O que é necessário para ser presidente do JEC?

O Joinville Esporte Clube parece afundar cada vez mais em crises que não parecem ter soluções aparentes.

Desde a Série B, e agora mais ainda com a queda para a Série C, a torcida mostra-se incontente e impaciente quanto ao Joinville enquanto clube. Para a torcida, a má gestão foi delimitante para o rebaixamento à terceira divisão.

O objetivo do Sou JEC com este post não é, de forma alguma, incentivar a renúncia do presidente Jony Stassun – atitude que a equipe não vê de jeito algum como a salvação do clube, e que inclusive consideramos que possa desencadear mais crise interna ainda. O objetivo do blog é, sim, dar a informação que consideramos necessária nesse momento delicado onde tantas informações se desencontram.

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Queremos que o torcedor saiba quais são os requisitos que colocam alguma pessoa apta a assumir o cargo de presidente do Joinville Esporte Clube. Desta forma, que saiba também que o presidente Jony não é o único homem apto a assumir este cargo mas, importante lembrar, foi o único que se disponibilizou para ser votado pelos associados.

Seguem os requisitos:

  • Ser sócio e conselheiro a mais de 2 anos;
  • Ter mais de 30 anos;
  • Estar quite com o clube e com gozo de seus direitos sociais;
  • Ter participação ativa no clube;

O estatuto do clube encontra-se disponível nesse link aqui.

O Sou JEC, como incentivador da democracia, é contra a interrupção do mandato de Jony Stassun senão por razões estatutárias. Consideramos, entretanto, fundamental à Instituição que haja, nas próximas eleições, mais chapas candidatas à Excecutiva do clube.

As lições que o futebol ensina

Minha tarefa essa semana era escrever sobre outra coisa. Escrever sobre o porque a torcida do JEC sofria tanto… Como eu pude ser tão pequeno e achar que o que passamos no sábado passado foi sofrimento. Como eu pude.

Serei breve e vou compartilhar com vocês algo que serviu como lição para mim. Acordei hoje pela manhã para ir trabalhar e ainda com muito sono fui surpreendido pela notícia que mudaria meu dia. O avião que levava a delegação da Chapecoense havia caído a 5 minutos de Medellín e poucos eram os sobreviventes. Chocado e perplexo, o primeiro sentimento que tomou conta de mim, foi remorso. Sim, remorso.

Não, eu não queria que a Chapecoense fosse campeã, estava me preparando para torcer pelos colombianos, pois na minha mente fanática, bairrista e clubista a Chapecoense não poderia conquistar a América e se tornar maior que o meu tricolor… Claro que eu não imaginava que tudo isso iria acontecer, isso nunca passou pela minha cabeça, nunca, mas sendo acordado por essa tragédia tudo isso veio a mim e eu percebi como sofremos e perdemos tempo com bairrismo, clubismo, picuinhas, preconceitos, brigas, complexos e mais um monte de coisas menores. Quantas vezes deixamos de amar, de sorrir, de ficar de boa, de tomar aquela “gela”, de trocar aquela ideia, de jogar aquele play com o parceiro (com o JEC, lógico), de estar com quem a gente ama e com quem nos ama, para fazer justamente o oposto disso…

A vida é frágil, as instituições (como um clube de futebol) são frágeis e o tempo é curto, então se tem algo de bom que eu pude tirar (se é que é possível usar esse termo) dessa tragédia do futebol é que devemos destinar zelo, cuidado, atenção e amor ao que realmente importa e ao que é frágil e literalmente do dia para a noite pode acabar. A vida, que é o princípio básico de tudo, afinal de contas, você só vai ao estádio torcer quando está vivo.

Para mim, a partir de hoje a rivalidade no futebol terá outro sentido.

Abraços e vamos cuidar do nosso JEC. Nos vemos por aí!

#ForçaChape

Momento de emoção a flor da pele e alegria tricolor. Para animar um pouco...
Momento de emoção a flor da pele e alegria tricolor. Para animar um pouco…

O JEC voltou a ser nosso

Quando a segunda-feira chegar, o JEC voltará a ter apenas os seus donos mais apaixonados. Do Panagua, passando pelo Centro e até a zona norte, vamos ouvir: “e o teu JEC, hein?”.

