As 8 Medidas para o Jequeano voltar a sorrir.

Já virou clichê:
Contratações erradas, muito dinheiro gasto, técnico (S), torcida frustrada e resultados pífios. E, textão (e é grande).
Os últimos anos para o torcedor do Joinville são basicamente lamentáveis, para não dizer outra coisa.

Está difícil sorrir quando se fala em JEC.
Os problemas são vários, é difícil até de falar tudo.
Não quero nadar contra a corrente dos “caçadores de Anti-JEC”.
Não somos donos da verdade e muito menos experts em gestão de futebol profissional.
Nós aqui do SouJEC somos torcedores, temos idéias. E sonhos, que façam esse pesadelo futebolístico acabar.
E já que a nota dos últimos tempos por aqui é “fim do ano tem eleições, achem soluções”, vou humildemente comentar as 8 soluções que acho totalmente necessárias para esse momento ridículo na história do Joinville acabar.

1) Transparência

Nossa, que novidade!

Um Clube que não deve, não teme. E mesmo se dever, pra que esconder?

Muitas atitudes de cúpulas do Joinville são num tanto contraditórias e suspeitas. Sem levantar falsa acusação, mas nenhum torcedor entende como o JEC não tem uma situação financeira confortável, e, além disso, não entende onde param as finanças recebidas.

Afinal, são vendas de atletas que nunca são comunicadas, são empréstimos pessoais de diretores sem nenhum contrato ou a mínima vontade de realizar um, débitos e gastos que são irreconhecíveis.

Isso só não deixa a torcida desacreditada no clube, como deixa uma imagem ruim para fora também. Qual vai ser o grupo que vai patrocinar o JEC se o mesmo nem as contas mostram apropriadamente?

->A inicialização do Portal da Transparência foi boa, mas essa informação deveria estar mais difundida para os torcedores, e os diretores do clube deveriam ter mais formas de serem punidos se as contas não forem apresentadas periodicamente.
->Outras medidas seriam a padronização da apresentação dessas contas contábeis e uma forma de interação fácil ao Financeiro do clube ao pedir explicações sobre.

2) Estruturação organizacional do clube

Muita bagunça.

Sempre se dá um exemplo clássico para ações do clube que o JEC é “como se fosse uma/a sua empresa”. Tenho novidades, se sua empresa for desse jeito, provavelmente é melhor procurar outro trampo.

Imagina uma empresa grande, de tamanho nacional/regional, só com UMA PESSOA encarregada na área mais importante? Isso acontece aqui. O JEC só tem o contratado Carlos Kila para as decisões estratégicas do futebol profissional, não tem ninguém da Chapa.

Não temos várias cadeiras que seriam importantes na organização do clube. Óbvio que ia dar nisso! Nosso diretor de Marketing é dono da própria empresa que faz os trabalhos do Marketing. Imagina a cobrança!

-> Uma forma de institucionalizar isso é obrigar os Presidentes a terem todos os postos vistos no estatuto preenchidos. São eles: Vice-Presidente; Diretor Administrativo; Diretor Financeiro; Diretor Jurídico; Diretor de Patrimônio. E ainda, seriam criados o Diretor de Futebol Profissional, Diretor de Futebol Amador (Base), Diretor de Marketing, Comunicação e Vendas.

Sem a necessidade apresentá-los na composição de chapas, mas obrigatórios para a continuidade da gestão. Todos esses Não Remunerados.

3) Política de Austeridade

Joãozinho recebe 2 reais para comprar pão e volta devendo 5 pila, sem o pão.

É muita a reclamação da falta de dinheiro pelo clube, mas tivemos o exemplo nessa série C de time sem dinheiro que classificou para o Mata-mata com 2 rodadas de Antecedência. O Tupi, pelas informações, tem uma folha de 60 mil reais.

Muitos jogadores vieram de empréstimos de grandes clubes, somado a isso a um bom trabalho de uma comissão técnica, o resultado foi bom para o investido.

O que dizer de nós? Uma das maiores folhas da Série C (talvez a 2º maior tirando o Fortaleza), longe do G4 todas as rodadas e agora dependendo de um milagre para classificar?? (Escrevi isso no dia 03/09 depois do empate contra o Bragantino, para quem for ler no futuro).

O JEC gasta 800 mil reais diretamente com futebol ao todo, como demonstrado aqui (http://jec.com.br/portaldatransparencia/imgs/dre-jec-06-2017.pdf), e se for contar os gastos periféricos, gasta mais de 1 Milhão por mês.

Pegando esse mês de Junho como exemplo, tivemos a entrada de 650 mil reais, não contando venda de jogadores e “brindes” recebidos (Isso sem falar do pífio valor recebido em Patrocínio que é menor que do Futsal).
Se considerarmos que não vamos reduzir alguns custos mensais como:

Despesas Administrativas (57),
Manutenção de Patrimônio (87),
Loja do JEC (71),
Empréstimos e Despesas Financeiras (126),
Borderô dos Jogos (17)

Nos sobram 290 mil. Vendo as partes de Despesas de Manutenção da Equipe que esse mês giraram em 19% do valor do futebol, mesma porcentagem de Encargos Sociais e Impostos, temos 38% desses 290.

