Onde foi que eu errei

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Fato! Quando você quer controlar um processo, para que ele sempre ocorra da mesma forma, garantindo qualidade, repetibilidade e que ele não te dê dor de cabeça o que você faz? Fica de olho nas variáveis que podem ser controladas e aplica um rigoroso e cuidadoso processo de controle, que as vezes pode ser até diário ou de hora em hora. Você sabe do que estou falando, já viu isso na empresa onde você trabalha, e sabe porque lá o pessoal faz isso? Para não virar uma zona e as coisas saírem do controle, entrando em colapso e eles perderem o seu precioso lucro.

Voltemos ao futebol, voltemos ao JEC. Sabemos que futebol não é um processo como aqueles da indústria, que podem ser totalmente controlados, mas a impressão que temos desse Joinville 2016 é que nada, absolutamente nada é e nem foi controlado. Há gente perdida em todos os cantos da administração tricolor, o resultado disso realmente não poderia ser outro. Bagunça generalizada assim eu não via por aqui desde os tempos de Mauro Bartolli e aquela bagunça que na época nos levou para o fundo do poço agora parece estar fazendo o mesmo.

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Onde foi que eu errei? Não, não é você, torcedor, que tem que fazer essa pergunta a si mesmo, quem deveria estar fazendo essa pergunta a si mesmo agora são os nossos queridos dirigentes, pessoas responsáveis por gerir a nossa paixão e responsáveis por controlar o que acontece com o clube dentro e fora de campo. Nada disso foi feito nesse ano e quem vai pagar a conta? Logicamente que seremos nós, mais uma vez. Já que a conta é nossa, porque não assumir logo de uma vez?

Já estou conformado que ano que vem jogaremos a série C (sim, eu espero queimar a minha a língua, como eu espero…), mas para não termos um 2016 em 2017 é preciso iniciar o ano tomando as decisões certas e cabe a nós, torcedores, exercermos mais pressão a cada decisão que julgarmos inconveniente, como várias que foram tomadas este ano e nós assistimos passivamente enquanto a vaca ia para o brejo rodada á rodada. É preciso fazer o que não foi feito nem em 2015 nem em 2016, controlar os processos internos do Joinville Esporte Clube e impedir que gente incompetente meta os pés pelas mãos, e zagueiros com 38 anos, no fim de sua carreira, sejam contratados para compor um elenco que precisa escapar do rebaixamento.

Sou JEC, sou cidadão: as propostas de Tebaldi e Carlito para o esporte joinvilense

Ser cidadão não é simplesmente ir às urnas e votar. Isto é ser eleitor. Ser cidadão é fazer um papel que vai muito além das eleições que ocorrem de dois em dois anos (nas esferas federal, estadual e municipal). Você já parou para pensar quem está elegendo? Você já leu as propostas de quem tanto fala na propaganda eleitoral e você prefere assistir TV fechada?

urnaPensando nisso – e nas implicações que têm uma sociedade onde as pessoas estudam mais antes de votar – o SouJEC.com vai, durante essa semana, montar um guia com as propostas dos oito candidatos à Prefeitura de Joinville. Escolhemos, aqui, somente as propostas que estão ligadas ao esporte, que é o foco do site. Sabemos que, enquanto site da torcida do Joinville Esporte Clube, temos o dever de apoiar o esporte – não só o futebol – na cidade, afinal, isso deve render bons frutos também ao clube enquanto instituição.

Exibiremos as propostas de dois candidatos por dia e seguiremos a ordem da última pesquisa eleitoral publicada pelo Grupo RBS, sendo:

– Udo Döhler (PMDB) e Darci de Matos (PSD)
– Marco Tebaldi (PSDB) e Carlito Merss (PT)
– Dr. Xuxo (PP) e Rodrigo Bornholdt (PDT)
– Professor Marcos (PEN) e Ivan Rocha (PSOL)

Vamos começar!