Alguns em tom de deboche, outros numa espécie de lamentação. De toda forma, o clube que de sem série foi para a série A em cinco anos volta ao inferno já conhecido e chamado série C.

E o JEC não vai sucumbir às más administrações recentes; é muito grande. Vamos juntar os cacos, levantar a cabeça e vestir a camisa do único octacampeão de SC com o orgulho daqueles que não dependem de resultado para torcer para um time. É agora que se separam os torcedores dos admiradores; os apaixonados dos que vão só na boa (modinha).

Até a próxima eleição em 2018 e quem sabe o surgimento de outra chapa para concorrer contra o atual grupo, nosso papel é criar uma oposição construtiva ao mandato do presidente Jony Stassum.

Mais do que isso, redobrar o cuidado para não embarcar em qualquer maluco que possa aparecer com uma solução fácil; a história do JEC nos ensina isso. Se errarmos novamente, o limbo de 2008 e 2009 vai nos assombrar mais uma vez.

Nossa camisa é tradição: Não vamos cair!

Chegamos na hora da onça beber água, o futuro do Joinville estará em jogo a partir das 17h30, e infelizmente, nenhum torcedor vai poder estar na arquibancada. Então, o time não terá o apoio da torcida, certo? Errado! Buscando uma forma de motivar o grupo de atletas, nós do Sou JEC colocamos a mão na massa e bolamos uma campanha entre torcida, personalidades da imprensa e pessoas que já passaram pelo JEC, para mandar a sua mensagem de apoio aos guerreiros que vão entrar em campo contra o Vila Nova.

Vale a pena acompanhar a cada segundo do vídeo, pois o mesmo será usado na preleção motivacional dos atletas, que será feita antes da partida. Confira o vídeo a seguir e se emocione:

A emocionante batalha de Barueri

Emoção, palavra que significa uma reação moral, psíquica ou física, geralmente causada por uma confusão de sentimentos, que geralmente é causada por algum fato, situação ou notícia. Para nós torcedores do JEC, a tal da emoção está usando e abusando de nossas mentes, tanto positivamente quando negativamente, tudo em decorrência desse drama na fuga contra o rebaixamento.

Esse texto é especificamente para falar do último dia 18 de novembro, onde estive presente na Arena Barueri para acompanhar mais uma batalha que seria outro teste psicológico e cardíaco. Antes de relatar tudo, já vos adianto que foi a experiência mais emocionante da minha vida até então, coisas que somente o futebol, em específico o JEC, vão me proporcionar.

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A ansiedade na partida para São Paulo já bateu no início da semana, quando a única coisa que vinha a mente era a necessidade de vitória do tricolor, e isso se estendeu até o momento de pegar a estrada, que ocorreu às 08h45 da manhã da sexta-feira, nem preciso dizer que foi impossível dormir de quinta para sexta né?

Foram mais ou menos 8 horas na estrada, isso contando que o trânsito na capital paulista é caótico, e também com algumas paradas na estrada, para comer e beber, até porque ninguém é de ferro. Desde a partida de Joinville até a chegada na Arena Barueri, a única coisa que martelava na cabeça era a importância da vitória, e que não podemos cair… nesses momentos passa um filme na cabeça, das épocas ruins sem série, meia temporada sem futebol, perdendo título na mão grande, e vários questionamentos vem à mente, coisas do tipo: “Porque estamos passando por isso”, “Será que merecemos?”.

Cheguei por volta das 17h45 na Arena Barueri, o clima era o típico clima paulista, ameaçando uma garoa, frio e céu nublado. A ansiedade pelo início da partida era nítida, todos os tricolores nos arredores do estádio tomavam a sua tradicional cerveja para afastar um pouco o nervosismo, tentativa inútil, mas agradável. Nesses minutos antecedentes a partida, o tal filme citado acima volta a passar na cabeça, e é aí que a coisa complica, um sentimento um pouco torturante, mas que também ajuda a motivar para a partida de logo mais, confiando e acreditando nessas três cores e nesse escudo respeitadíssimo.

