Crise tricolor: entenda melhor o desentendimento que pode levar o JEC ainda mais para baixo

Você que paga sua internet (ou pega a do vizinho) pra viver de notícias do nosso glorioso Joinville Esporte Clube deve ter se deparado nas últimas horas com comentários bem desanimadores: a crise no JEC não para de aumentar. Você deve ter reparado também que isso envolveu o presidente Jony Stassun e a saída de um diretor do clube. Mas calma aí que a gente vai te explicar tudo.

Gente, alguém me explica?

A versão oficial – que está sendo circulada pela imprensa – é que o agora ex-diretor de marketing do Tricolor, o senhor Cristian Bonezzi, foi afastado (que nada mais é que uma palavra mais bonitinha e estatutária que “demitido“) da diretoria do Joinville mais ou menos depois do tempo de um mês no cargo. Isso teria, ainda segundo as notícias que estão circulando, agravado ainda mais a situação do presidente Jony Stassun com os conselheiros e o resto da diretoria do Joinville. Mas afinal de contas, o que aconteceu de fato?

O presidente Jony Stassun. (Foto: Assessoria de Imprensa/JEC)

A versão do presidente: o desrespeito à hierarquia

Conversamos com o presidente Jony, que nos informou sua versão para o desligamento do conselheiro Cristian Bonezzi de seu cargo de diretor de marketing. “Houve uma incompatibilidade administrativa”, disse o empresário.

“O Bonezzi estava interferindo em outras áreas e querendo mandar mais que o presidente. Infelizmente, foi algo necessário. Fico mais tranquilo agora com o trabalho que precisa ser feito”, resumiu. Ainda de acordo com o mandatário, a decisão foi baseada num conjunto de atitudes que não estavam agradando.

O executivo e conselheiro Cristian Bonezzi. (Foto: Acervo pessoal)

A versão de Bonezzi: não ficar calado

Procurado, o conselheiro Cristian Bonezzi preferiu dizer poucas palavras sobre o ocorrido. De acordo com Cristian, a situação do Joinville já é muito crítica para tumultuar ainda mais o ambiente num momento como este.

Ainda segundo Bonezzi, a decisão de sua saída foi unilateral do presidente e não havia nenhuma ambição de poder maior. O que havia, disse ele, era uma pressão por sua parte para que regras e legislação fossem seguidas. Para ele, agora é o momento de seguir como fiscalizador dentro do Conselho, como uma oposição que cobre e construa algo para aliviar a grave situação do clube.

Enfim…

Ainda há muito a ser explicado e é provável que a reunião de terça (07) tenha muita lenha para queimar. Até lá, vamos nos perguntando (quem matou Odete Roitman?)  o que de fato acontece nos bastidores do clube do coração da maior cidade catarinense. Um fato, no entanto, é claro: esta discórdia chegou, sim, na pior hora possível – uma hora que, na verdade, pedia justamente o oposto: aglutinação e trabalho conjunto, deixando egos à parte e colocando o Joinville acima de tudo e todos.

Que venham dias melhores aqui no Norte do Estado! 

3 comentários sobre “Crise tricolor: entenda melhor o desentendimento que pode levar o JEC ainda mais para baixo

  1. Saudações. O potencial de apostas globais relacionados com a plataforma de mídia digital, em jogos de uma liga independente são bilionários. Além disso, ganhos por comissão e por vendas online nos canais dos clubes e das ligas , de uma infinidade de produtos, são bilionárias. A própria formatação destas plataformas de vendas, já ensejam outro potencial bilionário, convertidos em investimentos por mercados de capitais (bolsa de valores) globais. Cabe a união dos clubes, neste sentido, para a criação de ligas independentes. Cabe ao Jec melhorias e avanços na formatação de seu canal online.

  2. Saudações. Existe o projeto de lei 5082/2016, cujo texto define a possibilidade dos clubes e ligas tornarem-se empresas de capital aberto, com ações a serem negociadas em bolsa de valores. Porém, cabe três sugestões ao projeto. 1. Abrir o texto para toda modalidade esportiva. 2. Prever a criação de entidade pública para a homologação e fiscalização independente de títulos do desporto, a Agência Nacional do Esporte. 3. Criar , no texto, a possibilidade de securitizacao destes títulos, por instituições financeiras idôneas e independentes, nacionais e internacionais. Estas medidas abrirão canais nacionais e internacionais bilionários de investimento no desporto brasileiro.

  3. Saudações. Pela criação da liga independente Sul – Minas, com clubes do RS, PR, SC, MG, operando por plataformas de mídia digital, gerando bilhões aos clubes participantes, por apostas nacionais e internacionais, por comissões de vendas e vendas de produtos nacionais e internacionais online , e por muitos outros canais digitais convergentes. Os estaduais poderiam ser sub-20. A popularização dos eventos esportivos geram ativos de vendas. Quanto mais fácil se acompanha o Jec, mais fácil vender produtos relacionados ao clube. A atual mídia que opera o Jec, passa pouquíssimos jogos do clube, o que afasta torcedores. Pela formatação dos jogos do Jec em plataforma digital (redes sociais, YouTube, outros), permitindo melhor acompanhamento dos jogos pelo torcedor.

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