MARCO TEBALDI (PSDB) – 45

Reimplantar o Programa de iniciação esportiva Jovem Cidadão para o atendimento de crianças de 8 a 16 anos. Com diversas modalidades esportivas, descobrindo atletas, formando cidadãos e agentes antidrogas;

– Apoiar a conclusão das obras da Arena em parceria com o Joinville Esporte Clube (JEC), governos estadual e federal e iniciativa privada, utilizando todo o complexo e prevendo um aumento da capacidade de público para 30 mil torcedores;

– Calendário municipal de eventos esportivos e de lazer contemplando: Rua de lazer, Ginástica Laboral, Ginástica para Melhor Idade, Gincana de Pesca Infantil e da Melhor Idade, Meia Maratona Cidade de Joinville, Jogos Interbairros de Futebol de Areia, Moleque Bom de Bola, Festival de Natação para não federados, Jogos Escolares de Joinville, Copão Kurt Meinert de Futebol, Olimpíada da Melhor Idade, Festival Escolar de Dança, Corrida Rústica da Independência, Copão de Futsal, Joguinhos Abertos de Joinville e Dia do Desafio;

Reformar o Ginásio  Ivan Rodrigues, em parceria com a iniciativa privada, para serem utilizados nos treinamentos das modalidades que representam o município nas mais diversas competições através da FELEJ;

Apoiar a implantação de campos de futebol em bairros de Joinville em parceria com o setor privado;

Implantação de novas áreas para prática esportiva e de lazer, com equipamentos adequados, para atender a toda família. Implantar novas academias nos bairros não contemplados, e adequar as já existentes, com acompanhamento de profissionais capacitados.

Fomentar atividades esportivas e de lazer para portadores de necessidades especiais.

Apoiar a participação de atletas olímpicos e das equipes de Joinville nos campeonatos estaduais e nacionais, bem como nas competições promovidas pela Fesporte;

Incentivar a prática de esportes radicais na cidade;

Incentivar atividades esportivas e de lazer na zona rural;

Resgatar o Torneio da Integração Rural, incluindo outras modalidades esportivas tipicamente agrícolas;

Promover cursos de atualização e capacitação para os profissionais do esporte e lazer;

Assegurar ampla participação dos portadores de necessidades especiais e garantir equipamentos adequados.

CARLITO MERSS (PT) – 13

Prioridade da área: PPPs (Parcerias Público-Privadas) da Arena e Centreventos.

– Retomar o convênio com a UNIMED para a construção de academias da melhor idade  e  criação  de  um  centro  de  excelência  para  o  desenvolvimento  do melhor aproveitamento para as academias;
– Fortalecer a ação dos monitores nestas academias ao ar livre;
– Diversificação   de   equipamentos   esportivos   e   de   lazer   nas   praças   das comunidades, com a construção de mesas de concreto;
– Ampliar o projeto “ruas de lazer” nos bairros;
– Reestruturar o Programa do Bolsa Atleta;
– Melhorar a estrutura do CT para Ginástica Artística e Atletismo;
– Promover estudos para viabilizar novo local para Pista de Atletismo;
– Criação  do  Fundo  Municipal  de  Esportes,  projeto  que  visa  arrecadar  recursos para  a  implementação  de  programas,  projetos  e  manutenção  dos  esportes  no município;
– Qualificação   dos profissionais   que   atuam   no  apoio   técnico   em   ortopedia, psicologia desportiva, nutrição, fisioterapia e biomecânica;
– Criação do Sistema Municipal de Esportes (SIMEL) com uma agenda desportiva anual;
– Incentivar   o   esporte   amador   com   o   apoio   aos   times   e   organização   de campeonatos;
– Continuar o apoio aos times amadores através da Liga Joinvilense de Futebol;
– Dar mais apoio às Olimpíadas da Terceira Idade e ao Paradesporto;
– Potencializar  o  uso  do  Parque  da  Cidade  com  competições  de  skate,  bikers  e esportes radicais;
– Criar circuitos regionais para essas modalidades;
– Ampliar o projeto Joinville em Movimento com novas atrações esportivas;
– Integrar as pistas de skate da cidade num circuito municipal;
– Valorizar  o  cicloturismo  do  Piraí,  as  competições  ciclísticas  e  passeios  de bicicleta;
– Realizar  novos  projetos  de  parcerias  em  pistas  de  caminhada,  como  a  do Calçadão do Batalhão, o Calçadão do Profipo e a Calçada
do Rio Bonito;
– Elaborar  estudos  e  criação  de  novos  parques:  ao  lado  da  CVJ,  no  Vila  Nova  e outros;
– Proceder a amplo estudo para reorganização da estrutura interna da FELEJ.