Chegou a grande hora, a partida começou, e a angústia já bateu logo aos 48 segundos, quando o atacante Jael perdeu uma chance claríssima de gol. O tempo foi passando, eu olhava a cada instante no meu relógio, onde em todas as partidas cronometro o tempo, algo que virou tradição em jogos do JEC para mim, e a cada olhada, a apreensão era apenas consequência do processo, e as lágrimas no rosto inevitáveis. Primeiro tempo encerrado, e o semblante fechado era o que dominava, pois o empate momentâneo rebaixava o tricolor, porém, isso mudaria 29 minutos depois. O segundo tempo começou, o jogo fluía, o Oeste teve duas chances claríssimas, mas o nosso goleiro Jhonatan salvou, com as suas mãos e as mãos de milhares de tricolores, que jamais deixariam a bola entrar.

Foto: Ricardo Moreira/FotoArena/Estadão
Foto: Ricardo Moreira/FotoArena/Estadão

29 minutos do segundo tempo, 0 a 0 no placar, os olhos já estavam marejados, pois o Joinville não conseguia chegar com perigo ao campo de ataque, e o pensamento no rebaixamento era forte, mas bastou um contra-ataque, apenas um contra-ataque, onde Kadu foi conduzindo, até chegar na área adversária, e fuzilar para o gol paulista; a bola entrou, a torcida tricolor explodiu, eu me ajoelhei, comecei a chorar e agradecer a Deus, JEC 1 a 0. O gol da libertação, todo mundo se abraçava, todo mundo expressava a sua emoção de uma maneira, é o Joinville Esporte Clube mexendo com o emocional de cada guerreiro presente na cidade de São Paulo!

Após o gol, é normal o clube paulista ir para cima, e isso é algo torturante demais, pois era um gol deles e tudo ia para o ralo. Do minuto 29 até o segundo gol, foram os 18 minutos mais lentos da minha vida, a cada segundo era uma olhada básica no cronômetro, meus amigos a todo momento perguntavam o tempo de jogo, era o JEC vencendo e a torcida implorando pelo fim do jogo. Uma coisa curiosa aconteceu comigo, pois a todo momento eu pedia para o goleiro Jhonatan fazer tradicional ‘cera’, no mesmo instante ele respondeu, e foi fazendo o gesto de “calma” … mal sabe ele que é impossível ter calma em um cenário como esses. O nervosismo corroía por dentro, a torcida cantava hino do JEC, e durante esse momento, o tricolor puxou um contra-ataque, onde Naldo deixou Erick Luís na boa, para fazer o gol do alívio, o gol que botou mais um pouco de lágrimas nos meus olhos e nos olhos de todos, o gol que fez eu me ajoelhar e agradecer muito a Deus por me fazer ser JEC, 2 a 0!

Uma cena que me marcou muito, foi a de um bebê, que tinha de 10 meses a um ano de vida, comemorando a vitória do JEC sorridente demais, literalmente fazendo a festa, uma coisa que eu nunca presenciei antes na minha vida, isso que faz tempo que frequento arquibancadas. O futebol as vezes lhe prega algumas peças, mas também proporciona momentos espetaculares, como olhar para o lado e ver amigos que você nunca viu antes chorando, isso é algo marcante demais, e que te dá a certeza de que o Joinville não é apenas mais um clube, e sim a vida de muita gente!

Foto: Maykon Lammerhirt
Foto: Maykon Lammerhirt

O saldo da viagem até Barueri? Bom, além dos joelhos ralados, foi mais uma prova de que o JEC é a minha vida, e que independente do que acontecer, ele nunca estará sozinho, porque jequeano você não encontra no mercado ou em botequim de esquina, ser JEC é bem mais do que apenas escolher um time para torcer, ser JEC é chorar, sofrer, se apertar para pagar o PFC ou a viagem para outra cidade, tudo para poder acompanhar o time que mexe com o seu emocional, o time que te faz xingar, chorar ou sorrir, o time que é a sua vida!

