Qual o preço do ego?

Ego, palavra que caracteriza a personalidade de cada indivíduo. Esse termo é usado com uma certa constância no nosso cotidiano, mas nesse caso, relacionado ao nosso JEC, é um dos pilares que contribuiu para o desmoronamento do clube, quiçá o pilar principal. Porque uma palavra tão psicológica e filosófica auxiliou muito em um dos mais tristes e lamentáveis capítulos na história do tricolor?

Alexandre Poleza (E) e Vilfred Schapitz (D).

Sabemos que desde o ano passado, a gestão do presidente Jony Stassun tem sido pífia, prova disso foi o nosso rebaixamento para a série C do campeonato brasileiro. O tempo passou, virou o ano, a bola no pé não estava convencendo nem o mais otimista torcedor do JEC, mas o que agitou mesmo o clube foram as picuinhas políticas, tais quais originou uma entrega por debanda de cargos (a cobra fumou e não foi pouco), contando com a participação de Alexandre Poleza (diretor financeiro) e Vilfred Schapitz (diretor administrativo), integrantes da nova chapa que pretende tocar o Joinville.

Episódio superado, cargos preenchidos por outras pessoas, e o clube foi tocando em frente, mas os bastidores… era bomba atrás de bomba, dentre as mais famosas estão: Atrasos de salário, dispensa de treino por não ter roupas limpas, pois não havia pago a empresa que fornece o serviço, e o atraso do pagamento para a empresa que administra a cozinha do CT. As desculpas dadas pelo presidente sempre foram as mesmas, obviamente não convencia ninguém, mas no mundo paralelo em que ele vive, tudo estava sob controle.

Foto: João Lucas Cardoso.

O tempo passou mais um pouquinho, caímos fora da série C sem ao menos chegar no mata mata; aí que começaram as movimentações sobre as eleições no clube para o ano que vem, com algumas reuniões do conselho deliberativo (que estava sumido, como sempre, mas dessa vez agiu um pouquinho mais). Papo vai e papo vem, eis que Vilfred Schapitz surge como o próximo presidente do Joinville Esporte Clube. Um pinguinho de esperança surge em cada coração tricolor, pois iniciasse uma conversa de que teríamos uma transição entre a atual diretoria e a nova chapa… e pelo que surgiu recentemente, isso ficou apenas na conversa.

A nova picuinha do momento é que o presidente Jony estaria tomando decisões sem consultar a tal chapa (fazendo contrato de um ano com Michel Schmöller), ou seja, quebrando o processo de transição. Resumindo para você caro leitor: Para a atual gestão, a transição é apenas um acompanhamento, mas para a nova chapa (e para todos), é um compartilhamento de decisões. Esse episódio irritou muito a futura diretoria do JEC, que abriu mão do processo de transição, e passou agora a ser oposição. Segundo os mesmos, o presidente seguirá com essa posição até o fim do seu mandato, em abril do ano que vem.

A conclusão cada um tira a sua, mas é irônico e esquisito ver que essa nova chapa estava tentando algo amistoso com a atual gestão, no qual saíram após uma briga no início do ano, mas com o tempo, a verdade aparecerá. Com essa nova rusga, o clima de rivalidade voltou aos bastidores do JEC, é o famigerado “tira casaco, bota casaco”.

                           Foto: Yan Pedro.

Outro ponto a ser levantado, é a forma infantil como o atual presidente toma as atitudes, ou seja, ele sabe como as coisas devem ser, mas faz da forma que ele quer, para não dar o braço a torcer, aí que entra o tal ‘ego’, citado no início desse texto. O ego maior que a pessoa acaba prejudicando a si mesmo e todos ao seu redor, mas nesse caso, quem sofre mais é o Joinville Esporte Clube.

Lembra lá do primeiro parágrafo? Onde foi falado sobre egos? Então… o jogo de egos está fazendo o JEC parar no tempo, é um tiroteio de personalidades fortes e que não são humildes o suficiente para dar o braço a torcer e fazer um clube melhor. Portanto, não dá para saber o preço certo do ego, mas que está custando caro, isso não há dúvidas.