Observação: Todas as informações aqui contidas foram pegadas do plano de governo do site do TSE ou fornecidas pelas assessorias dos candidatos.

A série C está perto e não podemos virar um Fortaleza

Hoje, na 24ª rodada do Campeonato Brasileiro da série B, o Joinville é o penúltimo colocado na classificação. Estamos a seis pontos do primeiro fora da zona do rebaixamento. O departamento de matemática da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) afirma que o Tricolor é segundo time com mais chances de ser rebaixado, com 78%. Pior que o JEC somente o Sampaio Corrêa.

Quem olha assim pode pensar que cinco pontos é pouco para tirar em 13 rodadas. Mas outro dado mostra a dificuldade dessa tarefa. O JEC é pior mandante do campeonato.  São apenas duas vitórias, oito empates e três derrotas. Quem quer ficar na série B não pode ter uma campanha dessa em casa. Para escapar, o JEC terá que fazer o que não fez até agora. Muito difícil. Não é impossível, claro, mas é inevitável olhar a série C bem de perto.

Olhando a série C tão de perto bate um certo desespero. Na última vez que caímos, foram sete anos para voltar. O Fortaleza, clube de porte parecido com o do Joinville, está amargurando sete longos anos na série C. Algumas tentativas bateram na trave e o fato é que é muito difícil voltar.

O rebaixamento tornará muito mais difícil a conquista de patrocínios, afastará torcedores do quadro de sócios, reduzirá as vendas das Tocas do Coelho, cortará verbas de TV e trará um prejuízo enorme para nossa autoestima. Saímos de uma série A e em dois anos podemos estar voltando para a terceira divisão.

A situação é grave. Mas parece que não o suficiente para a diretoria ligar o sinal de alerta. Se a queda se confirmar, uma reformulação será urgente, mas não só de elenco, mas de mentalidade. A promessa para este ano era utilizar o Catarinense como laboratório. Não foi o que aconteceu. Estamos até hoje trazendo jogador. Passamos da metade do campeonato e não temos um time. Ainda este ano é necessário criar uma política de contratação série e valorizar a base, fazendo planejamento sério.

Se isso não acontecer, corremos sério risco de nos tornamos um novo Fortaleza, passando duros anos da série C.

Sou JEC, sou cidadão: As propostas de Udo e Darci para o esporte joinvilense

Ser cidadão não é simplesmente ir às urnas e votar. Isto é ser eleitor. Ser cidadão é fazer um papel que vai muito além das eleições que ocorrem de dois em dois anos (nas esferas federal, estadual e municipal). Você já parou para pensar quem está elegendo? Você já leu as propostas de quem tanto fala na propaganda eleitoral e você prefere assistir TV fechada?

urnaPensando nisso – e nas implicações que têm uma sociedade onde as pessoas estudam mais antes de votar – o SouJEC.com vai, durante essa semana, montar um guia com as propostas dos oito candidatos à Prefeitura de Joinville. Escolhemos, aqui, somente as propostas que estão ligadas ao esporte, que é o foco do site. Sabemos que, enquanto site da torcida do Joinville Esporte Clube, temos o dever de apoiar o esporte – não só o futebol – na cidade, afinal, isso deve render bons frutos também ao clube enquanto instituição.

Exibiremos as propostas de dois candidatos por dia e seguiremos a ordem da última pesquisa eleitoral publicada pelo Grupo RBS, sendo:

– Udo Döhler (PMDB) e Darci de Matos (PSD)
– Marco Tebaldi (PSDB) e Carlito Merss (PT)
– Dr. Xuxo (PP) e Rodrigo Bornholdt (PDT)
– Professor Marcos (PEN) e Ivan Rocha (PSOL)

Vamos começar!