A vida me fez Joinville, e eu fiz do Joinville a minha vida!

A matemática da última rodada

img_0620Primeiramente, não vamos cair.

Em segundo lugar, vamos direto aos fatos. O Joinville não depende só dele para se manter na Série B faltando uma rodada para o fim da competição. O JEC depende do jogo entre Oeste e Náutico, lá em Pernambuco, para saber o seu futuro. Vamos lá:

– Empate entre Náutico x Oeste

Com um empate nessa partida-chave, 9 Joinville precisa de uma vitória para não ser rebaixado.

– Vitória do Náutico

Se o Náutico, que é mandante e tem chances de acesso, vencer o jogo, precisamos apenas de um empate para permanecermos na segunda divisão.

– Vitória do Oeste

Aí caímos. Nem que façamos 10 a 0 no time do Vila Nova ficaremos na Série B em caso de vitória do time de Itápolis que manda seus jogos em Barueri.

Agora vamos às palavras de quem entende.

– Segundo o departamento de matemática da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o JEC tem 62,2% de chances de rebaixamento contra 37,8% de chances do Oeste. Nossa opinião é que há um raro acadêmico oestiano de carteirinha nesse Departamento. Que números clubistas!

– De acordo com o site Chance de Gol, o Joinville tem 42,7% de chances de queda contra 57,3% do Oeste. Nossa opinião é que o número está razoável.

– O Departamento Não-Clubista de Probabilidade e Estatística (DENCPE) do Grupo Sou JEC afirma que o Joinville tem 100% de chances de permanência na Série B contra 0% do Oeste. Além disso, o mesmo Departamento mostra que temos 2% de chance de título da Segundona e 1% de chance de título da Série A, porque existem advogados do Fluminense no mundo. Acreditamos que este é o levantamento mais correto a ser mostrado para o torcedor tricolor.

Presença de torcida do JEC em estacionamento da Arena “pode ser interpretada como descumprimento de decisão”, afirma especialista

Segundo presidente da Comissão de Direito Desportivo da OAB-RJ, “som dos torcedores entrando no estádio” pode caracterizar infração em tese; Joinville jogará de portões fechados neste sábado, diante do Vila Nova, pela 38ª da série B

A presença da torcida do Joinville no estacionamento da Arena, para apoiar o time que jogará contra o Vila Nova na luta pela permanência na série B, neste sábado (26), pode causar novas punições ao clube.

Segundo o presidente da Comissão de Direito Desportivo da OAB-RJ, Marcelo Jucá, o barulho causado pelos torcedores, mesmo sendo do lado de fora das arquibancadas, poderia ser caracterizado pelo STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) como uma infração no cumprimento da pena de jogar de portões fechados.

– Eu não arriscaria correr o risco de ser interpretado que houve descumprimento. Acho muito temerário autorizar este tipo de conduta -opinou Jucá.

Porém, segundo o advogado do Joinville, Roberto Pugliese, não há nada no regulamento que proíba a torcida no estacionamento. A informação foi publicada por Charles Fischer em sua conta no Twitter.

Atualização (22h28): em entrevista ao repórter Beto Lima, da Rádio Máxima FM, o advogado do clube afirmou que, sim, não há nada que impeça, porém existe uma recomendação para que não dê qualquer possibilidade para uma “virada de mesa”. Ou seja, por uma confusão, o Tricolor acabe perdendo a pontuação da partida.

O Joinville cumpre punição após arremesso de bombas ao gramado no confronto diante do Avaí, pela 27ª rodada da série B. A partida deste sábado vale a permanência na segunda divisão para o JEC. Para se salvar, o Tricolor precisa de um empate combinado a uma derrota do Oeste para o Náutico, na Arena Pernambuco. Se o clube de São Paulo empatar, o Joinville terá que vencer o Vila Nova.