Sobram-nos 180 mil apenas para futebol. Três vezes mais que a folha do Tupi: Isso contando que todas essas quantias ficariam assim e nada mais entraria de créditos.

Me desculpe se falei agora uma abobrinha sem tamanho. Mas fiz as contas baseado nos Demonstrativos do JEC, dentro de alguns valores acima existem débitos provisionados, como a depreciação, férias.

-> Definir previamente um teto para qualquer profissional que venha a ocupar a gerência do futebol, apenas mutável se mais verbas entrarem. É melhor ter sobrando que faltando nesse momento.
->E óbvio, gastar menos que se recebe, isso deveria ser SIMPLES. O conselho fiscal deveria ter mais autonomia para julgar as contas, com mais formas de penalização da diretoria pelo não cumprimento.

4) Marketing Eficiente

Um clube que não sabe se vender

Não sei você, mas me sobe um nervoso quando eu vejo alguém do clube dizendo que “Ninguém ajuda o JEC”…
Essa frase repetida de vento em pompa pelas ultimas diretorias mostra o quão amador são os gestores. O Joinville é um clube de repercussão nacional (sim, nacional), e ninguém entende isso. Todos muito acomodados.

Como o Presidente atual vem me falar que uma série C não é atrativa se vários outros clubes conseguem patrocínio, mesmo na Série C! O Fortaleza tem um contrato de OITOCENTOS MIL reais. TRÊS VEZES MAIS QUE TODOS OS PATROCÍNIOS DO JEC REUNIDOS (229 mil).
goo.gl/CM1yy5

O Problema é: Quem está no Marketing não tem dinheiro pra fazer e não tem pessoal. A maioria dos patrocínios são feitos por camaradagem pois o Joinville não sabe apresentar o produto que tem. Não tenho ciência para aqui falar de estratégias de Marketing, mas estão sim fazendo pouco e mal feito.

Por exemplo: A idealização da Cooperativa Tricolor não oferta NADA ao contribuinte. Apenas ” a ajuda ao JEC” basicamente.
A ideia foi boa, mas a realização mostra as falhas.

-Não tem nenhuma flexibilização de pagamento,
-A empresa não tem nenhuma certeza que sua marca vai ter um destaque (até hoje, só as marcas na camisa no catarinense, agora acho que nem tem) –Você ganha 10 ingressos da descoberta ou 5 na coberta, legal, mas e o dono da empresa? Poderiam ter disponibilizado uma cabine nas tribunas.
Gente: NINGUÉM AJUDA UM CLUBE POR NADA, só sendo muito louco com o dinheiro. Seja sincero, se você tivesse uma empresa pequena faria isso?

Aliás, quem quer “ajudar” alguma coisa procura ONG’s e projetos para esse fim e não clubes de futebol.

->Deveria ser realizado um departamento de VENDAS, com uma pessoa responsável com especificação na área, para abertura de contatos.
->Aumento da Cooperativa Tricolor, flexibilização de pagamentos, mais modalidades e mais recompensas (visitas ao CT, Camarotes, divulgação e Mutirão: Disponibilizar alguém do Clube para ir de empresa em empresa mostrar a MARCA JEC).
->Aumento e saída de Joinville para busca de patrocínios.
->Aumento em promoções na loja (nunca tem).
->PELO AMOR DE DEUS FAZER UMA LOJA ONLINE.

5) Sócio Torcedor e valorização da torcida

Sócio não é patrocinador, é um torcedor.

Isso eu sempre disse, tratar sócio-torcedor como patrocinador é totalmente errado. Óbvio que o sócio torcedor é uma forma de renda boa, mas fazer que o único e exclusivo motivo do sócio seja ir à Arena é não saber fidelizar o “cliente”.

Você usa a sua carteirinha para ter algum desconto que seja proveitoso na sua vida? Agora tivemos de volta alguma coisa (cerveja), mas fora isso, você sabe os estabelecimentos que tem desconto para sócios? Nem eu.

O Joinville não procura parcerias na cidade, não divulga as parcerias por ele próprio e muito menos auxilia os estabelecimentos a divulgarem. Hoje não temos nenhuma informação sobre isso. Ai fica fácil o torcedor, na agonia do momento, ir lá e cancelar a sociedade.
Além do mais, o Joinville não busca a valorização da marca com os torcedores.
Outra: raramente vemos manifestações do JEC fora de Joinville (pra não dizer nunca).

-> Programa de vantagens com estabelecimentos da cidade, fornecendo auxílio com pessoas preparadas no departamento de Marketing. Fidelizando o torcedor.
-> Criação de programas de Embaixadas do JEC dentro e fora de Joinville, criando um vínculo com esses torcedores mais afastados e criando prêmios e participações para os mesmos. – Aliás, as Embaixadas Tricolores seriam um grande programa.