UDO DÖHLER (PMDB) – 15

– Apostar na formação de crianças e jovens, fomentando a participação em ligas, associações e clubes da cidade.
– Desenvolver atividades físicas e esportes que atendam a realidade de diversas regiões e comunidades de Joinville.
– Ampliar o Programa de Desenvolvimento de Treinadores para o maior número possível de modalidades olímpicas e paraolímpicas.
– Ampliar o Programa de Desenvolvimento de Árbitros, em parceria com as ligas e associações, para formar e credenciar profissionais no maior número possível de modalidades olímpicas e paraolímpicas.
– Capacitar ligas e associações para que possam desenvolver eventos esportivos e boas práticas esportivas em suas comunidades.
– Manutenção dos convênios com os cursos de graduação em educação física, ampliando o atendimento nos programas sociais.
– Ampliação do Programa de Iniciação Desportiva (PID) nas escolas púbicas, associações, clubes e recreativas empresariais.
– Ampliação do programa Mexa-se com a Felej, que leva atividade física para população em diversas faixas etárias.
– Ampliar o atendimento e os projetos de participação esportiva para pessoas com deficiência.
– Incentivar a criação de ligas universitárias na cidade.
– Aprimorar ainda mais a realização dos Jogos Universitários e dos Jogos Escolares.
– Ampliar e envolver cada vez mais a rede pública e privada de ensino em competições interescolares.
– Resgatar e promover os jogos rurais, trabalhando os valores e a integração da comunidade rural através do esporte.
– Ampliar programas de atividade física e lazer em espaços públicos do município, como Academias da Melhor Idade, Joinville em Movimento e Felej na Comunidade.
– Implantar novos equipamentos públicos para prática de atividades físicas, como academias nas praças, ciclovias
– Construir espaços públicos na cidade e em ambientes naturais que favoreçam a prática de atividade física, esporte e lazer como pistas de caminhada em parques, praças, entre outros.
– Fortalecer a participação das equipes nas competições regionais e estaduais.
– Apoiar a participação de equipes e atletas em competições nacionais e internacionais.
– Incentivar o surgimento de novos talentos por intermédio da integração dos projetos de iniciação esportiva e coordenação de rendimento.
– Construção do CIE (Centro de Iniciação Esportiva) na Zona Sul da cidade.

DARCI DE MATOS (PSD) – 55

– Aproveitar os espaços esportivos desativados ou com potencial
subaproveitado, para desenvolver projetos esportivos e culturais, em parceria com a iniciativa privada.
– Cuidar da manutenção, ampliação e cobertura das arquibancadas da Arena Joinville, com recursos da iniciativa privada e dos governos federal e estadual.
– Aproveitar os espaços disponíveis na Arena Joinville, dando sustentabilidade econômica e financeira para o seu uso como equipamento social.
– Apoiar as iniciativas dos clubes e atividades esportivas amadoras da cidade.
– Incentivar as ações esportivas como ferramenta de inclusão social.
– Criar um Fundo de Incentivo ao Esporte de inclusão social e competição, para
viabilizar o apoio da iniciativa privada aos projetos esportivos da cidade.
– Promover gincanas colaborativas e mini olimpíadas interbairros.
– Manter e implantar canchas, quadras, ginásios e campos de futebol, em
convênios com Associações de Moradores e clubes esportivos.
– Inserir Joinville no calendário nacional e internacional de competições,
sediando etapas de grandes eventos esportivos.

Fonte das propostas: Divulgação de candidatos e contas (TSE). Visitado em 30/08/2016. Disponível em <http://divulgacandcontas.tse.jus.br>.

Hora de Voltar a Ser JEC

Agosto: dizem que é o mês do desgosto, o mês do “cachorro louco”. E este agosto tem sido particularmente sombrio e preocupante para nós tricolores. O Joinville ficou quase 15 dias parado, e permanece não só no mês de agosto, mas praticamente em toda a série B na zona de rebaixamento. Um resultado desanimador para quem veste preto, branco e vermelho e está, nos últimos dois anos, sofrendo com resultados negativos em sequência. Até este blog não esteve assim tão ativo, apesar de uma tentativa (ainda de pé) de convocar os sócios para uma mobilização. Chegou a hora de reagirmos, no campo e fora dele.

Eu sei, os números não nos ajudam. Para o torcedor ter ideia, a nossa campanha é pior que a campanha da Série A do ano passado, na 20ª rodada. Aos números:

Em 2015, na vigésima rodada da Série A, o Joinville tinha estava em 19º no Campeonato Brasileiro da Série A, com 19 pontos. Três pontos separavam o JEC do primeiro time fora da zona de rebaixamento: o Goiás.