JEC e suas eternas contratações. Parte FINAL

Estamos sentido na pele anos e anos de erros em contratações. Nunca durante os últimos 5 anos o time esteve tão perto de voltar a uma escuridão que a pouco havia saído. A Série C está próxima, o JEC está quase falido. Está devendo para todos, até para ex-presidentes e diretores que em um ato falho, cobraram muito em pouco tempo. Abandonaram um JEC quebrado para um inexperiente e perdido presidente, que se fez reflexo em todos os setores do clube.

Esse ano ainda não acabou, então essa última parte será desenhada até o último jogo do Joinville, o vergonhoso Goiás 3×2 JEC em Goiânia. Assim como nas outras partes (Você pode ler isso mês que vem e já ter a resposta definitiva).

-Jogadores que foram muito bem, ou seja foram titulares muitas vezes, um “deu muito certo” – Verde Escuro.
-Vamos considerar que jogadores que tiveram algum momento de titularidade no time, ou que, adentraram bem em jogos como reserva considere um “deu certo”- Verde Claro. Sem nem entrar em questão se eles realmente eram bons jogadores.
-E aqueles que foram mal, um “não deu” – Vermelho.

Contratações do JEC em 2016
Contratações do JEC em 2016
  • Jogadores como Reginaldo e Rafael Donato, apesar de jogarem um número razoável de jogos, não se apresentam bem. Sendo mais lembrados por lambanças do que bons jogos.
  • A Contratação do Goleiro Aranha foi ruim, o jogador pouco favoreceu a equipe. Não levamos em conta a compensação financeira.
  • Existem jogadores que não deram certo, mas poderia ter sido diferente. Pouco tiveram de oportunidades em comparação com outros jogadores, casos exemplos de Murilo, Victor Oliveira e Jaime. Claro que, o post não sabe o que é feito no dia-a-dia do clube, somos torcedores e não repórteres. Mas não faz muito sentido pensar que Murilo foi dispensado e o JEC continuou com Thomás.
  • Jael, Carlos Alberto e Ligger fazem apenas bons jogos. Alguns lapsos de grandes momentos, mas só. Credencia a ser apenas boa contratação.

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Se 2015 foi ruim, 2016 foi também. Os níveis de erros se repetiram igualmente: 91,7% de Erros e 8,3% de Acertos. Mesmo número de 2015. Existe o agravante de nenhuma contratação ter dado muito certo, como a contratação de Agenor em 2015. Tivemos candidatos (Jael, Carlos Alberto, Ligger) mas não desempenharam um papel decisivo.

William Barbio, Dodô, Aranha, Samuel, Jaime, Robertinho, Júnior e Bruno Farias pouco jogaram. Total de 22% do total de contratações. Número até baixo comparado com 2015: 57,6%

Sobre ápices pós-JEC não faz muito sentido contabilizar esse ano, pois nem outra temporada começou. O que podemos ver é a quantidade de dispensados e que saíram do clube ainda esse ano: 38,9% das contratações.


BALANÇO

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Depois de incríveis 163 CONTRATAÇÕES em 5 anos, o Joinville teve um percentual de erro de 75%: A cada 4 o JEC errou 3.

Acertou em cheio em 13 e quase em 25 – total de 38 contratações. Mas uma análise mais profunda mostra que desses 38, apenas 12 ficaram mais de um ano no clube de forma ininterrupta.

(Diego Jussani 2012-2013; Carlos Alberto 2012-2013; Rafael 2013-2014; Naldo 2013-Atual; Marcelo Costa 2013-2015; Edigar Júnio 2014-2015; Guti 2014-2015; Bruno Aguiar 2014-2016; Saci 2014-2015; Rogério 2014-2015; Anselmo 2014-2016, Agenor 2015-2016)

Desses apenas 4 ficaram mais de 2 temporadas (Naldo, Marcelo Costa, Bruno Aguiar e Anselmo). Claro que como estamos em um posição desagradável, se um jogador tem uma proposta melhor para outro clube é difícil segura-lo. Mas é um número muito ruim de ser pensado. 4 em 163.
Isso mostra também a falta de sequência e planejamento futuro para cada jogador por conta do clube. Tiveram mais jogadores que permaneceram mais de uma temporada, mas desempenham mal suas atividades no Joinville, exemplo do amado lateral esquerdo DIEGO. 

