Três jogos para transformar covardia em raça

A esperança da torcida se perde e se renova a cada resultado. Quando vem uma vitória, como a do Paraná, e pensamos que “agora vai”, um jogo mal jogado e cheio de erros defensivos como o ocorrido contra o CRB nos transporta para a realidade de luta e sofrimento que se arrasta durante quase dois anos.

Esse ano em especial, sinto falta de algo fundamental em equipes que querem ser vencedoras e alcançar seus objetivos. Agora falo para o elenco tricolor. Precisamos de VIBRAÇÃO! Por mais que tentem convencer do contrário, estamos à beira do precipício e não enxergamos, em campo, o sangue nos olhos, a disposição de final de campeonato, a raça, a vontade. Temos seis finais, a começar por estes três primeiros jogos, que são FUNDAMENTAIS. É hora de dar 110% do que se pode. Em 32 rodadas, já percebemos que não será na técnica. Tem que ser na determinação. Podemos até cair, mas nesses últimos seis jogos, temos que cair de cabeça erguida, lutando. Se o campeonato acabasse no jogo contra o CRB, teríamos caído como covardes! É necessário jogar pra frente, entrar em cada dividida como se fosse a razão da sua sobrevivência, eliminar o medo e a letargia das rodadas anteriores e encarar com coragem. Perder, talvez. Com raça e lutando, sempre!

Agora, vamos aos fatos:

Faltando seis rodadas, o Joinville precisa de uns 13 ou 14 pontos para escapar. Podem até ser 12. Disputa 18. É ter muito otimismo pra pensar em escapar. Mas dá! A sequência de três jogos que virá agora é crucial para definir o que será de nós. Olha só:

BRASIL DE PELOTAS, 33ª Rodada (28/10, sexta-feira, 21:30, Arena Joinville)

Nos últimos seis jogos, a campanha do Brasil de Pelotas é idêntica à do Joinville, perdendo inclusive nos critérios de desempate. O Brasil tem 4ª pior campanha, com 5 pontos – 1 vitória, 1 empate e 4 derrotas). O time, que já namorou o G4, está com 45 pontos, o que lhe garantiu situação de conforto na permanência na segunda divisão do Brasileirão. Além disso, por se tratar de jogo na Arena, o JEC precisa fazer o dever de casa.

SAMPAIO CORRÊA, 34ª rodada (05/11, sábado, 17:00, Castelão em São Luís)

Virtual rebaixado na competição, o time maranhense é o lanterna da competição, e tem a segunda pior campanha em casa (só perde para o JEC no quesito). Por se tratar de confronto direto, o Joinville tem obrigação da vitória.

BRAGANTINO, 35ª rodada (08/11, terça-feira, 21:30, Arena Joinville)

O Bragantino, atualmente, está com apenas um ponto a mais que o tricolor. É o terceiro pior visitante da competição, marcando apenas 8 pontos fora de casa (só vence, no critério, o Sampaio Correa e o Tupi). Além disso, nos últimos seis jogos como visitante, venceu um e perdeu cinco.

O cenário parece claro: é fundamental obter nove pontos nos próximos três jogos. Vencer duas, e depois, três vezes seguidas – algo que não acontece em campeonatos nacionais desde a Série B de 2014 – é quase uma obrigação para a chama continuar acesa, e, por consequência, chamar quem não acredita a dar o (último) voto de confiança.

Depois desses jogos, teremos Goiás (F), o confronto direto contra o Oeste (F) e Vila Nova (C). Para que o jogo do Oeste seja de fato um confronto direto, as coisas precisam funcionar. O time precisa encarar Brasil de Pelotas, Sampaio e Bragantino como encararia Palmeiras, Flamengo, Atlético/MG, Barcelona ou Real Madrid: com vontade!! Disposto a mostrar seu valor. Não importa quem vista a camisa tricolor. Independente dos onze que estiverem com o preto, branco e vermelho, os 40 anos do JEC precisam ser honrados nestes últimos seis jogos. A torcida fez e faz a sua parte. E agora? Permanecer lutando, cair lutando ou cair como covardes e incluir essa mancha na carreira e na história? Está nos pés e na vontade de nosso elenco a responsabilidade.

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