Um ano depois, na vigésima rodada da série B, o Joinville está em 19º no Campeonato Brasileiro da Série B, com um ponto a menos: 18. O primeiro time fora da zona de rebaixamento é o mesmo Goiás. Porém, são 5 os pontos que nos separam.

Essa comparação parece desesperadora. Mas, vamos agora olhar para o copo meio cheio, e não o menos vazio: em 2015, na Série B, o Ceará do técnico Lisca fechou a 20ª rodada com 17 pontos (um ponto a menos que o JEC). Terminou o campeonato fora da zona de rebaixamento, em 15º, com 45 pontos.

Para tanto, é fundamental a força da torcida nos jogos em casa. Apesar do tempo chuvoso e frio da última sexta, foi triste ver a Arena Joinville apenas com 1.129 torcedores presentes, para uma partida de extrema importância para o clube que amamos. Sim, a diretoria tem sua parte nesse número, seja pelas ações que deixaram o time nessa situação, seja pela falta de sensibilidade para que mais torcedores ocupassem a parte coberta do estádio. Mas isso é papo para outra hora.

O time em campo mostrou evolução significativa no jogo contra a Luverdense. Apesar do empate, jogou bem, e revelou que é possível sonhar. O que faltou foi equilíbrio emocional para segurar a defesa e, principalmente, depois do gol tomado, a tranquilidade para tomar as ações do jogo e definir o resultado. É absolutamente natural que o nervosismo se abata em times há tanto tempo na zona de rebaixamento. Porém, contribui para essa apatia em campo a apatia fora dele.

Sei que você deve estar puto com a situação, e com razão. Esse time não fez nada para merecer seu apoio. A diretoria também não. O departamento de futebol, muito menos!!! Na verdade, fez merecer sim: a indiferença. Porém, o que deve nos mover é o sentimento. É pensar que, pior do que viver essa situação, é afundar com ela.

É hora de amar o time sem distinção, com paixão mesmo. Vestir o preto, o branco e o vermelho, voltar para a Arena, voltar a carregar o time no colo. Esquecer o papo de “enquanto o presidente e/ou o Rondinelli estiver lá eu não volto”. Deixar para novembro as cobranças – que virão sim!!! – Sobre esse ano desastroso e se concentrar na tentativa de sair dessa situação. Se vamos conseguir, só o tempo dirá. Mas ninguém nesse estado e no Brasil poderá dizer que não tentamos. É hora de voltar o debate. É hora de retomarmos esse espaço, e todos os espaços que essa torcida pode ocupar. Hora de voltar a viver o JEC, mesmo com todos os problemas e mesmo que tudo vá contra isso. É hora de cuidar da nossa paixão, de carregar o amor por esse time no colo, como um filho doente que precisa de cuidado. É hora de voltar a ser JEC. Afinal, somos JEC até o fim, não é mesmo?

O JEC é nosso: criação do Conselho de Sócios

O Joinville Esporte Clube está perto de mais uma vez em sua história alcançar o fundo do poço: a queda para a terceira divisão. Enquanto decisões equivocadas são tomadas pela diretoria, o órgão do clube que deveria fazer a cobrança, lançar novas ideias e trabalhar em prol do clube, parece morto.
O Conselho Deliberativo pouco ou nada faz de efetivo. Focam em vaidades e ambições pessoais, motivados por política, economia ou egocentrismo, o que insustenta a figura presidencial, que, sem experiência, se vê desamparada e sem o respaldo necessário.
Reforçamos a importância de o torcedor realmente ter voz dentro do clube para mudar essa situação. Afinal, somos nós que apoiamos a cada jogo, pegamos sol, chuva e seguimos esse clube em qualquer divisão.
Para isso acontecer, só enxergamos um jeito: a criação de um Conselho de Sócios, mas que não seja apenas item de decoração, e sim que tenha poder e influência dentro do clube. Esse conselho de sócios precisa ser um órgão dentro do clube, previsto no estatuto, assim como o conselho deliberativo. Sabemos que para vencer os desafios é preciso estar junto, colaborar e questionar.
O objetivo do conselho é dar voz ao sócio torcedor, que é o principal financiador dos projetos do JEC, mas que, infelizmente, não tem espaço para acompanhar e sugerir ações para ajudar o clube do seu coração. Fiscalizar as ações diretoria, colaborar com a solução dos problemas, tornar o Joinville um clube do sócio e despertar nele um sentimento não só de mero pagador de mensalidades, mas também de responsável pelo bom funcionamento da instituição.
A torcida do JEC sempre sustentou o clube. Quando nem série nos tínhamos, o torcedor fez com que o clube não fechasse as portas. O clube saiu do fundo do poço; agora, alguns que se acham maiores que o Joinville, estão trabalhando para cavar um poço do lado daquele da época em que estávamos sem série. Não podemos e não vamos deixar isso acontecer. Conselheiros que só pensam em seus interesses, o JEC não precisa de você e do seu dinheiro. Precisamos de pessoas que realmente queiram o bem do clube.
Convidamos a torcida tricolor a ser mais uma vez presente e vamos juntos batalhar pelo clube que amamos. O estatuto do Joinville (Direitos dos associados, Art. 19) diz que é preciso de assinatura de 10% dos associados para que se convoque uma assembleia geral. Em dia, o clube tem hoje cerca de 7 mil associados. Ou seja, são cerca de 700 assinaturas para que possamos começar a colocar em prática o Conselho de Sócios.
Para que a assembleia seja convocada, é preciso ter pauta para ser levada aos conselheiros. Nós apontamos dois itens. Entretanto, outros pontos podem ser adicionados ao longo do processo.
1) Apresentação da prestação de contas detalhada do ano de 2015 e do primeiro semestre de 2016;
2) Apresentação e votação da proposta da criação de um conselho de sócios, que seria eleito de forma democrática por todos os associados efetivos do Joinville Esporte Clube que não participarem do Conselho Deliberativo, mediante candidatura. O mandato do Conselho é de um ano (ou dois).
Para assinar, basta clicar neste link (http://migre.me/uBWX6)
Por fim, é preciso deixar claro que a possível aprovação deste Conselho de Sócios não deve ser encarada como favor da diretoria do clube, mas sim como dever dos sócios torcedores. A ideia deste conselho difere da comissão da torcida, projeto que partiu de dentro do JEC, e que vem sendo divulgada na imprensa. Entendemos que, para ter influência no clube e independência, este movimento tem que partir dos torcedores, organizado sem interferência do clube.
O momento é de união, deixar as diferenças para escanteio, e focar no que realmente todos nós torcedores queremos: que o maior clube de Santa Catarina faça jus ao tamanho de sua torcida.
Sem luta, não há vitórias: o JEC é nosso!
* Carta dos integrantes do Sou JEC (Alexandre Perger, Alison Mueller, Gabriel Nunes, Guilherme Weiler, Henrique Genoveva, Maicon Silva, Raphael Flores, Roberto Casagrande, Rodrigo Rochadel e Yan Pedro) a todos os torcedores e à diretoria do Joinville Esporte Clube.

Carta aberta à diretoria do Joinville Esporte Clube

Como bem disse o técnico Lisca, que de Doido não tem nada, o Joinville está há mais de um ano na zona do rebaixamento. Se antes era “normal’ ou “aceitável” porque estava na série A. Hoje, na série B – com nível baixíssimo, por sinal – , isso é insustentável. O JEC, com a história e a tradição que tem, não pode perder em casa para um fraquíssimo Oeste, ser derrotado por Bragantino do jeito que foi, enfim, não merece estar nessa situação. Muita coisa precisa mudar e isso precisa ser para ontem, porque o primeiro turno se foi e a série C já está abrindo a porta para entrarmos, mas sem previsão para sairmos.

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A administração jequeana deixa muitas dúvidas para o torcedor. Por que falta transparência no Joinville Esporte Clube? Por que o clube é administrado por alguns e não temos uma oposição tão importante na fiscalização das ações da diretoria? Onde estão os números das negociações de jogadores? Quanto o Joinville faturou de fato na venda de Anselmo e Agenor? Onde está o tal portal da transparência que o presidente prometeu quando assumiu? Essas dúvidas deixam margem para especulações e o famoso diz que me disse.

O Joinville hoje não é da sua torcida, mas de empresários que ficam escondidos atrás de suas mesas. Uma boa gestão passa pela transparência. O momento é esse, não outro. Não é mês que vem ou na próxima rodada, é agora. Questionar é a base para qualquer evolução e é chegado o momento de colocarmos em xeque todo o Joinville Esporte Clube. Cada processo interno, cada funcionário, tudo deve ser avaliado. Chegamos em um ponto em que se projetarmos o Joinville daqui a 10 anos vemos um futuro de muito sofrimento. Então é hora de pensar onde e como podemos ajudar de maneira mais incisiva porque apenas torcer e pagar a mensalidade de sócio não está sendo suficiente.

Para ser transparente e engajar a torcida é necessário muito mais que marketing. Não é preciso medidas extravagantes e onerosas. Com um posicionamento aberto e claro sobre o que acontece dentro do clube, abrindo aos sócios os problemas de toda ordem já seria quase que suficiente para sanar a crise de confiança que vive o Joinville em todos os setores. Ao invés disso vemos mais do mesmo, decisões duvidosas e processos nebulosos, nada é claro e palpável e nada, a não ser boatos e especulações, que servem para alimentar a imprensa esportiva da nossa cidade, chegam ao conhecimento da engrenagem mais importante desse sistema, o sócio.

Por tudo isso, o Sou JEC  elencou alguns pontos que precisam ser revistos urgentemente. Nossa intenção é contribuir para o clube, pois somos apaixonados e queremos o tricolor sendo respeitado novamente.

– Transparência: colocar uma planilha no site não é transparência. É obrigação do clube prestar contas ao torcedor, principalmente para o sócio, que ajuda a sustentar o clube.

– Participação: quem hoje realmente participa das decisões no clube? Os sócios, que contribuem mensalmente, nunca são ouvidos, são chamados apenas para aclamar uma chapa qualquer na eleição. Esse é o JEC de todos? A gestão do Joinville precisa ser mais participativa. Qual o número de conselheiros que realmente participa do dia a dia do clube?

– Contratações: o Joinville já fez 30 contratações este ano. Qual delas chegou para resolver o problema? NENHUMA. Tirando o Jael (que não fará milagres) não veio um jogador que encheu os olhos da torcida. A maior prova que não há uma polícia de contratações é a chegada de Fabiano Eller. Com tantos erros, o que ele ainda como titular e com a braçadeira de CAPITÃO? Como em 2015, quando ao demitirem Hemerson Maria na quinta rodada da série a, o JEC de 2016 entregou a chave do cofre do clube para o técnico Lisca. Estamos no meio do campeonato e tem jogador para estrear ainda. É muita gente e pouco futebol. O correto é enxugar o elenco e ficar com quem realmente quer tirar o JEC do rebaixamento.

– Aproximação: qual a relação do JEC com a comunidade? Não há. O clube não dialoga com as pessoas, não vai aos bairros, não visita fábricas, não está na praça, no shopping, em lugar algum. O Tricolor representa a cidade e leva o nome dela. Portanto, deve, sim, chamá-la. Nem mesmo nas redes sociais não há conversa. São posts secos que não interagem. Precisamos de mais, muito mais.

– Homem forte do futebol: Rondinelli deve ser avaliado. Seus trabalhos em Criciúma e no Avaí nos mostravam que ele tem problemas em contratar. Foi expulso dos dois clubes e não deixou nenhuma saudade por lá. Aqui, contratou, contratou, contratou e poucos deram resultados. Precisamos de alguém com a competência para fazer o JEC grande dentro de campo.

– Conselho: as reuniões do conselho precisam ter mais transparência. Onde estão as atas? O que é decidido nesses encontros? Precisamos de respostas.

Lisca contra os números

O novo treinador do Joinville, Lisca, fez jus ao apelido de “Doido” assumindo o comando de um Joinville que lutará não só contra outros times, mas principalmente contra números.

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O JEC tem, hoje, míseros 0,68% de chance de acesso à Série A e, entretanto, tem 56,2% de chance de cair para a Série C, segundo o Departamento de Matemática da UFMG. Probabilidades estas que se baseiam em números pífios do Joinville. O tricolor hoje possui o pior ataque (apenas 7 gols marcados) e a quinta pior defesa (16 gols sofridos) da Série B. Isso gera uma média absurda: é como se o JEC fizesse um gol a cada duas partidas e sofresse 1,14 gols a cada jogo.

O momento do time também não ajuda. Atualmente, o Coelho enfrenta o título de segundo time com a maior sequência sem vencer (são 6 partidas de jejum, atrás apenas do Bragantino com 7) e primeiro lugar em maior sequência de derrotas (4 consecutivas).

