Hora de Voltar a Ser JEC

Agosto: dizem que é o mês do desgosto, o mês do “cachorro louco”. E este agosto tem sido particularmente sombrio e preocupante para nós tricolores. O Joinville ficou quase 15 dias parado, e permanece não só no mês de agosto, mas praticamente em toda a série B na zona de rebaixamento. Um resultado desanimador para quem veste preto, branco e vermelho e está, nos últimos dois anos, sofrendo com resultados negativos em sequência. Até este blog não esteve assim tão ativo, apesar de uma tentativa (ainda de pé) de convocar os sócios para uma mobilização. Chegou a hora de reagirmos, no campo e fora dele.

Eu sei, os números não nos ajudam. Para o torcedor ter ideia, a nossa campanha é pior que a campanha da Série A do ano passado, na 20ª rodada. Aos números:

Em 2015, na vigésima rodada da Série A, o Joinville tinha estava em 19º no Campeonato Brasileiro da Série A, com 19 pontos. Três pontos separavam o JEC do primeiro time fora da zona de rebaixamento: o Goiás.

Um ano depois, na vigésima rodada da série B, o Joinville está em 19º no Campeonato Brasileiro da Série B, com um ponto a menos: 18. O primeiro time fora da zona de rebaixamento é o mesmo Goiás. Porém, são 5 os pontos que nos separam.

Essa comparação parece desesperadora. Mas, vamos agora olhar para o copo meio cheio, e não o menos vazio: em 2015, na Série B, o Ceará do técnico Lisca fechou a 20ª rodada com 17 pontos (um ponto a menos que o JEC). Terminou o campeonato fora da zona de rebaixamento, em 15º, com 45 pontos.

Para tanto, é fundamental a força da torcida nos jogos em casa. Apesar do tempo chuvoso e frio da última sexta, foi triste ver a Arena Joinville apenas com 1.129 torcedores presentes, para uma partida de extrema importância para o clube que amamos. Sim, a diretoria tem sua parte nesse número, seja pelas ações que deixaram o time nessa situação, seja pela falta de sensibilidade para que mais torcedores ocupassem a parte coberta do estádio. Mas isso é papo para outra hora.

O time em campo mostrou evolução significativa no jogo contra a Luverdense. Apesar do empate, jogou bem, e revelou que é possível sonhar. O que faltou foi equilíbrio emocional para segurar a defesa e, principalmente, depois do gol tomado, a tranquilidade para tomar as ações do jogo e definir o resultado. É absolutamente natural que o nervosismo se abata em times há tanto tempo na zona de rebaixamento. Porém, contribui para essa apatia em campo a apatia fora dele.

Sei que você deve estar puto com a situação, e com razão. Esse time não fez nada para merecer seu apoio. A diretoria também não. O departamento de futebol, muito menos!!! Na verdade, fez merecer sim: a indiferença. Porém, o que deve nos mover é o sentimento. É pensar que, pior do que viver essa situação, é afundar com ela.

É hora de amar o time sem distinção, com paixão mesmo. Vestir o preto, o branco e o vermelho, voltar para a Arena, voltar a carregar o time no colo. Esquecer o papo de “enquanto o presidente e/ou o Rondinelli estiver lá eu não volto”. Deixar para novembro as cobranças – que virão sim!!! – Sobre esse ano desastroso e se concentrar na tentativa de sair dessa situação. Se vamos conseguir, só o tempo dirá. Mas ninguém nesse estado e no Brasil poderá dizer que não tentamos. É hora de voltar o debate. É hora de retomarmos esse espaço, e todos os espaços que essa torcida pode ocupar. Hora de voltar a viver o JEC, mesmo com todos os problemas e mesmo que tudo vá contra isso. É hora de cuidar da nossa paixão, de carregar o amor por esse time no colo, como um filho doente que precisa de cuidado. É hora de voltar a ser JEC. Afinal, somos JEC até o fim, não é mesmo?

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *