes títulos demanda tal fiscalização, porque envolve a boa fé de torcedores , clubes, profissionais envolvidos, investidores nacionais e internacionais, inclusive bancas de apostas internacionais.

  2. Um dos principais componentes de uma eficiente licitação é a periodicidade, permitindo a realização de lucros pela operação por determinado tempo da concessão . No caso de licitação de operações de mídia de ligas Independentementes e campeonatos do desporto, esta periodicidade favorece investimentos de patrocinadores, mediante a operação de mídia, bem como a formatação de títulos do desporto , para a realização do capital investido, em prazo determinado. A periodicidade induz maior investimento. Seria interessante uma licitação por cada ano de operação de mídia. Outro fator importantíssimo é a possibilidade de customização (personalização) da mídia por perfil de torcedores, principalmente vinculada a Clubes, proporcionada pela mídia digital. Os detentores dos direitos de mídia poderiam viabilizar patrocinadores regionais por jogos dos campeonatos e das Ligas Independentes. A formatação de ligas Independentes pelos clubes seria fundamental .

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