5 comentários sobre “Qual o preço do ego?

  1. Estou aqui em Joinville, acompanhando o jogo do JEC e Brusque apenas pela narrativa de lances pelo celular . A principal fonte de acompanhamento do torcedor para com o Joinville é a mídia , e pela presença na Arena e outros estádios. A mídia do Joinville pode ser aprimorada por uma gestão que priorize a mídia do Joinville, bem como a fidelização por uma bandeira de cartão de crédito, permitindo pontos ao torcedor por uso. Como se posiciona a chapa concorrente a nova presidência ? Como o torcedor do Joinville pode acompanhar os jogos do seu clube ? Apenas por mídia narrativa de lances ? Queremos acompanhar por vídeo , os jogos do Joinville.

  2. O acesso ao torcedor do Joinville Esporte Clube pela “TV JEC” , aprimorada como player , mediante acordo com os detentores dos direitos de mídia, dos jogos em tempo real , formataria importantes ativos de mídia digital para o clube. A matéria-prima para o anunciante é o tempo. Dentro da grade do mainstream esportivo, pelos detentores dos direitos de mídia dos jogos do Joinville Esporte Clube, há o tempo delimitado para os anunciantes nacionais e globais. Imediatamente antes e após a grade de programação da rede de mainstream esportivo, estaria o tempo de anúncios de direito ao próprio clube, que poderia ser negociado com investidores de mídia regional, para vincular propagandas ao evento esportivo (jogos do Joinville Esporte Clube). A disponibilização de mídia auditiva não exclui a disponibilização por vídeo, ao contrário, se complementam. As disponibilizacoes em áudio também poderiam ser em comum acordo com o clube, para melhores receitas das redes regionais . Todos sairiam ganhando. Pela disponibilização de vídeo em tempo real dos jogos do Joinville Esporte Clube, através do portal “TV JEC” , a ser aprimorado como player em tempo real .

  3. Lembro , à décadas atrás, do carnet “JEC Ouro” , que levantava valores ao clube, através do pagamento de mensalidades, por sorteios periódicos . Aí uma possibilidade de adesão de empresas neste sistema de sorteios.

  4. É importante, ao ver deste torcedor, a viabilização de uma parceria bancária , por meio de cartão de crédito ,disponibilizado aos torcedores do Joinville Esporte Clube, com um plano de fidelização em formatação de pontuação por uso. Já existem várias redes de supermercados que disponibilizam este tipo de fidelização, que rendem bônus em pontos pelo uso. Poderia ser viabilizado pelo Joinville Esporte Clube mediante parcerias. Pela criação de um cartão de crédito do Joinville Esporte Clube, com pontos para a fidelização.

  5. Joinville & Atlético Paranaense. A gestão de mídia digital dos estaduais poderia e deveria ser aprimorada. O principal veículo de comunicação do Joinville Esporte Clube são os seus jogos, que poderiam estar mais disponíveis em mídia de vídeo para os torcedores. Bastaria um acordo com os detentores de mídia para o fornecimento apenas das imagens dos jogos em tempo real, pelo portal “TV JEC”. Os direitos de “pay per view” poderiam ser negociados conjuntamente pelo detentor dos direitos de mídia e pelo Joinville , em todas as partidas do JEC no estadual 2018. Inclusive, para os torcedores presenciais, na arena, poderem acompanhar, com detalhes os jogos, somando com informações do que é visto em campo. As rádios locais e regionais podem ser importantes aliadas neste processo de modernização de gestão de mídia, porque fornecem ao torcedor uma leitura customizada. O Atlético Paranaense passou por situação parecida no estadual paranaense do ano passado, e, provavelmente , neste ano também. Pelo melhor aproveitamento dos direitos de mídia do Joinville Esporte Clube.

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