Se você observar, CENTO E VINTE E CINCO (125) foram contratados erradamente. QUASE 6 ELENCOS COMPLETOS DE ERROS (23 jogadores cada). Um absurdo se pensarmos em clube profissional que deveria ter uma equipe técnica INTERNA profissional para avaliar possíveis reforços.

Engana-se você que isso é apenas de 2015/2016. Até 2014 a percentagem foi de 64,5% de Erro. Não era muito diferente. Em nenhum ano o JEC contratou menos de 24 jogadores, um elenco inteiro.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Após 5 anos de Série’s B e Série A, o Joinville não aprendeu a ser um clube de futebol moderno.  Aliás, “Clube de futebol”, pois o JEC não é um clube pro sócio e nem internamente pode se designar como um, não há estrutura de gerência.

Os graves problemas que hoje atingem o clube são reflexos desses anos. Contratações ruins, dirigentes gastando dinheiro a torto e direito, rescisões, empréstimos bancários, obscuridade nas negociações mas clareza para pedir mais dinheiro ao sócio. O mesmo sócio que ficou anos pagando por um clube sem série, aquele sócio que entrou na subida da B, vendo seu dinheiro escorrer pelas mãos inaptas do clube, foi extorquido a dar parte de seu 13º salário para bancar erros de finanças de Gestores. Isso a torcida não esquece: Dinheiro não é brinquedo. CONTRATEM CERTO, favor, quem gere o Joinville, não é melhor gastar por mês em um bom departamento de futebol do que ter que pagar milhões de rescisão todo fim de ano?
Essa é a pergunta que deixo ao fim desse especial.

Obrigado a todos, espero ver isso daqui a algum tempo como imagens passadas de um clube que deu a volta por cima. O JEC é grande demais para estar nessa situação.

O destino na marca da cal

Um jogo, vários sentimentos.

Confiança. Motivação. Torcida. Atmosfera. 8 mil pessoas. Esperança. Começa o jogo. Nervosismo. Tensão. Fio da navalha. Jogo truncado. Criação. Desperdício. Estudo de jogo. Fim do primeiro tempo. Segundo tempo. Nervosismo. Ímpetos das duas equipes. Desespero. Gol deles.

Frustração. Desespero. Tensão. Nervosismo. Alívio. Gol nosso. Esperança. Confiança. Motivação. Hora da virada? PÊNALTI!

Eram 34 rodadas e uma temporada na marca da cal. O craque na bola. A contratação mais badalada. O artilheiro. O homem do gol de empate. 37 minutos do segundo tempo. O primeiro pênalti do JEC em toda a competição. E a cobrança foi de uma displicência inacreditável. Jael erra.

A euforia se transformou em silêncio. No campo, o time tentava se concentrar. Vi um jogador tentando motivar o time, quando o Bragantino pressionava em um escanteio.

Lance seguinte, quatro minutos depois. PÊNALTI! Até o juiz ajudou nessa. Era a segunda chance. Apesar da displicência, Jael novamente na bola. Quis assumir a responsabilidade.

Desta vez, a perna pesou.

Era o momento para Jael cobrar novamente? Outro jogador teria acertado, ou a perna também teria pesado? Faltou comando técnico para determinar outro cobrador? Perguntas que ficarão no campo das opiniões de cada torcedor.

No campo de jogo, o empate mais dolorido que poderia ocorrer.

Porém, a razão diz que…

Jael ainda é nosso melhor centroavante – não sei nem se temos outro (ou dá para confiar em Heliardo?). Por mais que tenha ocorrido um desastre contra o Bragantino, ainda dependemos de sua contribuição para a eventual permanência. Não esqueçamos que foi dele o gol de empate.

O Joinville ainda depende apenas das próprias forças – vencendo Goiás e Oeste, por mais que o Oeste vença também na próxima rodada, o JEC teria uma vitória a mais.

Resta juntar os cacos. Aos jogadores, acalmar os ânimos e jogar com inteligência, raça e humildade, mesmo que, inevitavelmente, parte da esperança da torcida tenha sido perdida nessa noite. Há tempo de recuperá-la.