Números estes que derrubaram Hemerson Maria e, junto com o mané, afundaram o Joinville na tabela de classificação. A missão de Lisca é duríssima: arrumar a defesa, fazer milagre no ataque e driblar a matemática.

Campanha deste ano é pior que a de 2004, ano do rebaixamento

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Lisca Doido terá difícil missão (Foto: Asssessoria JEC)

O Campeonato Brasileiro da série B está na 15º rodada. Até o momento, o Joinville fez míseros 11 pontos, vencendo duas partidas, empatando cinco e perdendo sete. Desde que o Tricolor saiu do calvário  e voltou a disputar a série B, em 2012, essa é a pior campanha até esse estágio da competição. Em 2012, 2013 e 2014, o JEC sempre figurava entre os dez primeiros colocados.

Porém, o dado mais alarmante é que essa campanha consegue ser pior que a de 2004, quando o Joinville foi rebaixado para a série C. Na 14ª rodada daquele ano, o JEC ocupava a mesma 18ª posição deste ano. A diferença é que, há 12 anos, o Tricolor somava 15 pontos, com cinco vitórias e nove derrotas. A fórmula de disputa também era outra, com 24 equipes jogando em turno único e oito passando para a segunda fase.

Em 2004, o JEC teve quatro treinadores. Entre eles, Edson Gaúcho, que subiu o Criciúma em 2002 e saiu do Joinville  dizendo que com aquele time o Tricolor seria rebaixado para a série C. Neste ano, o JEC está no segundo treinador, sem contar as inúmeras contratações equivocadas.

Ainda há muito campeonato pela frente. O Joinville ainda pode se recuperar e sair dessa situação. Mas é preciso fazer muito mais do que está fazendo para escapar do rebaixamento e da escrita de 2004. Essa missão está  nas mãos de Lisca Doido.

Foto de destaque: assessoria JEC

2015 Não Acabou…

Havia uma neblina sobre a Arena Joinville na noite deste 28 de junho.  Neblina, como sabemos, é uma nuvem baixa. Não havia cenário mais propício: uma nuvem negra paira sobre o Joinville Esporte Clube, que vive um de seus piores momentos nos últimos cinco anos.

Início ruim de estadual, recuperação durante o torneio, final, vice-campeonato. Início ruim de Brasileirão, planejamento jogado às traças, contratações equivocadas, zona de rebaixamento e técnico demitido. O filme é repetido. Mudam apenas (alguns) personagens e a divisão. Chegamos na metade de 2016 e a impressão é a de que 2015 ainda não acabou. Perdemos metade do ano, um terço do Campeonato Brasileiro da Série B, e a expectativa de um campeonato digno e de, quem sabe, um acesso, se transformou em preocupação e em luta contra o rebaixamento. E não há, torcedor, outro objetivo esse ano senão a luta para ficar na segunda divisão em 2017.

O que vimos no jogo contra o CRB assusta: um elenco sem vontade, um capitão que até então era incontestável cometendo (e repetindo) erros grosseiros, displicência, apatia, irresponsabilidade e um desrespeito aos 3.008 torcedores presentes ao estádio – e a outros milhares que só esperam um sinal de vontade para voltar a ter confiança no seu time. A derrota por 3 x 1 foi dolorida, não tanto pelo placar, mas por como foi construída.

A saída de Hemerson Maria era inevitável. Mas é preciso um choque de realidade no elenco e na diretoria. Falta vontade. Falta respeito à torcida. Falta transparência. Falta humildade.

Desde o acesso os erros se repetem: formação do elenco equivocada, contratações que não dão certo, economias burras na hora incerta. Na área administrativa, a falta de transparência nas operações, na divulgação de dados e até de resultados de sorteios, no relacionamento com torcida (sócios e não sócios). O JEC se tornou um clube arrogante com seu torcedor. E, com um elenco limitado, essa é uma péssima forma de motivar a torcida a abraçar o time e reerguê-lo, com a presença no estádio. Precisamos, todos, jogar limpo. Não há mais espaço para que as ações fiquem pra depois.

Só assim teremos ventos melhores para que as nuvens negras que rodeiam a Arena Joinville deem lugar ao sol de novos tempos.