Cada Embaixada poderia contar com a até 50 inscritos. Então, se davam pontos aos que mais fossem aos jogos (talvez criando um fator de pontos para os torcedores das embaixadas mais afastadas, imagina um cara de Brasília vindo pra ver o jogo), aos que mais comprassem na Toca, aos que mais trouxessem mais sócios ao clube, aos que mais usassem as vantagens do programa.

Ao Final do Mês, A embaixada que tivesse mais pontos ganharia o próximo mês pago nas mensalidades, camisas autografadas e visitas ao CT, Camarotes e etc.

6) Categorias de Base

Árvore que não dá fruto deve estar estragada.

Não são poucas as insinuações de que as categorias de base do JEC não andam do modo que deveriam andar. Se não fosse à política do começo do ano com o técnico Fabinho Santos, quantos rapazes da base estariam no elenco principal? O JEC ainda é o maior fornecedor de jogadores da Primeirona. E os próprios “meninos” não se ajudam, poucos demonstram estarem preparados ou até terem capacidade para pelo menos participarem do elenco. Falta psicológico? Falta qualidade?

A maioria dos jogadores ainda é proveniente de outros clubes, sejam eles que foram dispensados ou não. Além de que a fama da Base do JEC é péssima. Não é difícil encontrar um conhecido que preferiu fazer testes em outro lugar que no JEC primeiro, mesmo sendo tricolor. A base daqui não passa confiança.

Um novo trabalho começou com o gerente Junior Gaino, mas ainda pouco fruto foi colhido. Não posso opinar mais porque quase nada é repassado sobre o trabalho.

-> Aumento de estágios de base no clube, criação de categorias até o Fraldinha.
-> Padronização de modelo de jogo, perfil de atletas para cada posição e disciplina Alemã (estamos em Joinville, não é mesmo).
-> Fundação das escolinhas do JEC em estilo de Franquias. Disponibilizando o acesso aos jogadores dessas franquias a testes no JEC, métodos de treino do Joinville (com expiração em modelos de fora) e acordos equivalentes para esse método se tornar atrativo em todo país: como a veiculação de porcentagem de passe ao dono da escolinha (Só um exemplo se tiver como fazer isso, exigindo-se uma isenção dos avaliadores do JEC).

7) Inteligência no Futebol

Era moderna e a gente contratando por um estadual mediano.

Não estou falando em ser inteligente ao fazer futebol. Isso seria muito vago. Hoje em dia você consegue colher informações em muitas databases que existem. A alguns jogos atrás, por exemplo, sentei próximo a um rapaz que fazia scouts para uma empresa especializada, numa série C. Ele me comentou que ele faz esse serviço em vários jogos, até de sub-17.

Joinville é berço de várias empresas que desenvolvem softwares, qual seria a dificuldade de um analista de desempenho competente se alinhar com uma empresa dessas para montar um bom sistema de observação de Jogadores? Temos que pensar em coisas desse tipo para cada vez errar menos no futebol.

Aliás, o JEC tem que apostar nas soluções que o mundo dá. Modernizando o futebol, trazendo mais trabalho em cima de dados e pesquisa. Isso sem tirar o “olho crítico” das pessoas e o crivo de alguém no departamento de Futebol.

-> Criar uma rede de olheiros sem vínculo com o Joinville, apenas com cadastro, os jogadores avaliados podem ser testados no clube, gerando baixo custo de contratações.
-> Idealizar uma rede própria, com os modelos desejados de análise de dados.
-> Estabelecer um modelo de jogo FIXO, com perfil de atletas para cada posição, prezando disciplina, técnica e comprometimento tático. Assim como uma escolha de comissão técnica e pessoas do departamento de futebol que tenham facilidade com a ideia proposta. Criando uma identidade de jogo, independente esquema tático.
-> Criação de um departamento para acompanhamento psicológico de todos os atletas e comissão. Um elenco confiante e bem realizado pode ir mais longe.

8) Política de Contratações

Menos para fazer mais

Para um clube na série C do Brasileiro, fica difícil contratar um craque nacional ou até mesmo um jogador mediano. Mas podemos sim através de pesquisas (como no item 7) colher bons jogadores, um bom exemplo desse ano (e um dos únicos) foi a vinda do Lateral Direito Caíque. E também é óbvio, se alguém se destaca, fica difícil segurar.

Mas acredito que se o JEC mantiver os fatores do item 7, como modelo de jogo bem desenvolvido e características desejadas para cada posição, vai ser mais fácil de saber qual tipo de atleta contratar para repor. Ai entra outra história. Estar ciente que isso também pode acontecer e ter planos A, B e C.
Muito do insucesso da Série C se deu por conta das muitas contratações fracas para o campeonato.

Vários jogadores nem jogaram, outros chegaram por terem feitos campeonatos medianos em estaduais. O Joinville não pode passar mais um ano contratando um time inteiro de reforços. Tem que fazer planejamento! Propor um plano de carreira, pesquisar antes de surgir à necessidade, ser respeitoso com o dinheiro, etc.

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Que venha 2018 e alegrias para essa torcida que está tão amargurada.

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