Que seja com humildade. Assumir a responsabilidade também é entregar a bola para alguém mais confiante, em um melhor momento.

Na saída da Arena, alguém sugeriu entrar na noite seguinte com uma pá no gramado. Na marca da cal do lado direito das cabines de rádio da Arena, reside o sapo, famoso, enterrado no gramado de tanto sofrimento em 2016.

 

JEC e suas eternas contratações. Parte 4/5

Pode não ser o timing perfeito para continuar essa série, mas aqui estamos nós. São tempos de acreditar na camisa e ir para a Arena empurrar o clube. Mas passando a passionalidade, temos que nos lembrar dos erros cometidos para que eles nunca mais aconteçam.
Erros que foram ao limite no ano de 2015.
O ano era de esperança, acabou em frustração. Era o ano de por as contas em dia e acabou sendo o ano das dívidas acumuladas. Muito pelas contratações.

-Jogadores que foram muito bem, ou seja foram titulares muitas vezes, um “deu muito certo” – Verde Escuro.
-Vamos considerar que jogadores que tiveram algum momento de titularidade no time, ou que, adentraram bem em jogos como reserva considere um “deu certo”- Verde Claro. Sem nem entrar em questão se eles realmente eram bons jogadores.
-E aqueles que foram mal, um “não deu” – Vermelho.

Contratações do JEC em 2015
Contratações do JEC em 2015

Pois bem, vamos as considerações.
-Agenor, apesar de um começo estranho, foi muito bem no ano sendo um dos destaques da equipe. O único considerado como ótima contratação.

Marcelinho Paraíba e Kempes foram titulares e em algum momento desempenharam um bom papel, sendo importantes em alguns jogos.

– Alguns jogadores como Mário Sérgio, Edson Ratinho, Diego, Lucas Crispim, Silvinho e Edigar Junio, também foram titulares, mas com muita inconsistência e sem convencer.

2015-1

Os números de 2015 não são tão assustadores quanto se imagina se tratando de nº de contratações. São 36 contra 32 de 2014.
O Problema é o nº de erros. Altíssimo.

Foram 33 erros em 36 contratações. Incríveis 91,7% de Erros. Foram 33 para 20 erros de 2014. Acertos foram 8,3% – 3 acertos para 12 de 2014. Uma caída gritante em um percentual já ruim.

Dentro desses erros, foram 19 que jogaram menos de 10 jogos: Domingues, Luis Felipe, Héracles, Dráusio, Douglas Silva, Arnaldo, Dankler, Fabrício, Eduardo, Eusébio, Renato, Yuri, Niltinho, Geandro, William Henrique, Bruno Furlan, Trípodi, Jael e Ricardo Bueno. São 57,6% dos erros, e se pegarmos os total, são 52,8% dos contratados que não jogaram ao menos 10 partidas.

Em contra-partida, o Pós-JEC dos contratados melhorou: 14 chegaram na Série A/Exterior (foram 7 em 2014), 11 chegaram ao máximo a Série B e 9 não conseguiram chegar ao menos na Série B. Dois jogadores permanecem no JEC. O que pode explicar isso: Os empresários dos atletas tem bom networking e também, se formos pensar que o JEC estava jogando a Série A, as contratações deveriam ter se mantido nela, então são 14 contra 20 que não se mantiveram.
A impressão que fica olhando os números é que o JEC contratou descontroladamente, inchando um elenco de remanescentes de 2014 que mesmo assim foram os destaques do time (Anselmo, Bruno Aguiar, Naldo…). É difícil encontrar um acerto no ano de 2015, seja nas contratações ou seja em qualquer outro assunto.

Muito desses erros vieram por falhas em procedimentos e análise. Como deixar o técnico indicar, contratar e demitir jogadores ao seu gosto sem uma equipe do clube por trás para analisar. Uma pena que nem isso foi deixado de aprendizado para o nosso ano, 2016, onde tudo isso se repetirá no próximo e último texto deste especial.

Vai ter analise geral também. Abraços.